Diabetes: doença crônica e silenciosa

Aumento da doença deve-se a vários fatores, entre eles a falta de cuidados com a saúde e o estilo de vida cada vez mais acelerado
Bruno Frade - bruno@souecologico.com
Saúde
Publicado em: 17/06/2019

Pé diabético, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, retinopatia, neuropatia, entre outras enfermidades, são complicações que podem surgir se o diabetes não for tratado de forma adequada.

Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde entre 2006 e 2016 registou aumento de 61,8% dos casos no país. Em paralelo, o número de casos de obesidade cresceu 60%.

O diabetes é uma doença crônica e silenciosa, com a qual a pessoa deverá conviver durante a vida toda, podendo causar algumas complicações ao longo de seu desenvolvimento, comprometendo a qualidade de vida. Especialistas ressaltam que o aumento da incidência da doença deve-se a vários fatores, entre eles a falta de cuidados com a saúde, estilo de vida cada vez mais acelerado e ausência de uma alimentação saudável.

Foto: Domínio Público
Foto: Domínio Público

De acordo com Henrique Eloy, médico especialista em gastroenterologia, o sobrepeso e a obesidade também são fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes. “O diabetes tipo 1 é mais comum em pessoas com idade abaixo dos 35 anos, já o tipo 2 acontece por resistência à ação da insulina, sendo que a obesidade é uma das principais responsáveis”, diz.

A doença não pode ser dissociada de outras complicações glandulares. Além da obesidade, outros distúrbios metabólicos (excesso de cortisona, do hormônio do crescimento ou maior produção de adrenalina pelas adrenais) podem estar associados à doença.

Tipos de diabetes

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o tipo 1 (concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença) surge geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também.

Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca as células beta e pouca ou nenhuma insulina é liberada. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, alimentação adequada e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível do açúcar no sangue.

Já o tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz para controlar a taxa de glicemia. Ela se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também ser afetadas. De acordo com a SBD, dependendo da gravidade, a doença pode ser controlada com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

Foto: Domínio Público
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