O último aviso

Hiram Firmino e Luciana Morais - redacao@revistaecologico.com.br
O recado de Davos
Edição 122 - Publicado em: 14/02/2020

Suíça, 21 a 24 de janeiro de 2020. Durante esses quatro dias, os olhos do mundo estiveram voltados para Davos. Palco anual do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), o tradicional encontro chegou à sua 50ª edição e foi considerado o mais ‘verde’ e ambiental de todos esses anos.

A mudança climática colocou a questão ambiental no centro das atenções. Mas as propostas realmente concretas, no entanto, ainda ficaram aquém da urgência de ação dos diferentes países, sobretudo diante dos impactos e eventos extremos cada dia mais contundentes e localmente sentidos, em escala planetária. Vide as torrenciais e destruidoras chuvas que assolaram Belo Horizonte e dezenas de cidades mineiras.

Este ano, Davos marcou o quinto aniversário do Acordo de Paris, tratado mundial que prevê a redução das emissões de gases de efeito estufa, limitando o aumento médio de temperatura global a 2ºC.

Entre os mais de 3 mil participantes estiveram presentes personalidades de destaque, como o ex-presidente e ambientalista norte-americano Al Gore, o presidente Donald Trump, a jovem ativista ambiental sueca, Greta Thunberg, e o climatologista brasileiro Carlos Nobre.

Pecado ecológico

O Brasil, no entanto, perdeu a chance de liderar discussões importantes na seara ambiental e trazer, assim, mais recursos e investimentos. Do lado político-econômico, o país ficou foi muito ‘mal na fita’. Virou motivo de revolta e chacota mundiais. Isso porque o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu uma derrapada feia, quem diria, logo em Davos.

Quem diria, mesmo. Afinal, Guedes é considerado um dos mais competentes integrantes do governo Bolsonaro. Mesmo com currículo profissional invejável, diferenciado e progressista, inclusive do ponto de vista filosófico, perante a elite econômica do planeta e o olhar incrédulo de Greta Thunberg, ele simplesmente esqueceu a diferença entre “economia” e “ecologia”.

Guedes vacilou ao se esquecer que ambas têm a mesma raiz grega “oikós”, que significa “casa”, o nosso lar planetário. Professor culto e competente que é, o ministro poderia ter dado uma aula magna aos olhares do mundo empresarial. E ensinado – inclusive ao presidente Bolsonaro, que fugiu para a Índia, como medo da “pirralha” Greta –, que o principal papel da “economia” é administrar essa nossa casa terrestre – a natureza do planeta – por meio de normas e leis. Já a “ecologia” é responsável por estudá-la. É a parte da biologia que se preocupa com as relações estabelecidas entre os seres vivos e o meio ambiente onde vivemos.

Uma não existe sem a outra. Daí, o pecado mortal cometido pelo ministro, ao afirmar que “o pior inimigo do meio ambiente é a pobreza” e que “as pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer”.

Com essas afirmações, em vez de refletir uma imagem positiva e dar um recado real, econômico e ambiental, diante do estado atual do planeta, vide a Amazônia em desmatamento “oficial” nunca visto, Guedes não se renovou.

Preferiu apenas ‘plagiar’, de forma desatualizada – e a imprensa global registrou ipsis litteris, em letras garrafais – o que a lendária ex-primeira-ministra da Índia, Indira Gandhi, afirmou há quase meio século, em contexto e época completamente distintos.

Foi em junho de 1972, durante a primeira Conferência Mundial das Nações Unidas, 20 anos antes, portanto, da emblemática ECO/92, no Rio de Janeiro. Na qualidade de único chefe de Estado presente e diante de representantes de mais de 130 países, em Estocolmo, na Suécia – também coincidentemente a terra natal da menina Greta –, Indira Gandhi cunhou a frase que se tornaria mundialmente famosa: “O pior tipo de poluição é a pobreza, a falta de condições mínimas de alimentação, saneamento e educação.”

Foto: Lunae Parracho - Greenpeace
Foto: Lunae Parracho - Greenpeace

Depois de Estocolmo, a questão ambiental foi alçada a outro patamar e o termo desenvolvimento sustentável foi ouvido pela primeira vez.

