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Energia solar beneficia moradores do Amazonas


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Utilizando energia solar, o projeto, denominado “Luz na Floresta”, foi planejado em 2017 e no mesmo ano já começou a ser colocado em prática. Foto: Domínio Público

Utilizando energia solar, o projeto, denominado “Luz na Floresta”, foi planejado em 2017 e no mesmo ano já começou a ser colocado em prática. Foto: Domínio Público

Vinte e cinco famílias da Flona de Humaitá recebem equipamentos de captação, graças a projeto executado pela ONG Instituto Pacto Amazônico

25/06/2018

 

Financiado pela Fundação Nexans e executado pela ONG Instituto Pacto Amazônico, 25 famílias que moram em oito comunidades da Floresta Nacional (Flona) Humaitá, a 600 quilômetros de Manaus, serão beneficiadas por energia elétrica limpa e gratuita.

Utilizando energia solar, o projeto, denominado “Luz na Floresta”, foi planejado em 2017 e no mesmo ano já começou a ser colocado em prática. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que contribuiu com a logística (fornecendo barcos e carros para transporte dos equipamentos), e a Universidade Federal de Amazonas (Ufam), que ofereceu suporte técnico científico, são parceiros do projeto.

A energia é um presente para quem hoje depende do pote, da lamparina ou de energia vinda de pequenos e barulhentos geradores a diesel, que muitas vezes falham. Pior: o serviço é pago pelos moradores em troca de poucas horas de luz à noite.

“Com a produção de energia limpa (solar) para essas famílias serão abertas novas possibilidades de melhora da qualidade de suas vidas, permitindo o armazenamento de alimentos, comunicação e aumento da produção (produtos da biodiversidade), além de proporcionar lazer e mais conforto”, explica João Nápoles, diretor-executivo do Instituto Pacto Amazônico.

Cada casa recebe uma placa solar, uma bateria, um conversor e um inversor. O conjunto gera energia para sustentar, no mínimo, três lâmpadas de lead e cinco tomadas para geladeira, TV, refrigerador de ar, etc.

“O valor que os moradores gastam com combustível para manter seus geradores é maior do que o gasto com a alimentação de uma família”, compara Nápoles, ao comentar a importância do projeto, cuja previsão de conclusão é novembro deste ano.

A unidade já tem plano de manejo. “Seria maravilhoso se pudéssemos multiplicar o fornecimento de energia para todo o ‘beiradão’ do Amazonas. Vocês não têm ideia do que é passar numa casa e ver uma família com a televisão ligada”, diz Leila Mattos, que chefiou a unidade de conservação por mais de quatro anos.

Qualidade de vida

A Floresta Nacional Humaitá (Flona) foi criada em 1998, pelo Decreto nº 2.485, com o objetivo de eliminar a extração ilegal de madeira na região sul da Amazônia, área do arco de desmatamento e densificação demográfica. Tem área de 473.158.962 hectares e abrange oficialmente os municípios de Humaitá (AM) e Calama, em Rondônia (RO).

Lá vivem oito comunidades (Paraná do Buiuçú, Igarapé do Bujuçú Solomão, Boa Esperança, Barro Vermelho, Barreiras do Tambaqui, Maici e Palha Preta). Os moradores são pequenos produtores familiares e extrativistas, pescadores tradicionais da região sul da Amazônia, sem acesso a saneamento básico, eletricidade, saúde e educação.

 

Quem financia

A Fundação Nexans abraçou a ideia e está patrocinando o projeto. Com sede na França, essa organização tem como principal bandeira a ajuda financeira a projetos sociais em várias partes do mundo, como na África e Ásia.

 

Fonte: ICMBio


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