> Notícias

Parque nacional mais antigo do Brasil festeja 81 anos


font_add font_delete printer
O Parque Nacional do Itatiaia recebe cerca de 140 mil visitantes por ano, com incremento médio anual de 13% nos últimos seis anos. É, ainda, líder em pesquisa científica dentro de UCs nos três últimos anos. Somente em 2017, foi palco de 84 pesquisas. Foto: ICMBio

O Parque Nacional do Itatiaia recebe cerca de 140 mil visitantes por ano, com incremento médio anual de 13% nos últimos seis anos. É, ainda, líder em pesquisa científica dentro de UCs nos três últimos anos. Somente em 2017, foi palco de 84 pesquisas. Foto: ICMBio

Itatiaia, criado em 1937, avança na regularização fundiária e na melhoria da infraestrutura

27/062018

 

Criado em junho de 1937, o Parque Nacional do Itatiaia comemora seus 81 anos. Primeiro dessa categoria a ser criado no Brasil, está situado na Serra da Mantiqueira, abrangendo os municípios de Itatiaia e Resende, no Rio de Janeiro, além de Bocaina de Minas e Itamonte, em Minas Gerais, que abrigam aproximadamente 60% de seu território.

Para festejar a data, a direção da unidade promoveu eventos de confraternização com conselheiros, amigos, parceiros e funcionários durante dois dias. O evento de aniversário contou ainda com importantes anúncios.

O chefe do parque, Gustavo Tomzhinski, anunciou a aquisição de 10 propriedades particulares para contribuir com a regularização fundiária do local, totalizando uma área de 1.100 hectares de Mata Atlântica. Desde 2009, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) – órgão gestor da unidade – busca a reintegração de posse amigável ou a doação de áreas particulares dentro do parque.

“Nossa legislação determina, sabiamente, que para garantir a perpetuidade do patrimônio da sociedade brasileira, os parques nacionais devem ser de domínio público, por isso a regularização fundiária em áreas protegidas é tão importante“, explica Tomzhinski.

Com essas novas propriedades, chega a 14 o número de áreas adquiridas apenas este ano, totalizando 1.400 hectares. Desde que foi iniciado o processo, 35 propriedades já foram compradas pelo ICMBio, somando 2.400 hectares.

A regularização fundiária é um dos grandes passivos das Unidades de Conservação (UCs) brasileiras. São diversos espaços particulares dentro dos limites de áreas protegidas. No caso do Parque Nacional do Itatiaia, antes de sua criação, o governo brasileiro loteou pequenas áreas de 25 hectares e distribuiu para núcleos coloniais, estratégia que se mostrou mal sucedida. Até hoje, restam algumas áreas particulares que, com o passar do tempo, se tornaram casas de veraneio ou pequenas propriedades rurais. De acordo com o ICMBio, existem hoje 600 mil hectares de UCs federais na Mata Atlântica com áreas privadas.

Modernização e melhorias

Os gestores do Itatiaia anunciaram ainda avanços dos estudos e editais para a realização de melhorias e benefícios a visitantes, por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Outra boa notícia é a liberação de R$ 580 mil para a compra de novos veículos, radiotransmissores e outros equipamentos.

Durante as comemorações, foram celebrados também os sete meses de acordo de cooperação técnica entre a Fundação SOS Mata Atlântica e Parque Nacional do Itatiaia. Por meio dele, a gestão da unidade tornou-se menos burocrática e prioriza a melhoria da estrutura, sinalização e divulgação de seus atrativos.

Um dos frutos dessa parceria foi ‘colhido’ durante a epidemia de febre amarela ocorrida no país, quando a gestão do parque instalou placas para informar aos visitantes que os macacos não são transmissores da doença. A intenção dos responsáveis foi evitar o assassinato desses animais, como ocorria em diversas regiões do Brasil, por falta de conhecimento.

O Parque Nacional do Itatiaia recebe cerca de 140 mil visitantes por ano, com incremento médio anual de 13% nos últimos seis anos. É, ainda, líder em pesquisa científica dentro de UCs nos três últimos anos. Somente em 2017, foi palco de 84 pesquisas.

Fonte: ICMBio


Compartilhe




Outras Notícias