Outras três importantes conquistas também marcaram aquela conferência. Foi aprovada a Declaração de Estocolmo, que passou a ser a Bíblia dos ambientalistas. Houve a criação, pela ONU, de um programa específico para o Meio Ambiente, o PNUMA. E a instituição do 5 de junho como o “Dia Mundial do Meio Ambiente”.

A seguir, algumas reflexões e desdobramentos do Fórum Econômico Mundial’2020. Neles, há informações e motivos de sobra para que a mensagem do encontro siga viva na memória ecológica e coletiva da humanidade, norteando a esperança de um futuro climático melhor e mais igualitário para todos, livre de tragédias ambientais anunciadas, como a das chuvas que se abateram em volumes nunca antes vistos entre as montanhas de Minas.

Confira:

Não é a pobreza, Paulo!...são os ricos, Guedes!

Para a jornalista Miriam Leitão, de O Globo, o ministro brasileiro da Economia, Paulo Guedes, incorreu em uma avaliação errada dos reais vetores do desmatamento. Em sua coluna intitulada “A Economia do Desmatamento”, ela informou que, diferentemente da Índia de meio século atrás, no Brasil atual “não é a pobreza que desmata. Para grilar e desmatar, é preciso capital, muito capital”.

Segundo ela, estudos comprovam a correlação entre o aumento do desmatamento e o das queimadas: “Não houve um surto de alta da pobreza que explicasse o que aconteceu em 2019. O que houve foram sinais do atual governo federal de que o crime não seria combatido. E qualquer economia, até a do crime ambiental, é estimulada por sinais e expectativas. Movimentar essa cadeia do crime, montar as conexões, ocupar a terra com pastagem, esquentar o documento para vender, tudo isso exige um enorme investimento. Quando o governo combate o crime e impõe o império da lei, o risco fica mais alto e o retorno do capital, mais incerto.”

Foto: Marizilda Cruppe - EVE - Greenpeace
Foto: Marizilda Cruppe - EVE - Greenpeace

Pobre é vítima

Nesse cenário, acrescentou Miriam, há uma redução do incentivo e a taxa do crime cai. As leis econômicas – sempre elas – é que determinam alta e queda da destruição ambiental. “Deve-se, sim, combater a pobreza, por inúmeros motivos, como explicitou Guedes. Mas, antes, é preciso inverter o entendimento do fato. No Brasil, o pobre é a grande vítima da destruição do meio ambiente. Ele é recrutado como mão de obra em trabalho degradante, depois sofre os efeitos da degradação da terra, da água e do ar. A falta de saneamento contamina principalmente as regiões onde moram os pobres. Os lixões se acumulam é nas periferias. Nos extremos climáticos, são os pobres os mais afetados. Eles não são os agentes da destruição ambiental. São suas vítimas.”

Lembrando que o governo Bolsonaro cortou os orçamentos do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), limitando assim as ações preventivas e as operações de comando e controle em regiões vulneráveis da Amazônia, Miriam sentenciou:

“É urgente que esse governo conclua o período de noviciado e entenda o que se passa na Amazônia, para deter o aumento do desmatamento. Primeiro, para impedir a destruição da riqueza coletiva. Segundo, porque o mundo mudou, como se pode constatar em todos os relatórios feitos por instituições financeiras para o Fórum Econômico Mundial. O assunto deixou o terreno da retórica para ser determinante nas alocações de recursos dos grandes investidores.”

O governo sabe quem desmata a Amazônia

Os maiores destruidores do meio ambiente brasileiro – principalmente da Amazônia – não são os pobres. Mas, sim, algumas das pessoas mais ricas e poderosas do Brasil. Dados públicos do Ibama, compilados e analisados pelo “De Olho nos Ruralistas”, e divulgados pelo “The Intercept Brasil”, mostram que os 25 maiores desmatadores da história ambiental são grileiros, bilionários e até condenados, além de grandes empresas, estrangeiros, políticos, frequentadores de colunas sociais e exploradores de trabalho escravo. Juntos, eles somam mais de R$ 50 milhões em multas, nos últimos 25 anos (entre 1995 e 2019). A imensa maioria deles jamais pagou suas multas e ainda acumula outras dívidas com o poder público.

