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Minas avança no combate ao tráfico de animais silvestres


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De 2015 ao primeiro semestre de 2018 foram aplicados R$ 9.939.918 em multas, oriundas de cerca de 3.600 animais e 1.600 instrumentos apreendidos. Entre eles canários-da-terra, trincas-ferro, azulões, curiós, tico-ticos e maritacas que encantam com suas cores e cantos. Porém, têm o local certo para estar – na natureza – bem longe do ambiente doméstico.

De 2015 ao primeiro semestre de 2018 foram aplicados R$ 9.939.918 em multas, oriundas de cerca de 3.600 animais e 1.600 instrumentos apreendidos. Entre eles canários-da-terra, trincas-ferro, azulões, curiós, tico-ticos e maritacas que encantam com suas cores e cantos. Porém, têm o local certo para estar – na natureza – bem longe do ambiente doméstico.

Até o primeiro semestre de 2018 foram aplicados quase R$ 10 milhões em multas, com cerca de 3.600 animais apreendidos

04/07/2018

 

De volta ao lugar de onde nunca deveriam ter saído. É com esse sentimento que agentes do meio ambiente participam das forças-tarefas de fiscalização contra o tráfico de animais silvestres, que aumentaram consideravelmente em Minas Gerais nos últimos anos.

A frente de trabalho é estruturada na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), por meio do Núcleo de Fiscalização de Recursos Faunísticos, vinculado à Diretoria de Fiscalização de Recursos Faunísticos e Pesqueiros (Difap).

De 2015 ao primeiro semestre de 2018 foram aplicados R$ 9.939.918 em multas, oriundas de cerca de 3.600 animais e 1.600 instrumentos apreendidos. Entre eles canários-da-terra, trincas-ferro, azulões, curiós, tico-ticos e maritacas que encantam com suas cores e cantos. Porém, têm o local certo para estar – na natureza – bem longe do ambiente doméstico.

A Difap executa diversas ações de fiscalização em Minas, tais como o atendimento às denúncias cadastradas nos veículos oficiais do Estado, averiguação dos planteis de criadores amadoristas de passeriformes e das categorias de uso e manejo, bem como realização de blitzen nas estradas e rodovias, fiscalizações a partir de investigação via internet, entre outras.

Ao longo desses anos foram promovidos treinamentos técnicos para os fiscais da Semad, bem como da Polícia Militar de Meio Ambiente. Os cursos foram direcionados para identificação de animais silvestres, destinação, aplicação da legislação e penalidades, gestão e fiscalização de criadores amadores de passeriformes e categorias de uso e manejo.

Só de 2017 até agora foram aplicados R$ 4.384.595,12 em multas. Segundo Diêgo Maximiano Pereira de Oliveira, coordenador do Núcleo de Fiscalização de Recursos Faunísticos da Semad, o desafio para Minas era grande, mas o resultado foi bastante exitoso. “A abundante fauna típica daqui, somada à localização geográfica com várias divisas estaduais, facilitava a atividade dos traficantes. Porém, os números foram satisfatórios e vamos seguir trabalhando”, afirmou.

Desequilíbrio ambiental

O maior número de denúncias concentra-se na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde é registrado o mais alto índice populacional, bem como grande número de criadores amadoristas de passeriformes e de outras categorias de uso e manejo. Rodovias que cortam o estado, como as BRs 116/251, 020 e 040, que se interligam a estados vizinhos, também são locais de extrema importância para a fiscalização, visto que são rota do tráfico de animais silvestres.

Além da configuração de crimes, o que os agentes fazem questão de ressaltar é que retirar um animal de seu habitat natural provoca um desequilíbrio ambiental em cadeia. De acordo com o coordenador da Semad, o perigo também reside na possível extinção de espécies.

“Além disso, a retirada de animais da natureza é uma das grandes ameaças a diversos exemplares da fauna silvestre. É o caso do bicudo (Sporophila maximiliani), que se tornou praticamente extinto em Minas devido a impactos sofridos por capturas de espécimes, entre outros problemas, tais como destruição de habitat e uso de agrotóxicos”.

Diêgo Oliveira explica uma etapa importante do processo de apreensão de espécimes. “Os animais apreendidos, quando não têm condições de serem soltos imediatamente no habitat natural, são encaminhados aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). Lá, são identificados, tratados, medicados, recuperados, avaliados e, caso tenham condições de retornar à natureza, são devolvidos ao habitat de ocorrência da espécie. Quando não há possibilidade de soltura, os animais são entregues aos cuidados de criadores autorizados pelo órgão ambiental”.

Operações de fiscalização

Entre as operações deflagradas, vale citar, em 2015, a Bicho do Mato II, promovida pela Semad, em parceria com a Polícia Militar de Meio Ambiente (PMamb) e Polícia Civil. A ação teve como foco municípios do Vale do Jequitinhonha e da região Nordeste de Minas. Na ocasião, foram apreendidos 880 animais silvestres e aplicados R$ 900 mil em multa.

Em 2017 foi realizada, no Triângulo Mineiro, a Operação Triângulo de Prata II, na qual foram apreendidos 151 animais silvestres, 12 alçapões e 76 anilhas avulsas. Foram atendidas, ainda, cerca de 30 denúncias. As multas aplicadas ultrapassaram R$ 253.963,30. Além disso, criadores amadoristas de passeriformes foram fiscalizados.

Fonte: Agência Minas


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