A Fogueira de uma TEDX

Vinte e seis anos mudando o mundo para melhor
Roberto Francisco de Souza - redacao@souecologico.com.br
Gestão & TI
Edição 102 - Publicado em: 04/12/2017

De repente, um convite inesperado. Toca o telefone e o Israel me convida a apresentar um evento TEDx. Fico empolgado com o convite do, carinhosa e respeitosamente, Pequeno Amigo. O tema? Brasil polifônico, vozes que ecoam na cidade.

De tantas maneiras eu poderia falar do TEDx, que escolho esta: Vinte e seis anos mudando o mundo para melhor. Um bom tempo incentivando empreendedores sociais locais a mudarem sua realidade com os eventos independentes TEDx.

Sou Roberto, Francisco por batismo e preferência, engenheiro, graças a Deus, empresário, ativista social e evangelista de tecnologia. Minha matéria é a tecnologia.Prego, mais que sua grandeza, a necessidade de construirmos com ela um mundo bom e novo.

Meu laboratório é feito daquilo que todos gostam de chamar de Inteligência Artificial. Mas ali, no TEDx, não há inteligência artificial. Recebo o privilégio de conversar, por preciosos minutos, com cada um dos que vão falar, uma genuína polifonia de vozes em que encontro o tom: um mundo melhor. Humanos, acima de tudo! Cada um daqueles com quem falei deu sua contribuição visceral, cada um trouxe seu olhar para nossa realidade de brasileiros, como a gritar que nossa identidade nunca foi perdida, que somos um povo que segue e precisa continuar a seguir em frente, apesar de qualquer medo.

Não dá para somar tudo o que se diz num TEDx: letramento, empreendedorismo, fé, inclusão, vida urbana, sexualidade, justiça, discriminação, educação, perdão, pacificação, política, governo, superação, combate à corrupção. Não é soma porque uma simples soma seria imperfeita e injusta. Para a parte cartesiana de meu espírito, foi preciso que elevássemos nossos corações e mentes à potência de quinze, os quinze que nos contaram de suas vidas, para então obter o resultado: encantamento com a vida!

Foi como me senti, encantado! Não se sai de uma escuta com tanta diversidade sendo o mesmo. Coube a mim falar por último, honrosamente, não para ser gravado, mas para atar as pontas do que havia sido dito. Pontas densas, de sentimento intenso e sabedoria. Foi como fiz: Contei que, desde o início do século XIX, o homem constrói revoluções. Primeiro o vapor, depois a eletricidade e o petróleo, mais tarde a internet e, agora, a computação cognitiva, a biotecnologia, a impressão 3D. Contei depois que nunca, de verdade, fizemos uma revolução pelo futuro, mas sempre pelo passado, transformando o que fazíamos com as mãos no que passamos a fazer pelas máquinas.

Contei que agora é diferente, agora não compreendemos o que acontece à nossa volta e sabemos que o que fizermos pode determinar um mundo diferente, uma raça diferente, uma vida inteiramente diferente.

Paramos de prever o passado. Estamos transformando o futuro, pela primeira vez e, pela primeira vez, encarando o genuíno desconhecido.

Por isso o TEDx foi esperança. Ele me lembrou que qualquer um que estivesse ali, naquele sábado, e subisse ao palco, teria uma história de valor para contar. Diria de sua vida, de sua crença, de sua luta, de sua cultura. Falaria como se fosse sua vez de falar em torno do fogo, tarde da noite, contando histórias nas serras destas Minas Gerais ou em qualquer canto deste Brasil polifônico. Vozes ecoando na cidade, repetindo calma e intensamente: “Somos humanos, somos humanos, somos humanos”.

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