Saiba mais: bit.ly/2RTzjiD

Fique por dentro

Entenda a expressão

Em 1991, o então presidente dos EUA, George Bush, saiu vitorioso na Guerra do Golfo e resgatou a autoestima dos norte-americanos, depois da dolorosa derrota no Vietnã. Com isso, era o favorito nas eleições de 1992, ao enfrentar o desconhecido governador de Arkansas, Bill Clinton. O marqueteiro de Clinton, James Carville, no entanto, apostou que Bush não era invencível com o país em recessão. E cunhou a frase que virou ícone de marketing eleitoral: “É a economia, estúpido!”

Grilagem

“O desmatamento não é provocado por pequenos proprietários de terra, mas pelas máfias da grilagem. O maior inimigo do meio ambiente é a condescendência do governo com os crimes ambientais. Grupos por trás da grilagem de terra, da exploração e da mineração têm sido recebidos a todo instante por representantes do governo. Foi uma fala infeliz e contraditória. Sobretudo em um ambiente (Davos) que, pela primeira vez, colocou a sustentabilidade no topo da agenda global. Não ajuda a melhorar em nada a péssima imagem internacional do Brasil em termos ambientais.”

Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima

Respostas

“O solo da Amazônia é pobre. Dizer às pessoas que elas poderão chegar lá, com sonhos, cortar tudo e começar a plantar, e que terão colheitas por anos e anos, é dar falsas esperanças. Não é sustentável. Há, sim, respostas para a Amazônia, mas não está.”

Al Gore, ambientalista e ex-presidente dos EUA

Sobrevivência

“Proteção climática é uma questão de sobrevivência. É preciso que todos cedam um pouco, em nome de soluções conjuntas.”

Angela Merkel, chanceler alemã

Ação imediata

“A fala do ministro não faz sentido. São as commodities que eliminam a floresta. Não existe país desenvolvido que não seja país industrializado. A economia local deve ser desenvolvida com os recursos da biodiversidade local, mas sem provocar danos à natureza. Sem uma ação imediata para interromper o desmatamento e começar a substituir as árvores perdidas, metade de toda a Floresta Amazônica pode se transformar em savana, dentro de 15 anos. A floresta cria de 20% a 30% de suas próprias chuvas. Portanto, preservá-la é tão vital para os sistemas climáticos regionais e a produção de alimentos quanto para a estabilização do clima global.”

Carlos Nobre, climatologista

Destruição

“O ministro defendeu um modelo atrasado, poluente e tóxico, concentrado nas mãos de poucos. A frase certa deveria ser: ‘O inimigo dos pobres é a destruição do meio ambiente’. São eles que sofrem em casos de eventos extremos relacionados às mudanças climáticas.”

Luiza Lima, porta-voz da campanha de Políticas Públicas do Greenpeace

Dinheiro

“A floresta é a maior fonte de recursos de populações mais pobres. Se acabarem com ela, acabarão com sua própria vida. É preciso dinheiro para desmatar uma grande área.”

Ane Alencar, diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam)

Desmonte

“Os governos é que geram o maior desmatamento e crime ambiental. Eles desmontam a governança ambiental, apoiam formas predatórias de uso da floresta e dos recursos naturais, negam as mudanças climáticas e cortam o orçamento do Ministério do Meio Ambiente.”

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente

Infeliz

“Além de infeliz, a declaração do ministro, atribuindo à pobreza a causa da degradação ambiental, revela uma visão anacrônica do conceito de desenvolvimento, reproduzindo as teses velhas e ultrapassadas dos anos 1970. Não é o estado de necessidade da pobreza, mas o padrão de consumo dos mais ricos, dos países desenvolvidos, que mais ameaça o planeta. A pegada ecológica de um cidadão dos EUA, por exemplo, é seis vezes maior do que a de um cidadão africano. Por óbvio, os pobres não são os acionistas das empresas poluidoras!”

