> Notícias

Delegação mineira debate uso da água e da energia em seminário da Rio+20


font_add font_delete printer
Foto: iStockphoto

Foto: iStockphoto

20/06/2012 - Agência Minas

A subsecretária de Controle e Fiscalização Ambiental Integrada, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Marília Melo, e a diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Cleide Pedrosa, participaram, no Rio de Janeiro, dos Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável.

O evento, que abordou problemas relacionados à energia e à água, foi discutido durante a Rio+20. O objetivo é promover um debate entre movimentos sociais, setor privado e população em geral sobre os temas prioritários da Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece até o dia 22 de junho, na capital fluminense.

De acordo com a subsecretária, os problemas da demanda e disponibilidade energética são temas essenciais para o desenvolvimento sustentável. “Se temos menor consumo, consequentemente estamos exercendo menos pressão sobre os recursos naturais”, esclareceu. O tema foi abordado durante o debate sobre uso da energia.

No evento foi debatido, ainda, a necessidade de se mudar a matriz energética, substituindo a fonte suja pela fonte limpa de energia. “No entanto, me chamou atenção a colocação de um dos rebatedores ao afirmar que sustentabilidade energética não significa matriz limpa, mas sim consumo menor de energia”, ressaltou Marília.

Ao final da discussão, a população em geral, por meio de votação via internet, o público presente ao evento, por meio de votação eletrônica, e os debatedores, escolheram três temas que farão parte do documento oficial que será apresentado na reunião de cúpula, prevista para o próximo dia 22. São eles: estabelecer metas ambiciosas para se estabelecer energias renováveis; promover o uso de energia e o acesso como questão de saúde pública; e incentivos em impostos para produtos com consumo eficiente da energia.

Água

Na discussão sobre recursos hídricos outros três pontos foram escolhidos para serem apresentados para os chefes de Estado: assegurar o surgimento de água por meio da proteção da biodiversidade, dos ecossistemas e das fontes de água; implementar o direito à água, além de uma mistura de dois outros, escolhidos pelos debatedores, que prevê reforçar a importância do planejamento e do gerenciamento integrado da água, energia e uso da terra em todas as escalas; e adotar políticas globais mais ambiciosas para lidar com as questões da água.

Para Cleide Pedrosa, as escolhas foram certas. “As opções selecionadas atenderam à minha expectativa e estão bem relacionadas aos trabalhos desenvolvidos pelo Igam”, afirmou. Como exemplo ela citou o projeto estratégico de revitalização das bacias dos rios Pará, Paraopeba, Mogiguaçu-Pardo e Piracicaba, no qual serão investidos R$ 430 milhões. "Entre os componentes do trabalho estão a coleta e o tratamento e a recuperação de áreas degradadas", citou.

Ainda segundo a diretora-geral do Igam, os diálogos deram ênfase à governança e à gestão participativa. “Essas já são as diretrizes da política de recursos hídricos no estado junto aos comitês de bacias hidrográficas e municípios mineiros”, concluiu.

 


Compartilhe




Outras Notícias