Entendendo a realidade hídrica do vetor sul da RMBH

Projeto da CSul Desenvolvimento Urbano irá realizar, por meio de estudo inédito, detalhamento profundo da questão hídrica no entorno da Lagoa dos Ingleses
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Edição 117 - Publicado em: 05/06/2019

Hoje em dia, no mundo todo, acordos e tratados estão sendo promovidos em prol do meio ambiente para diminuir os impactos causados por anos de exploração e mau uso dos recursos naturais.

Essa é uma realidade que está bem próxima a todos nós. Pensando nisso, a CSul Desenvolvimento Urbano está realizando, na Lagoa dos Ingleses, Nova Lima (MG), um estudo pioneiro que permitirá um amplo conhecimento da condição hídrica subterrânea do local, tanto para o uso racional dos recursos naturais quanto para sua preservação.

“A ideia é registrar a realidade atual e estudar cenários futuros, não tendo chance de causar impacto em quem já está instalado e usa o recurso atualmente”, explica Fabíola Carvalhido, Gerente de Urbanismo e Licenciamento Ambiental da empresa.

O “Projeto de Monitoramento e Pesquisa Hidrogeológica” contempla perfurações dos poços de monitoramento que consolidarão os resultados desse estudo. É o primeiro projeto de parcelamento do solo em Minas a fazer uma pesquisa como essa.

“Iremos detalhar os conhecimentos sobre a água subterrânea, especialmente sobre o aquífero Cauê, que é o principal da região”, conta Fabíola.

Sobre o estudo

Em agosto de 2016, quando teve início, foi feito um inventário e um cadastro das nascentes, cursos d’água e poços da região. A partir daí, essa rede de recursos hídricos, constituída de 23 pontos, vem sendo monitorada mensalmente com medição de vazão, nível d’água e análise de parâmetros como temperatura do ar e da água, condutividade elétrica, pH, entre outros.

Já em outubro do mesmo ano, a CSul também implantou em sua sede um pluviógrafo automatizado. “Ele mede a pluviometria na região em tempo real - o quanto choveu no período, hora a hora, armazenando os dados. Assim, uma vez por mês, esses dados são descarregados e alimentam uma planilha que contém o histórico de pluviometria dessa região. Esses registros serão essenciais para que o estudo hidrogeológico em curso seja o mais fiel possível em relação às particularidades da região a que ele se refere”, conta a gerente.

Neste primeiro semestre de 2019, a nova etapa - de perfuração de quatro poços tubulares e oito piezômetros - foi iniciada, permitindo a coleta de dados primários do aquífero Cauê e demais aquíferos existentes na área do projeto, bem como a existência ou não de interferências em outros recursos hídricos regionais.

“Quando os poços tubulares forem perfurados, será feito um teste de bombeamento de 45 dias, 24h por dia e em paralelo a equipe vai acompanhar também o comportamento da rede superficial e subterrânea que já é monitorada mensalmente. Com a obtenção dos dados primários gerados pelo ensaio prolongado, será possível alimentar o modelo hidrogeológico numérico para responder questionamentos como: o bombeamento causou impacto em alguma nascente? Como o nível d’água dos poços de monitoramento está variando naquele entorno? Quanto de água subterrânea será possível captar sem causar impacto? Com isso, será possível avaliar possíveis impactos ou não nessa rede hídrica do entorno. E, se houver, serão propostas medidas de mitigação”, explica Maurício Bertachini, Hidrogeólogo da MDGEO e responsável técnico pela Pesquisa hidrogeológica realizada pela CSul.

Ao final do processo, todos os dados coletados pelo monitoramento da rede de recursos hídricos serão usados na elaboração de um modelo numérico matemático que vai retratar esse aquífero (Cauê) e a hidrogeologia da região.

A gerente da CSul conta que o resultado final do projeto de pesquisa e monitoramento é o fornecimento à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) de uma ferramenta de gestão dos recursos hídricos no entorno da área do empreendimento. Esse modelo numérico permitirá análise de cenários de desenvolvimento urbano dessa região em relação às demandas por consumo de água e proporcionarão ao órgão ambiental a segurança hídrica no momento de concessão de outorgas de uso de recursos hídricos para o empreendimento Centralidade Sul ou outros previstos para aquela localidade.

O empreendimento tem a sustentabilidade como principal linha norteadora das ações. Contempla um índice de área verde por habitante sete vezes maior que o de Belo Horizonte: entre 92 e 129 m2 contra apenas 18 m2 da capital.

“O estudo representa uma evolução do conhecimento que temos até hoje e vai ajudar a identificar fontes potenciais capazes de atender nossa demanda de abastecimento, sem trazer nenhum prejuízo ao meio ambiente e à região”, diz Fabíola.

Os resultados devem ser apresentados no primeiro semestre de 2020.

O empreendimento da Csul tem a sustentabilidade como sua principal linha norteadora. Foto: Divulgação / CSUL
O empreendimento da Csul tem a sustentabilidade como sua principal linha norteadora. Foto: Divulgação / CSUL

O projeto CSul

Inspirados pelos conceitos do novo urbanismo, a proposta da CSul é criar em Nova Lima, no Vetor Sul da RMBH, um lugar verdadeiramente planejado para as pessoas. Onde o verde é parte da vida cotidiana e não só da paisagem. Onde o processo de urbanização promove a qualidade de vida dos moradores de forma inovadora, integral, coletiva e sustentável.

O projeto da Centralidade Sul, na Lagoa dos Ingleses, possui 27 milhões de metros quadrados e segue para consolidar o planejamento urbano de forma sustentável, com a diversificação econômica, a atração de novos investimentos e a geração de empregos no Vetor Sul da RMBH.

Recebeu a Licença Prévia (LP) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) no segundo semestre de 2018 e agora se prepara para a próxima fase: a de Licença de Instalação. Para isso, a equipe técnica da CSul e seus consultores estão empenhados no detalhamento dos estudos e programas ambientais e de todos os projetos necessários à proposta da Centralidade Sul (urbanístico, terraplenagem, geométrico, drenagem, abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, iluminação, entre outros).

O planejamento regional é marca forte desse projeto, pois ao adotar soluções integradas e de longo prazo, permitirá ao município e ao Estado programarem ações e viabilizarem parcerias estratégicas de projeção no cenário nacional, atraindo investimentos para toda a região.

E na busca desse desenvolvimento urbano e da diversificação econômica do Vetor Sul, a CSul tem se empenhado no fomento regional e já vem atraindo importantes empresas e instituições, como a Biomm, fábrica de insulina; a Biotech Town, incubadora e aceleradora de startups na área de biotecnologia, e a PUC Minas, que implantará um campus com cursos de graduação e pós-graduação na Lagoa dos Ingleses.

Saiba mais: www.csullagoadosingleses.com.br


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