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Brasil ganha novas áreas protegidas marinhas


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Tartarugas são apenas alguns dos animais que serão protegidos com novas unidades de conservação marinhas brasileiras. Foto: Georgina Goodwin/Shoot The Earth/WWF-UK

Tartarugas são apenas alguns dos animais que serão protegidos com novas unidades de conservação marinhas brasileiras. Foto: Georgina Goodwin/Shoot The Earth/WWF-UK

Unidades estão localizadas nos arquipélagos de São Pedro e São Paulo e Trindade & Martim Vaz
 

08/05/2018

Recentemente, o governo brasileiro anunciou a criação de duas novas unidades de conservação marinhas no país, consolidando um total de 92.584.798,96 hectares de áreas protegidas. Os decretos foram assinados em março, após uma campanha de dois anos envolvendo organizações da sociedade civil, pesquisadores, indústria e governo brasileiro.

Com a criação das Áreas Marinhas Protegidas dos arquipélagos de São Pedro e São Paulo, em Pernambuco, e Trindade & Martim Vaz, no Espírito Santo, a porcentagem de áreas protegidas no Brasil subiu de 1,6% para aproximadamente 25% das águas jurisdicionais.

Em um primeiro olhar esse percentual parece superar a meta estabelecida pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), que recomenda a proteção de pelo menos 10% das áreas marinhas e costeiras até 2020. Porém, é preciso considerar a meta estabelecida, segundo a qual as áreas protegidas devem ter representatividade de distintos ecossistemas.

Além disso, as áreas criadas devem "sair do papel" e serem de fato implementadas antes de serem contabilizadas. Nesse sentido, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer.

Mas, qual é a importância de se criar áreas protegidas no meio do oceano? Evidências científicas mostram que esse tipo de unidade de conservação pode ajudar peixes e outras espécies marinhas a se recuperarem e a repovoar áreas de pesca adjacentes, conforme infográfico ao lado.

Atualmente, apenas 4% dos oceanos do mundo estão protegidos, e a grande maioria dos parques e reservas marinhas existentes é mal administrada. Assim, o desafio brasileiro agora é garantir a implementação efetiva das novas áreas protegidas marinhas, ordenando o uso sustentável dos recursos naturais nesses territórios, bem como protegendo áreas mais representativas da biodiversidade marinha brasileira.

Fonte: WWF


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