José Carlos Carvalho, ex-ministro do Meio Ambiente

Clima e meio ambiente lideram riscos globais

Pela primeira vez na história, o Relatório Global de Riscos 2020 – que reúne as impressões de 750 especialistas e tomadores de decisão mundiais – apontou, uma semana antes da abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, que os cinco principais riscos globais em termos de probabilidade são todos ambientais.

São eles:

1 - Eventos climáticos extremos com grandes danos à propriedade, infraestrutura e perda de vidas humanas.

2 - Falha na mitigação e adaptação às mudanças climáticas por governos

e empresas.

3 - Danos e desastres ambientais causados pelo homem, incluindo crimes ambientais, como derramamentos de óleo e contaminação radioativa.

4 - Grande perda de biodiversidade e colapso do ecossistema (terrestre ou marinho), com consequências irreversíveis para o meio ambiente, resultando em recursos severamente esgotados para a humanidade e para as indústrias.

5 - Desastres naturais graves, como terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas e tempestades geomagnéticas.

Diante de tais previsões, o alerta do presidente do Fórum Econômico Mundial, o norueguês Börge Brende, foi categórico: “O cenário político está polarizado, o nível do mar está subindo e os incêndios estão incinerando florestas. Este é o ano em que os líderes mundiais devem trabalhar com todos os setores da sociedade para reparar e revigorar nossos sistemas de cooperação. E não apenas para benefícios em curto prazo, mas também para enfrentar nossos riscos futuros profundamente enraizados.”

Recado da ciência

Em carta aberta publicada na revista Nature Ecology & Evolution, 1.230 cientistas pedem uma ação global para restaurar a governança ambiental no Brasil. Eles solicitam que o governo federal seja pressionado “a inverter” sua agenda destrutiva: “A administração do presidente Jair Bolsonaro está desmantelando as políticas socioambientais do país e comprometendo a governança de serviços ecossistêmicos de importância global”, alertam os estudiosos.

Em manifesto nas redes sociais, os pesquisadores resumem e nomeiam em três itens as suas maiores preocupações:

Desenvolvimento da agroindústria sustentável.

Proteção e restauração dos ecossistemas.

Fortalecimento dos direitos dos povos indígenas e tradicionais.

Sem isso – completam os especialistas – “nosso futuro estará em risco”.

Fique por dentro

De acordo com o The New Nature Economy Report, mais da metade do PIB mundial é moderada ou altamente dependente da natureza e de seus serviços ambientais, tais como polinização, qualidade da água e controle de doenças.

O levantamento tem como base a análise de 163 setores da indústria mundial e de suas respectivas cadeias de suprimentos.

Construção, agricultura, alimentos e bebidas são as maiores indústrias altamente dependentes da natureza. China, União Europeia e EUA têm o maior valor econômico absoluto em indústrias dependentes da natureza.

70% dos brasileiros já creem no "inferno climático"

Sete em cada dez brasileiros acreditam que a temperatura média global vai subir em 2020. Apesar do índice alto, o Brasil está entre os países que menos se preocupam com essa questão, atrás de nós estão apenas Arábia Saudita (54%), EUA (64%), Rússia (67%) e Austrália (70%). A Turquia é a nação que mais acredita que essa questão é relevante.

A pesquisa Global Advisor Predictions, coordenada pela Ipsos, traz percepções da população de 33 países sobre acontecimentos que poderão impactar o mundo em 2020. O levantamento também mostra que a maioria dos brasileiros (82%) está otimista e acredita que este ano será melhor do que 2019. Além disso, 64% dos brasileiros acreditam que a economia global será mais forte em 2020, na comparação com o ano passado.

Ainda sobre questões climáticas, 23% dos entrevistados do Brasil acreditam na probabilidade de haver um grande desastre natural que impactará as pessoas em suas cidades.

Realidade inexorável

Do ponto de vista científico, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) já alertou que 2020 será marcado pela fúria da natureza. O aquecimento do planeta é uma realidade inexorável, diante da constatação de que os anos entre 2010 e 2019 foram os mais quentes já observados no mundo.

Em 2019, a temperatura mundial superou em 1,1ºC, a média registrada no período pré-industrial (1850-1900). Apesar dos esforços motivados pelo Acordo de Paris, cientistas estimam que o nível de aquecimento esperado no planeta nas próximas décadas fique entre 3 e 5 graus.

