Imensidão verde

Recuperada e ampliada pela Anglo American no Vale do Rio Doce, área de preservação ambiental Rio do Peixe tem papel essencial na manutenção de corredores ecológicos de Mata Atlântica
Fernanda Mann - redacao@souecologico.com.br
As áreas protegidas de Minas-Rio
Edição 102 - Publicado em: 04/12/2017

Recuperada e ampliada pela Anglo American no Vale do Rio Doce, área de preservação ambiental Rio do Peixe tem papel essencial na manutenção de corredores ecológicos de Mata Atlântica

A área de preservação ambiental Rio do Peixe, entre os municípios mineiros de Carmésia (onde está sua maior parte) e Dom Joaquim, é uma imensidão verde no Vale do Rio Doce. Segunda maior das 18 áreas de preservação mantidas pela Anglo American em Minas Gerais, ela foi uma das primeiras a serem criadas pela empresa. E revela uma das suas premissas mais importantes quando o assunto é sustentabilidade: criar áreas com volume significativo de floresta contínua, em vez de pequenas ilhas verdes isoladas.

Com aproximadamente dois mil hectares, Rio do Peixe é preservada pela Anglo American desde o início de sua atuação no Brasil. Seu mosaico verde exuberante contribui para a preservação de 47 nascentes. E também para a manutenção da biodiversidade local e a preservação de um dos biomas mais degradados do país: a Mata Atlântica, que hoje só tem 7% de sua cobertura vegetal original.

Durante o processo de expansão das atividades conduzidas pela Anglo American, medidas compensatórias contribuíram para ampliar ainda mais o território da área, aumentando a quantidade de matas preservadas.

Rio do Peixe hoje só perde em tamanho para a RPPN Serra da Bocaina, também sob proteção da Anglo American, com seus quatro mil hectares.

“Rio do Peixe possivelmente vai crescer ainda mais. Está sendo definido em breve o acréscimo de aproximadamente mais dois mil hectares à área já implantada”, comemora Josimar Gomes, analista ambiental da empresa, que acompanhou a Ecológico durante a visita.

Essa ampliação se dará por meio da proposta de compensação florestal da Fase 3 do Projeto Minas-Rio. Josimar explica que a compensação ambiental é baseada na fitofisionomia das áreas.

Ou seja, para toda região onde há atividade minerária, outra com características equivalentes será conservada.

“Nem sempre é possível concentrar as áreas compensadas em um único lugar. Mas a empresa não mede territórios já existentes na tentativa, inclusive, de promover a sua interligação por meio de corredores ecológicos”, diz Josimar.

Ele explica: “Quanto menos conseguirmos recortar a massa florestal de uma área protegida, melhor. Menos efeito de borda, menor interferência externa. Se você tem uma área que é muito recortada, mesmo que o recorte seja pequeno, as espécies que vivem ali (por conta de características ambientais específicas como sombreamento, umidade, presença de outras espécies e de microambientes) vão migrar para outra região”.


Riqueza ecológica

Em paralelo aos esforços de ampliação de Rio do Peixe, também é desenvolvido um minucioso trabalho para potencializar a biodiversidade, incluindo plantios de espécies nativas para recomposição de áreas de pastagem e para enriquecimento de matas secundárias.

Duzentos e cinquenta hectares já foram revegetados. Para as áreas de pasto, são plantadas cerca de mil mudas por hectare. Para os ambientes em que é realizado o enriquecimento (que já foram pastagens e se recuperaram), a empresa atua na ampliação do número de espécies nativas, beneficiando todo o ecossistema.

Em ambos os casos, ressalta o analista ambiental, são realizados o acompanhamento e o manejo das mudas plantadas até que elas atinjam maior porte. Para isso, é feita a limpeza do mato ao redor da planta, para não “sufocá-la”, a instalação de aceiros e a substituição da muda em caso de dano.

São ações assim que contribuem para que Rio do Peixe seja um território tão rico e surpreendente em águas e florestas. Um lugar que, inclusive, já revelou a presença da onça-parda (Puma concolor) e tantas outras espécies, animais e vegetais, que merecem continuar preservadas.

Saiba mais

Rio do Peixe tem importância ambiental estratégica e integra os esforços da Anglo American para criar corredores ecológicos em benefício de espécies da Mata Atlântica. “Cada área verde que se constitui aos poucos vai, em conjunto, formando uma espécie de corredor ecológico. A ideia é promover a conectividade entre essas ilhas verdes para que a flora e a fauna não sejam impactadas, garantindo sua preservação", afirma Josimar Gomes


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