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Respiração


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A meditação também implica em um caminho a ser percorrido e com o tempo de prática tudo acontece naturalmente.

A meditação também implica em um caminho a ser percorrido e com o tempo de prática tudo acontece naturalmente.

Mais que uma necessidade fisiológica, quando consciente, ela se torna um estilo de vida. E a meditação também pode contribuir para isso.

06/07/2018

Fernanda Mann

A primeira reação que temos ao chegar ao mundo é também a ultima antes de nos despedirmos da vida. Passamos absolutamente todos os minutos de nossa existência terrena respirando, na grande maioria das vezes, sem tomar consciência da interferência dessa ação não só em nossos processos biológicos, mas também psíquicos, influenciando diretamente os nossos pensamentos, emoções, disposição e estado de espírito. A cada dia, pesquisadores, cientistas e praticantes de meditação, yoga e outras atividades que abrangem o conhecimento do corpo humano comprovam os benefícios de uma respiração consciente para a saúde.

Nesse sentido, existem diversos tipos de meditação que contribuem para se respirar melhor. Pode-se, por exemplo, sentar em uma cadeira, no chão, deitar-se, fixar os olhos em um objeto, ou na chama de uma vela, sempre respirando profundamente. Há quem prefere praticar essa técnica em silêncio absoluto, entoando mantras ou sendo guiado por outra pessoa durante a meditação.

Durante esses exercícios é preciso levar em conta dois fatores fundamentais: a disposição da coluna vertebral de forma reta e confortável e a observação da respiração. Ao se inspirar e expirar lenta, profunda e completamente, o metabolismo passa a funcionar com mais eficiência, permitindo que o corpo e a mente relaxem. Dedicar um tempo para a respiração correta, inclusive, ajuda a nos acalmar durante crises ou momentos de estresse, contribuindo para controlar as emoções, melhorar o fluxo de pensamentos e, consequentemente, a qualidade de vida.

A respiração correta deve partir do diafragma, preencher toda a cavidade abdominal, a parte baixa dos pulmões e só então a parte superior do tórax. Isso não significa um ato forçado e desgastante. Tanto na meditação quanto no yoga o ar deve entrar e sair pelas narinas de maneira natural e suave. Aos poucos essa consciência vai se manifestar também nos demais momentos cotidianos, implicando em autoconhecimento, equilíbrio emocional e saúde integral.

Muitas pessoas desistem da meditação quando ouvem dizer ou em sua tentativa não alcançam um estado em que cessam os pensamentos. Passamos uma vida sendo constantemente guiados de maneira automática, por uma mente descontrolada e o fato de desejarmos que os pensamentos parem não irá promover uma mudança instantânea em nosso funcionamento psíquico ou na forma como o percebemos. Para andar é necessário rastejar, engatinhar, ganhar confiança em apoios e aí sim, se colocar sobre duas pernas. A meditação também implica em um caminho a ser percorrido e com o tempo de prática tudo acontece naturalmente. No entanto, desde a primeira experiência, seu corpo receberá os benefícios da prática, estando você ciente ou não de tais processos.

O importante é sair do conflito, parando de considerá-los como obstáculos e deixando que fluam. Se sua mente está agitada, em vez de tentar pará-la a todo custo, volte sua atenção para a respiração. Aos poucos, você abre espaço para a consciência plena dar lugar à calmaria. Para que a prática mude nossa maneira de viver e de perceber o mundo, procure tirar alguns minutos de seu dia para meditar. Para iniciantes, praticar em grupo, ao menos duas vezes por semana, facilita o processo. A consciência proporcionada pela disciplina da prática nos faz descobrir que na vida de qualquer pessoa há, todo dia, numerosas oportunidades para se maravilhar e experimentar a alegria e a plenitude. Por isso, medite! Pratique a respiração consciente e veja como sua saúde mudará para melhor.

 


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