No Sudeste brasileiro, a temperatura média subiu 1,1ºC em 49 anos. Pesquisadores da USP, em São Paulo, analisaram dados entre 1955 e 2004 e comprovaram, por modelo matemático, que principal causa desse aumento é efeito estufa. Na cidade de São Paulo, o acréscimo foi de cerca de 2ºC no mesmo período.

MRV sustentável

Em Minas Gerais, o mundo empresarial também vem desmonstrando sintonia com as questões relacionadas às propostas de avanços preconizadas em Davos, fomentando o desenvolvimento sustentável. Um exemplo é a MRV Engenharia, com sede em Belo Horizonte. Suas ações e programas de sustentabilidade, que visam alcançar os Objetivos de Desenvolvimentos Sustentáveis (ODS), pacto global do qual é signatária há três anos, são motivo de reconhecimento mundial.

A ONU já destacou que a empresa mineira “demonstra que os negócios empresariais são forças reais para a redução dos impactos que geram as mudanças climáticas e para o crescimento de oportunidades voltadas para crianças e jovens”.

Comandada por Rubens Menin – vencedor do Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza’2017, na categoria Melhor Empresário –, a MRV integra a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores (B3), na qual as empresas listadas se destacam por sua governança corporativa, boas práticas ambientais e sociais, sustentabilidade do negócio e produtos.

No dia a dia, as ações voltadas para a educação são coordenadas pelo Instituto MRV, dirigido por Raphael Lafetá. Já as iniciativas de cunho ambiental, incluem políticas internas de mudanças climáticas, investimento em infraestrutura urbana, em energia solar fotovoltaica, na obtenção de selos de sustentabilidade nos empreendimentos e plano de gestão de carbono.

Saiba mais:

Para conhecer as ações sustentáveis da MRV, acesse: mrv.com.br/sustentabilidade

2020: o ano da "fúria da natureza"

O alerta é da Organização Meteorológica Mundial, comprovado pelas recentes enchentes, destruição e mortes nunca vistas na história da capital mineira

RIBEIRÃO ARRUDAS, que corta BH, antes de seu transbordamento mortal. Foto: Luidgi Carvalho
RIBEIRÃO ARRUDAS, que corta BH, antes de seu transbordamento mortal. Foto: Luidgi Carvalho
A AVENIDA Prudente de Morais foi tomada por "onda gigante" vinda da Barragem Santa Lúcia. Foto:  ALEXANDRE MOTA / O TEMPO / FUTURA PRESS
A AVENIDA Prudente de Morais foi tomada por "onda gigante" vinda da Barragem Santa Lúcia. Foto: ALEXANDRE MOTA / O TEMPO / FUTURA PRESS

O "espírito" da esperança

O que é?

A conferência de Davos é a reunião anual do Fórum Econômico Mundial, organização independente e sem fins lucrativos dedicada à cooperação público-privada. Este ano, o encontro chegou à sua 50ª edição, alçando, pela primeira vez, a temática ambiental ao topo de suas discussões.

Onde fica?

Davos-Klosters é um complexo turístico situado nos Alpes suíços. É uma das maiores regiões da Europa para a prática de esportes de neve e a cidade mais alta de todo o continente.

Qual é o objetivo?

Reunir os principais líderes mundiais – nas esferas política, empresarial, ambiental, cultural e científica – para debater os desafios globais mais urgentes e procurar soluções. O debate é guiado pelo chamado ‘espírito de Davos’, baseado na interação interdisciplinar, informal e direta entre partes iguais.

Qual foi tema/lema?

“Grupos de interesse para um mundo coeso e sustentável” foi o lema das palestras e atividades deste ano. Elas versaram sobre os desafios e oportunidades advindos da Quarta Revolução Industrial, em sete temáticas concretas: como salvar o planeta, economias mais justas, trabalhos do futuro, melhores negócios, futuros saudáveis, tecnologia para o bem-estar e ir além da geopolítica.

World Economic Forum -Ciaran McCrickard
World Economic Forum -Ciaran McCrickard


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