Mobiliza pelos Caminhos do Vale

Programa da Usiminas beneficia comunidades rurais em 54 cidades mineiras
Publieditorial
Edição 118 - Publicado em: 31/07/2019

Por muito tempo, o agregado siderúrgico – oriundo do processo produtivo da indústria do aço – era destinado a aterros controlados. Uma mudança de paradigma, entretanto, tem garantido uma nova e sustentável destinação para esse material. Por meio da segregação e do beneficiamento, ele foi transformado em coprodutos com diversas aplicações na agricultura, construção civil e em mercados como o de cimento, lastro ferroviário e reciclagem interna.

Um de seus principais usos hoje é na pavimentação de estradas rurais, por meio do programa “Mobiliza pelos Caminhos do Vale”, da Usiminas, realizado em parceria com a Associação dos Municípios do Vale do Aço (Amva).

Em quatro anos, a iniciativa já possibilitou, entre outros resultados, a recuperação de mais de 1,6 mil quilômetros de estradas rurais e outros 80 quilômetros de vias urbanas em 36 municípios. Em março deste ano, 18 novas prefeituras mineiras integraram o programa, totalizando 54 cidades participantes. Para 2019, a expectativa é distribuir cerca de 900 mil toneladas de agregado siderúrgico para a pavimentação de aproximadamente 650 quilômetros de estradas.

Crianças na escola

Na comunidade Quilombola de Indaiá, em Antônio Dias (MG), os moradores contam que sempre tiveram dificuldades para fazer o trajeto para o centro da cidade. Devido às péssimas condições das estradas, as crianças ficavam dias sem ir à escola na época de chuva. O município, que possui grande quantidade de estradas rurais, tem hoje mais de 180 quilômetros de vias recuperadas a partir do “Mobiliza pelos Caminhos do Vale”.

Deise Aparecida Silva, 22 anos, que nasceu e cresceu na comunidade Quilombola, fala da dificuldade para estudar. “Foram muitas as vezes que o ônibus não passou, por conta da lama. E quando atolava, a gente tinha que descer e ajudar a empurrar ou ir caminhando no barro. Chegávamos todos sujos na escola. Isso quando era possível ir, pois muitas vezes não conseguíamos sequer sair de casa. Foi difícil estudar naquela época. Quando a estrada estava sendo recapeada, confesso que foi emocionante, principalmente ao ver o ônibus chegar pra buscar as crianças nos dias chuvosos”, conta a jovem.

“A revitalização das estradas reduziu a evasão dos alunos e melhorou muito o nosso acesso às comunidades para realizar atividades de intercâmbio. Essa parceria com o ‘Caminhos do Vale’ deixou tudo melhor e facilitou nosso trabalho”, conta Maria Neiva de Souza, diretora da escola Germano Pedro de Souza.

A professora Raquel Teixeira, da cidade de Braúnas, considera que o programa é de grande importância para a região. “Hoje nossa cidade, graças ao ‘Caminhos do Vale’, progrediu. A partir das melhorias realizadas nas estradas com o agregado siderúrgico foi possível reduzir consideravelmente a ausência das crianças nas escolas nos períodos de chuva. E os produtores não precisam mais jogar fora centenas de litros de leite por falta de condições de distribui-lo”, explica Raquel.

A RECUPERAÇÃO das vias com o uso de agregado siderúrgico contribuiu para reduzir a evasão escolar de crianças das comunidades de Antônio Dias (MG), facilitando o acesso dos meios de transporte
A RECUPERAÇÃO das vias com o uso de agregado siderúrgico contribuiu para reduzir a evasão escolar de crianças das comunidades de Antônio Dias (MG), facilitando o acesso dos meios de transporte

Benefício multiplicado

Além da recuperação das estradas, a iniciativa da Usiminas traz outra forma de benefício para as comunidades participantes, o engajamento pela preservação da água. Como contrapartida à doação do material pela Usiminas, as cidades participantes realizam a recuperação de nascentes e outras iniciativas socioambientais, com a participação das comunidades diretamente beneficiadas e também estudantes da rede pública de ensino. O resultado, até o momento, é a identificação, revitalização e proteção de mais duas mil nascentes e a criação do programa “Usiminas Mobiliza Todos pela Água”.

No âmbito da ação, as nascentes são identificadas e mapeadas pelo Instituto Interagir, de Ipatinga. Logo após, é realizada uma caracterização ambiental e um estudo das suas bases cartográficas. Nesse mapeamento, são identificadas as nascentes para saber como se encontram suas características hidro-ambientais, se estão em topo de morro, a área de proteção permanente e a área de mata ciliar. A partir daí é feita a leitura dessa base cartográfica e recomendado aos municípios, já com as coordenadas geográficas e com a microbacia identificada, a transportar as mudas para essas propriedades.

Para receber as mudas, o proprietário da área onde a nascente está localizada assina um termo com o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Vale do Aço (CIMVA), a Usiminas e a prefeitura municipal. As árvores devem ser plantadas nos locais indicados para a recuperação das nascentes com o objetivo de aumentar sua produção de água.

“O programa cresceu mostrando resultados visíveis e mudando a realidade das pessoas de diversas comunidades rurais. E o que foi pensado como uma contrapartida se tornou um programa independente, o ‘Todos pela Água’, que vem ganhando visibilidade e se tornando uma ação de grande impacto para a sociedade”, informa Henrique Helcio, coordenador da iniciativa na Usiminas.

Recentemente, o “Todos pela Água” recebeu a doação de 27 mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica, que serão utilizadas no trabalho de recuperação das nascentes. A doação é um reconhecimento de um viveiro da região do Vale do Aço aos resultados alcançados e à sensibilização realizada pelos agentes junto às comunidades rurais da região.

Saiba mais

www.usiminas.com


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