Lifelong o quê?



Roberto Francisco de Souza - redacao@revistaecologico.com.br
Gestão & TI
Edição 112 - Publicado em: 09/10/2018

Lá vamos nós de novo. Viajando entre neologismos, anglicanismos e puritanismo conceitual, há que se enfrentar a onça dos conceitos. O termo da vez é Lifelong Learning, “a busca contínua, voluntária e automotivada do conhecimento por razões pessoais ou profissionais. Portanto, não só aumenta a inclusão social, a cidadania ativa e o desenvolvimento pessoal, mas também a autossustentabilidade, bem como a competitividade e a empregabilidade”. É o que diz a Wikipedia.

Ando aí, por esse mundão de meu Deus, trabalhando com isso misturado com Inteligência Artificial e comecei a tirar umas conclusões. O conceito é simples na sua essência: acabou a barreira que divide o tempo da escola do tempo do trabalho. E - escreva aí e me cobre isso -, as novas tecnologias já reinventaram o significado de diploma, de ensino médio, de ensino fundamental e por aí afora.

Quero dizer: programadores muito jovens estão revolucionando o mundo, consequência direta de um impulso, responsável ou não, pelo empreendedorismo cada vez mais cedo. Tenho escutado muitas histórias de adolescentes que até frequentam uma escola, nos intervalos da gestão de suas “empresas”.

Vai começar cada vez mais cedo e eu não escrevo aqui para discutir certo e errado, mas fatos! Se assim é, Lifelong Learning significa nunca parar de aprender, desde o momento em que saímos da barriga de nossas mães, até a hora em que descermos ao descanso eterno. Se dizem até que não vamos mais morrer, nem haverá descanso, não procede? Mas isso é outra cerveja, outro torresmo e muita conversa!

Voltemos ao ponto: é preciso medir o aprendizado? E, se é preciso, como vamos medi-lo? Vamos partir do princípio de que William Edwards Deming, engenheiro e matemático norte-americano nascido incrível e distantemente em 1900, e longevo, morto em 1993, ainda permaneça vivo.

Recordemos: “Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, e não há sucesso no que não se gerencia”.

Se assim é, o tal do Lifelong Learning precisa ser entendido para ser definido. Definido para ser medido e, por fim, propiciar uma genuína gestão de carreira, a tal que dizem que agora é mutante, mutante, mutante ao longo da vida!

Também nessa matéria, as pessoas ficam confusas, mas o Lifelong Learning é contínuo, voluntário e automotivado e fim! Se não for assim, voltou a ser escola e escola tradicional, seja essa escola uma empresa (ou uma escola mesmo), aquelas do século XX.

Se é contínuo não pode ser só na hora da prova nem na hora da seleção pra trabalhar numa empresa. Se é voluntário, tem que ser focado no indivíduo, não na escola, não na empresa.

Para mim, caberá a essas empresas e escolas criarem as condições para que as pessoas estudem e estudem de acordo com essas premissas: sempre, porque querem, porque julgam isso importante em suas vidas.

Temos que ensinar as pessoas a aprenderem e deixar que aprendam. Para além disso, é ajudá-las a medir e navegar pelo mundo do conhecimento. Nesse quesito, prepare-se: muita tecnologia vem por aí!

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