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Peixes ameaçados da Amazônia terão plano de ação nacional


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Sua principal ameaça até 2004 foi a coleta excessiva para o comércio internacional de peixes ornamentais. Foto:Leandro Souza

Sua principal ameaça até 2004 foi a coleta excessiva para o comércio internacional de peixes ornamentais. Foto:Leandro Souza

Primeiro passo foi a realização de uma oficina preparatória, pelo ICMBio, em Manaus

08/05/2018

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (Cepam), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), promoveu, em abril, em Manaus, a Oficina Preparatória do primeiro Plano de Ação Nacional (PAN) voltado para a conservação dos peixes ameaçados da Amazônia.

A bacia amazônica ocupa uma área superior a 5 milhões km², na qual 85 espécies de peixes ósseos encontram-se ameaçadas de extinção, sendo que 37 delas ainda não têm planos de ação.

A reunião preparatória é o primeiro passo para planejar as oficinas que devem ser realizadas para elaboração participativa do PAN. Nesse primeiro encontro, foi elaborada uma lista de espécies a ser contempladas, que abrigará também duas espécies de raias e um lagarto. Também aparece o Hypancistrus zebra, espécie de peixe endêmica do Brasil e encontrada na região da Volta Grande do Rio Xingu, no Pará.

Sua principal ameaça até 2004 foi a coleta excessiva para o comércio internacional de peixes ornamentais. Atualmente, entretanto, está relacionada à construção da usina hidrelétrica (UHE) Belo Monte, já que sua área de ocorrência (392 km2) está totalmente incluída na área diretamente afetada pela hidrelétrica.

Elaboração de PANs

A elaboração de Planos de Ação Nacionais (PANs) para a conservação de espécies ameaçadas é feita de forma participativa, usando metodologia própria do ICMBio, que segue também diretrizes da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Essa primeira oficina, ocorrida em Manaus, reuniu 19 participantes, incluindo a representantes da Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio), bem como da Coordenação de Estratégias para Conservação e representantes externos, da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e do Museu Emílio Goeldi.
 

 Fonte: ICMBio


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