Somente sete estados do Brasil monitoram a própria qualidade do ar

Dados são de uma pesquisa do Instituto Saúde e Sustentabilidade
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Saúde e Meio Ambiente
Publicado em: 11/07/2019

Em janeiro deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu que a poluição do ar lidera a lista das dez maiores prioridades de saúde que mais demandarão atenção até 2024. Diante disso, o Brasil vive uma situação delicada, visto que somente sete dos 27 estados do país monitoram a própria qualidade do ar.

Os dados são de um levantamento do Instituto Saúde e Sustentabilidade, divulgado em junho deste ano, sobre as condições do monitoramento da qualidade do ar no Brasil. Em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a instituição apontou que 20 estados não fazem, deixaram de fazer ou realizam de modo obsoleto a aferição.

São Paulo é um dos estados que monitora a qualidade do ar (Foto: Domínio público)
São Paulo é um dos estados que monitora a qualidade do ar (Foto: Domínio público)

Somente 26% das unidades federativas atendem o regulamento vigente. São elas: Espírito Santo, Minas Gerais, Recife, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal.

Conforme levantou o instituto, existem 375 estações de monitoramento no Brasil. Deste número, 319 estão ativas, sendo que 93% delas estão situadas na Região Sudeste do país. Os dados mostram que 47,7% das estações brasileiras são frutos de empreendimentos privados, a fim de realizar licenciamento ambiental em determinadas áreas.

O desconhecimento da qualidade do ar que a população brasileira é algo completamente negativo. Isso compromete o controle sobre os efeitos negativos para a saúde, principalmente relacionadas às complicações respiratórias. Além disso, a fauna e a flora do país também sentem os impactos. Clique aqui para ver a pesquisa completa do Instituto Saúde e Sustentabilidade.


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