Um prêmio à pesquisa brasileira

1º Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia homenageia um matemático e um biólogo brasileiros, em cerimônia realizada no Museu do Amanhã
Inovação
Edição 119 - Publicado em: 18/09/2019

Dois pesquisadores que dedicaram suas carreiras a contribuir com o desenvolvimento do país e colocaram o Brasil em destaque no cenário científico internacional tiveram seus legados reconhecidos de maneira notável.

O matemático Marcelo Viana e o biólogo João Batista Calixto foram os grandes vencedores do 1º Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia, entregue durante cerimônia no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

A premiação foi criada pela Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia (CBMM), líder mundial no fornecimento de produtos e tecnologia do nióbio, com o propósito de incentivar a produção da pesquisa científica e tecnológica de caráter inovador no Brasil. Junto aos troféus, cada agraciado também recebeu um prêmio de R$ 500 mil.

Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com sede no Rio de Janeiro, o matemático Marcelo Viana foi reconhecido na categoria ‘Ciência’ e elogiou a iniciativa. “Estou muito honrado por essa distinção e quero agradecer à CBMM, parabenizando-a pela iniciativa de criar um prêmio dessa natureza.”

Essa premiação, afirma Viana, sinaliza, de modo inequívoco, a importância da ciência e tecnologia para o desenvolvimento nacional. “Especialmente num momento tão delicado como este que estamos vivendo”, ressaltou o pesquisador, que foi presidente da Sociedade Brasileira de Matemática e vice-presidente da União Matemática Internacional.

Já o biólogo e doutor em Farmacologia João Batista Calixto, diretor do Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos, de Florianópolis (SC), foi o vencedor na categoria ‘Tecnologia’. “A CBMM foi muito feliz de escolher o ano de 2019 para esta sua primeira premiação. O Brasil está passando por uma grave crise no apoio à ciência e tecnologia, e esse incentivo traz um alento a toda comunidade científica.”

Para Calixto, que é mineiro de Coromandel, a premiação traz também esperança, por agraciar dois cientistas que trabalham completamente fora da área de atuação da CBMM. “É exemplo de um reconhecimento que muitas outras empresas grandes poderiam seguir para realmente ajudar a mudar o Brasil, assim como acontece em outros países. Esse prêmio estimula e abre essa possibilidade”, salientou Calixto, professor-titular aposentado de farmacologia da UFSC, pesquisador nível 1A do CNPq e integrante da Academia Brasileira de Ciências. Assista o vídeo:

Prestígio mundial

A premiação reforçou o compromisso da empresa de deixar um legado para o Brasil que vai além do desenvolvimento mundial do mercado de nióbio. “Acreditamos que o conhecimento científico-tecnológico gera contribuições econômicas, sociais e ambientais fundamentais para o desenvolvimento do país”, afirmou Ricardo Lima, vice-presidente de Operações e Tecnologia da CBMM.

A cerimônia de premiação contou com uma palestra especial do norte-americano Paul Romer, vencedor do Prêmio Nobel de Economia 2018 pela Teoria do Crescimento Endógeno. Essa teoria integra a inovação tecnológica ao desenvolvimento de um país ao sustentar que investimentos em capital humano, inovação e conhecimento contribuem significativamente para o crescimento econômico.

O Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia se junta aos prêmios Charles Hatchett e Young Persons’ World Lecture Competition, premiações acadêmicas internacionais apoiadas pela companhia, como contribuição para o estímulo e o reconhecimento do legado da pesquisa científica e tecnológica mundial.


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