Lixômetro volta à Praça Sete

Recipiente alerta para volume de resíduos recolhido nas ruas
Da Redação / Ecológico - redacao@revistaecologico.com.br
Educação Ambiental
Publicado em: 07/12/2018

Quem circular pelo coração de Belo Horizonte, entre segunda e quinta-feira da próxima semana (10 e 13/12), vai ter uma boa noção de quanto lixo é recolhido nas ruas e passeios do hipercentro da cidade. Para armazenar os resíduos recolhidos pelos garis durante a varrição, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) da capital mineira vai instalar quatro grandes recipientes transparentes na Praça Sete – são os lixômetros.

A medida visa alertar a população sobre o enorme volume de lixo enviado aos aterros sanitários todos os anos, além dos riscos de alagamentos e doenças, e do aspecto visual negativo que a sujeira provoca.

A chefe do Departamento de Políticas Sociais e Mobilização da SLU, Ana Paula da Costa Assunção, explica que os lixômetros são uma forma de derrubar a invisibilidade atribuída aos resíduos depois que eles são recolhidos. “Temos a falsa impressão de que o lixo desapareceu por encanto, de que ele nunca foi nosso, de que jamais o produzimos e que, depois, de coletado pelos garis, não somos mais responsáveis por ele.”

Mas justo na Praça Sete?

Sim, existe uma razão forte para os lixômetros serem instalados na Praça Sete. Além de ser um dos pontos de maior circulação de pessoas em BH, é onde os varredores encontram mais trabalho. Por dia, é recolhida lá uma média de três toneladas de resíduos.

O espaço é limpo quatro vezes ao dia: pela manhã, próximo ao horário de almoço, à tarde e à noite. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), mesmo sendo curto o tempo entre uma ação e outra, as equipes da limpeza encontram sempre muito lixo espalhado pelas vias.

E o que vai parar no chão não é por falta de lixeiras. Enquanto é possível avistar sacos plásticos, papéis e outros resíduos leves sendo levados pelo vento e invadindo a Avenida Afonso Pena, boa parte delas, segundo a PBH, permanece vazia. São 60 instaladas no entorno do Pirulito e nos quarteirões fechados da praça. Não é à toa que o lixo acaba indo parar nas bocas de lobo.

Índices do lixômetro

Em 2011, o Lixômetro fez sua estreia na Praça Sete. No mesmo ano, a iniciativa foi estendida para a região da Pampulha, na orla da lagoa, quando o recipiente serviu de abrigo para toneladas de cocos.

O equipamento foi colocado também, em 2012, na Praça Duque de Caxias, em Santa Tereza, região Leste de Belo Horizonte, e se transformou no Reciclômetro, na área interna do campus da UFMG, durante o processo de revitalização da coleta seletiva da universidade.

Em dezembro do ano passado, durante três dias acumulando todo o lixo descartado no chão dos quatro quarteirões da Praça Sete, o Lixômetro registrou 10 toneladas de resíduos ao final da ação educativa.

O impacto visual que ele provoca, enfatiza Ana Paula, superintendente de Mobilização da SLU, “serve para dimensionar a nossa responsabilidade quando não nos preocupamos em racionalizar nosso consumo ou quando, pior, descartamos esse lixo no chão, sem constrangimento algum”.

Saiba mais:

Em Belo Horizonte, por dia, os garis da SLU recolhem cerca de 2.800 toneladas de resíduos ou 400 caminhões repletos de lixo.

Desse valor, são, por dia:

- 500 toneladas de entulho e terra (71 caminhões cheios);

- 1.900 toneladas de resíduos domiciliares (271 caminhões cheios);

- 230 toneladas de resíduos de deposição clandestina (32 caminhões cheios);

- 50 toneladas de resíduos de varrição (7 caminhões cheios);

- 120 toneladas em coletas de limpezas diversas (17 caminhões cheios).

(Fonte: SLU/PBH)

Fotos: Jefferson Alexandre / Divulgação PBH


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