Contrário a agrotóxicos, supermercado da Suécia boicota alimentos brasileiros

Ação se deu devido à grande quantidade de agrotóxicos liberada para 2019
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Agrotóxicos
Publicado em: 07/06/2019

Na última quarta-feira (5), uma rede de supermercados da Suécia anunciou que não irá mais comercializar alimentos produzidos no Brasil. A sueca Paradiset afirmou que o boicote se deu pela quantidade de agrotóxicos liberada pelo governo brasileiro.

Supermercado em funcionamento na Suécia (Foto: Divulgação/Paradiset)
Supermercado em funcionamento na Suécia (Foto: Divulgação/Paradiset)

“Precisamos parar (o presidente) Jair Bolsonaro, ele é um maníaco. Quando li na imprensa a notícia da liberação de tamanha quantidade de agrotóxicos pelo presidente Bolsonaro e a ministra (da Agricultura) Tereza Cristina, fiquei tão enfurecido que enviei um email a toda a minha equipe, com a ordem ‘boicote já ao Brasil’", disse o presidente da rede, Johannes Cullberg, à RFI.

A Paradiset é a maior rede de supermercados da Região da Escandinávia (que abrange, além da Suécia, Dinamarca e Noruega), na Europa. Alimentos como melão, melancia, papaya, limão, manga, água de coco, duas marcas de café e uma barra de chocolate com 76% de cacau brasileiro em sua composição já foram retirados das prateleiras.

“Não podemos em sã consciência continuar a oferecer alimentos do Brasil a nossos consumidores, num momento em que tanto a quantidade como o ritmo da aprovação de novos agrotóxicos aumenta drasticamente no país. Decidimos portanto retirar os produtos de nossas prateleiras”, divulgou Cullberg, por meio de um comunicado.

Desde o início deste ano, o Brasil já liberou 197 novos agrotóxicos para utilização na produção de alimentos. Esses produtos, utilizados muitas vezes para adulterar a plantação, promovem toxicidade aos alimentos. Eles são a causa de diversos problemas de saúde, incluindo câncer e Mal de Parkinson.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os agrotóxicos causam 200 mil mortes por intoxicação ao ano. A entidade afirma também que é um mito a ideia de que esses pesticidas são vitais para garantir a segurança alimentar.


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