Riscos de queimadas durante a seca

Cemig alerta para os impactos dos incêndios florestais no abastecimento de energia e dá dicas sobre como evitar que o fogo danifique a rede elétrica e o meio ambiente
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Edição 118 - Publicado em: 31/07/2019

A Cemig vem alertando a população na tentativa de reduzir os desligamentos da rede elétrica provocados por queimadas, que atingem equipamentos do sistema elétrico da concessionária. Mais frequentes nesta época do ano - período de baixa umidade e vegetação mais seca as queimadas podem causar interrupções no fornecimento de energia, trazendo transtornos para os consumidores. Levantamento realizado pela companhia apontou que cerca de 5.300 clientes ficaram sem energia elétrica de janeiro a maio de 2019, após incêndios atingirem a rede elétrica. Durante o período, foram registradas 44 interrupções causadas pelo fogo na área de concessão da empresa, sendo a maioria na região Leste do Estado.

Já no mesmo período de 2018, foram registradas cerca de 60 interrupções na área de concessão da Cemig, sendo a maioria no Sul de Minas. Essas ocorrências afetaram aproximadamente 20 mil clientes. Apesar da queda no número de clientes atingidos em relação ao ano anterior, é preciso ficar atento, já que no segundo semestre as queimadas se intensificam, devido ao clima seco.

Os incêndios podem provocar danos aos postes e aos cabos condutores. Nessas situações, é necessário substituir equipamentos, atividade que provoca a demora na religação dos circuitos atingidos. De acordo com Césio Lima, engenheiro de manutenção da Cemig, há o risco de curtos-circuitos em linhas de transmissão e de distribuição de energia, causados pelo aquecimento das proximidades dos cabos condutores. “Curtos-circuitos decorrentes da ionização do ar devido ao aquecimento e fumaça provenientes de incêndio podem levar ao desligamento de linhas de transmissão, linhas de distribuição e subestações”, explica o engenheiro.

Além dos danos ao setor elétrico, as queimadas prejudicam a segurança dos motoristas, que têm a visibilidade das pistas comprometida e, no ambiente rural, reduzem a produtividade nas áreas de cultivo. Entre os problemas ambientais, vale destacar o impacto na fauna, já que queimadas florestais destroem o hábitat natural e matam animais.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Redução de danos

Para evitar e minimizar possíveis danos provocados pelo fogo, a Cemig realiza ações preventivas, investindo na limpeza de faixas de servidão, com poda de árvores e arbustos e remoção da vegetação ao redor dos postes e torres. A companhia também realiza inspeções em suas linhas de transmissão, para identificar e mitigar riscos potenciais, além de ações de conscientização como spots em rádios, distribuição de panfletos educativos, comunicação em mídias sociais, releases para imprensa e palestras de segurança.

Contudo, de acordo com o engenheiro eletricista Demétrio Aguiar, da Cemig, a maioria dos incêndios continua sendo decorrente de práticas humanas imprudentes. “Uma das principais causas de incêndios florestais são as queimadas preparatórias de pastos e de terrenos para plantio, que se espalham rapidamente, especialmente no período seco. Além disso, o descarte de cigarros acesos na beira das estradas também ocasiona queimadas”, explica o especialista. “Garrafas descartadas incorretamente também podem funcionar como uma lupa e dar início a incêndios”, completa.

Dicas importantes

Segundo Demétrio, as pessoas devem apagar com água o resto do fogo em acampamentos, para evitar que o vento leve as brasas para a mata. Também não se deve realizar queimadas a menos de 15 metros de rodovias, ferrovias e do limite das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia.

A Cemig lembra que é proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais. Em caso de incêndios, o Corpo de Bombeiros (193) ou as Brigadas Voluntárias de Combate a Incêndios Florestais devem ser avisados o mais depressa possível.

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www.cemig.com.br


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