5 dicas para o uso de repelentes

Doenças transmitidas pelo "Aedes aegypti" faz procura pelo produto aumentar no verão
Da Redação / Ecológico – redacao@revistaecologico.com.br
Saúde e Meio Ambiente
Publicado em: 21/01/2019

Ele se reproduz o ano inteiro, mas, no verão, com chuva e temperaturas elevadas, torna-se uma ameaça de difícil controle. Este é o Aedes aegypti, um risco à saúde por transmitir doenças graves, como dengue, zika, chikungunya e febre amarela, além de estar relacionado ao aumento de casos da Síndrome de Guillain-Barré.

A prevenção requer o combate aos criadouros do mosquito. É uma medida permanente e que precisa estar disseminada principalmente nos domicílios, já que o maior número de focos está em ambientes domésticos. A questão é que, mesmo onde há grande empenho das famílias, recorrer a medidas como a aplicação de repelentes ainda se mostra necessária. Por isso, confira cinco dicas:

1) Atenção aos rótulos e eficácia

Os repelentes mais comuns encontrados no Brasil possuem três princípios ativos, todos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para conferir a presença e concentração deles, é imprescindível ler os rótulos e seguir as orientações contidas nas embalagens.

A depender da composição, a eficácia dos repelentes pode variar de 4 a 10 horas. O IR3535 atua por 4h; o DEET (com concentração de 20%), de 6h a 8h, e a Icaridina por até 10h. Isso pode variar em dias muito quentes, em razão de sudorese excessiva e contato com água (da piscina, por exemplo).

2) Uso em crianças e gestantes

Estudos indicam que o uso tópico de repelentes à base DEET por gestantes é seguro, desde que sejam seguidas as instruções presentes nos rótulos. Mas tais produtos não devem ser usados até que se completem dois anos de idade.

Em crianças entre dois e doze anos, a concentração de DEET deve ser no máximo de 10%, e a aplicação deve se restringir a três vezes ao dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos.

Uma dica importante é não aplicar os repelentes nas mãos das crianças. Elas podem levar o produto à boca e se intoxicarem.

Juca Varella/Agência Brasil

3) Reaplicação

Como o protetor solar, os repelentes precisam ser reaplicados. Mas a orientação mais comum é limitar esse uso. Continua valendo a dica de não reaplicar mais que três vezes ao dia e, principalmente, não dormir usando repelente na pele – inclusive em adultos.

4) Combinação com outros produtos

O repelente jamais deve ser aplicado antes de hidratante, protetor solar ou maquiagem. E se for usar após um desses produtos, é importante esperar que eles sequem. A dica é esperar no mínimo 15 minutos para aplicar o repelente nesses casos.

5) Sem comprovação científica

Não há medicamentos aprovados pela Anvisa com a finalidade de repelir insetos. A Tiamina ou Vitamina B não apresenta eficácia comprovada como repelente e esta indicação de uso não é aprovada pela agência.

Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa até o momento. Os produtos que se encontram atualmente regularizados com esses componentes possuem sempre outra substância como princípio ativo.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Dicas de combate aos criadouros do Aedes aegypti:

Em menos de 15 minutos é possível fazer uma varredura em casa e acabar com os recipientes com água parada – ambiente favorável à reprodução do Aedes aegypti. Com menos mosquitos, menor a necessidade de usar repelentes. Veja as principais orientações:

Cuidados a serem observados dentro de casa:

* Tampe os tonéis e caixas d’água;

* Mantenha as calhas sempre limpas;

* Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;

* Mantenha lixeiras bem tampadas;

* Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;

* Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;

* Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;

* Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa e da geladeira.

Para área externa

* Cubra e realize manutenção periódica de áreas de piscinas;

* Limpe ralos e canaletas externas;

* Atenção com bromélia, babosa e outras plantas que podem acumular água;

* Deixe lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água.

(Fonte: ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar)

Fotos: Juca Varella/Agência Brasil e Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


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