Coleta seletiva será ampliada em BH

Segundo SLU, várias mudanças serão realizadas na gestão do lixo na capital mineira
Da Redação / redacao@revistaecologico.com.br
Resíduos Sólidos
Publicado em: 07/06/2019

Após a aprovação do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) vem implementando mudanças na gestão de resíduos sólidos em BH. Em audiência pública realizada nesta semana na Câmara Municipal (CMBH), a SLU destacou a implantação da coleta seletiva porta a porta, a ser realizada por associações e cooperativas, incluindo trabalho educativo, além do recolhimento do lixo residencial, como algumas das medidas. A intenção é estimular modelos populares de gestão como alternativas sustentáveis e para geração de trabalho e renda.

Foto: Breno Pataro/PBH
Foto: Breno Pataro/PBH

Com metas a curto, médio e longo prazo, a serem cumpridas até 2036, o Plano foi construído por meio de planejamento estratégico e será revisto a cada quatro anos. Para o projeto, são utilizados recursos do Fundo Municipal de Saneamento e do Ministério das Cidades. Segundo a SLU, já foram comprados equipamentos, sendo iniciado projeto piloto nos bairros Floresta e Colégio Batista, com a implantação da coleta porta a porta por associações e cooperativas. Seis instituições foram credenciadas para o trabalho. Também foram instalados novos contêiners na cidade, e está sendo ampliado o número de pontos de 70 para 200.

O número de pontos de coleta (ponto a ponto), feita por caminhões, também foi ampliado.

Na audiência na CMBH, representantes de cooperativas, universidades e movimentos sociais cobraram do Legislativo a elaboração de projetos de lei para coibir a incineração do lixo na capital, para o incentivo à redução da produção de lixo orgânico e para a reciclagem do lixo proveniente da poda de árvores na cidade.

Segundo Lilian Teixeira, assessora técnica da SLU, 50% do lixo residencial gerado pela população é orgânico, “sendo desperdiçados 30% dos alimentos em todo o mundo”. A Política Nacional determina que não sejam gerados tantos resíduos e que é preciso investir em educação ambiental nas escolas. Falou, ainda, sobre a compostagem na BR-040, onde foi feita a revitalização do galpão e do pátio. Com a desativação do aterro, o local pode ser transformado em espaço de lazer e convivência. Ela informou que foram adquiridos dois caminhões e que a coleta orgânica vem sendo feita por meio de sacolões, a serem transportados para a rodovia, para compostagem.

Nely Medeiros, do Fórum Lixo e Cidadania, falou sobre o problema do descarte do vidro na cidade, que oferece remuneração satisfatória, mas chega às cooperativas triturado. Questionou, também, a forma do caminhão compactador fazer a coleta do vidro e sugeriu a elaboração de um projeto de lei que incentive a redução da produção do lixo orgânico.

Luciano Marcos da Silva, diretor do Instituto Superior de Educação do Paraná (Insep), defendeu a reciclagem e a reutilização do lixo residencial. Ele também criticou a incineração, alvo de manifestações na audiência. E destacou que “Minas Gerais é o primeiro Estado a proibir a queima de resíduos sólidos urbanos”.


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