Monitor aponta seca em todo o território de Minas Gerais

Norte mineiro passa a ter área com seca grave. Predomínio no estado é de seca fraca. Gravidade da seca reduz no Triângulo Mineiro
Da Redação / Ecológico - redacao@souecologico.com
Saúde e Meio Ambiente
Publicado em: 19/09/2019

O Monitor de Secas aponta avanço da área de seca em Minas Gerais e indica predominância da categoria de seca fraca no estado. Esta ferramenta de acompanhamento regular e periódico da situação de seca é coordenada nacionalmente pela Agência Nacional de Águas (ANA), com apoio operacional da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais, como o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM). Os resultados do Monitor de Secas são divulgados por meio do mapa mensal, que consolida o diagnóstico da situação de seca a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras.

Segundo o mapa de agosto, o norte de Minas Gerais teve aumento do grau de severidade da seca, passando à categoria de seca grave. Outra mudança em relação ao mês anterior foi a ampliação da região com seca moderada no noroeste do estado e o avanço da área de seca fraca pela faixa central de Minas, o que pode ser explicado pelo baixo volume de chuvas nestas regiões. Já o Triângulo Mineiro registrou atenuação da seca, que passou de moderada a fraca em comparação com julho, o que aconteceu em função das chuvas na região. Os impactos da seca são de curto e longo prazos no centro-norte mineiro, curto prazo no centro-sul e longo prazo no extremo nordeste.

Utilizado como informação e suporte às políticas públicas de combate à seca, o Monitor de Secas promove o monitoramento regular e periódico da situação da seca nos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo. Por meio deste desse acompanhamento é possível compartilhar informações e bases de dados, uniformizando o entendimento do fenômeno da seca e acompanhando sua evolução, classificando-a segundo o grau de severidade dos impactos observados.

Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais
Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

Em operação desde 2014, o Monitor de Secas iniciou suas atividades pelo Nordeste, região historicamente mais afetada por eventos deste tipo. No final de 2018, com a metodologia já consolidada e entendendo que todas as regiões do País são afetadas em maior ou menor grau por fenômenos dessa natureza, foi iniciada a expansão da ferramenta para a inclusão de outros estados. Em novembro de 2018, Minas Gerais foi incorporado ao processo. A partir de abril deste ano o Espírito Santo passou a participar do projeto.

O Monitor de Secas foi inspirado no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação do mapa final. A metodologia utilizada no processo implica na indicação das áreas em condição de seca relativa, ou seja, as categorias de seca em uma determinada região são estabelecidas em relação ao seu próprio histórico.

Panorama nacional

Em agosto acontece o fim do período chuvoso no leste do Nordeste, que costuma registrar chuvas acumuladas no mês de 50mm a mais de 150mm. A zona da mata entre a Paraíba e o extremo-sul da Bahia, além de parte do Espírito Santo, registraram precipitações entre 90mm e 200mm ao longo de agosto.

Também foram registrados acumulados acima de 50 mm em localidades no noroeste do Maranhão, litoral potiguar, agreste entre a Paraíba e a Bahia, além de áreas isoladas do sertão baiano e centro-sul do Espírito Santo. Nas demais áreas onde houve registro de chuvas, incluindo todo o estado de Minas Gerais, os totais acumulados em geral não ultrapassaram 40 mm. Nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais agosto é um mês de estiagem no qual o acumulado de chuvas não costuma passar de 50mm.

Fonte: Agência Nacional de Águas


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