A natureza é otimista!

Hiram Firmino - redacao@revistaecologico.com.br
Carta do Editor
Edição 117 - Publicado em: 05/06/2019

Está no dicionário, no Google, em toda a nossa natureza: “Otimismo é a disposição que certas pessoas desenvolvem para apreciar todas as coisas pelo lado bom.” E “otimista” é quem se revela “confiante, esperançoso e positivo. Quem acredita que tudo vai dar certo, que nada é considerado impossível. É ter atitudes seguras, em face aos problemas humanos e sociais, e considerá-los passíveis de uma solução positiva”.

Os filósofos Leibniz e Voltaire já discutiram isso no Século XVII. Sob o ponto de vista filosófico e religioso, até Deus é otimista. Pois “foi Ele, como Criador da Natureza (que Bolsonaro e Salles tentam destruir), dos céus e da terra, que escolheu a constituição do mundo em que vivemos, com suas alegrias e seus sofrimentos. E nos permite, entre os diversos mundos imagináveis, a conciliação entre o máximo de bem e o mínimo de mal. No nosso caso real, se optarmos pela melhor escolha, poderemos transformar o planeta que temos no melhor planeta possível.”

E qual o propósito, caro leitor e internauta, desse papo ecológico? É lembrá-lo, mais uma vez, que nem tudo continua perdido. Que esta certeza, ou escolha, vem da própria Mãe Natureza, do meio ambiente solar e universal que nos dá vida. E ela é otimista. É muito maior, capaz de resistir e vencer todo o desmonte que o Governo Bolsonaro, completamente divorciado de Deus e, portanto, da Sua obra, está fazendo contra a pasta do Meio Ambiente. Um ministério que já teve o respeito do mundo e hoje é capitaneado por um ministro pessimista que ainda se diz, orgulhoso, não saber quem foi Chico Mendes e a sua luta planetária, muito mais que amazônica.

Foto: Gualter Naves
Foto: Gualter Naves

Mas por que, num cenário desse, a natureza é otimista? Porque sua capacidade de regeneração é igual ao amor de mãe: é incondicional. Não depende de nós. Ela só sabe viver e se multiplicar. É autossustentável e acaba de nos dar uma comprovação disso. Segundo dados recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica, o segundo maior bioma do Brasil, depois da Floresta Amazônica, acaba de ver confirmado o seu menor desmatamento ao longo de três décadas.

Acredite, pois os satélites não mentem. Dos 17 estados do país ainda com esta exuberante cobertura florestal, nove deles já chegaram ao nível “zero” de desmatamento. Não desmatam mais, o que também significa não impedir mais o processo de regeneração natural da floresta. São eles, e merecem o nosso aplauso: Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe.

Já Minas Gerais, Paraná, Piauí, Bahia e Santa Catarina ainda apresentam taxas de desmatamento “inaceitáveis” pelos ambientalistas.

Quem vai ganhar a guerra pela vida, os pessimistas ou otimistas?

É a torcida que a Revista Ecológico faz nesta sua Edição Especial comemorativa a mais um “Dia Mundial do Meio Ambiente”, através de dois brasileiros teimosamente otimistas, além de Zema e da atriz mineira Cida Mendes, que ilustra a nossa capa. Trata-se da também atriz e ambientalista global, Christiane Torloni, que dirige o documentário “Amazônia, o Despertar da Florestania”. E de Walther Moreira Salles, in memoriam, o mais internacional dos brasileiros, diplomata e fundador da CBMM, em Araxá (MG), a primeira empresa do setor a conseguir a Certificação Ambiental ISO 14000.

Que ótimo que ainda há esperança.

Boa leitura!

Até a próxima lua cheia.


Postar comentário