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Voluntários ajudam a recolher lixo em Niterói


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Ação de Niterói, durante do Dia da Terra, teve 386 kg retirados, entre latas, garrafas, canudos, bitucas de cigarro e muito mais. Foto: Athila Bertoncini / WWF-Brasil

Ação de Niterói, durante do Dia da Terra, teve 386 kg retirados, entre latas, garrafas, canudos, bitucas de cigarro e muito mais. Foto: Athila Bertoncini / WWF-Brasil

Parceria entre WWF-Brasil, ONU Meio Ambiente e Unilever reuniu mais de 150 participantes

03/05/2018

 

O projeto Oceano sem Plástico, realizado pelo WWF-Brasil, com apoio da campanha Mares Limpos (ONU Meio Ambiente), já retirou mais de uma tonelada de resíduos das praias brasileiras. Quarta e última ação do projeto neste semestre, o evento em Niterói (RJ) reuniu 150 voluntários, que recolheram 116 kg só de plástico das areias da Praia de Charitas.

Foram recolhidos também 92 kg de vidro, 72 kg de papelão/papel, 16 kg de sucata, 2 kg de alumínio, 42,96 kg de garrafas pet e 44,98 kg de rejeitos, ou seja, materiais que não podem ser reciclados. O material seguiu para a triagem de uma cooperativa local e depois vai se transformar em embalagens especiais dos produtos da linha OMO, por meio do compromisso da Unilever, em seu Plano de Sustentabilidade, de ter 100% de suas embalagens de plástico reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025.

A ação de Niterói concretiza o resultado de 1.536,60 kg de resíduos recolhidos nas praias brasileiras, ou seja, uma tonelada e meia:

Copacabana (RJ) – 03/03: em parceria com o Instituto Mar Adentro e a participação de 400 voluntários na retirada de 135 kg de resíduos.

Fernando de Noronha (PE) – 24/03: durante as comemorações da Hora do Planeta, com a presença de 80 pessoas, foram recolhidos 820 kg de resíduos.

Recife (PE) – 14/03: em parceria com Mamíferos Aquáticos, 400 pessoas recolheram 195,6 kg de resíduos.

Niterói (RJ) – 22/04: em comemoração ao Dia da Terra, foram recolhidos 386 kg com a ajuda de 150 voluntários.

Plástico nos Oceanos

“O objetivo dessas ações não é limpar nossos mares, mas sim mostrar às pessoas a importância de mantê-los limpos. Aprendemos quando criança que lugar de lixo é no lixo, mas nem sempre agimos assim. O problema é que o plástico acaba indo para os oceanos e ameaça não apenas a vida marinha, como a nossa própria”, alerta Gabriela Yamaguchi, diretora de comunicação e engajamento do WWF-Brasil.

Estimativa do Fórum Econômico Mundial prevê que, até 2050, haverá mais plástico que peixes nos oceanos. E este é apenas um dos indicadores da perda de saúde dos oceanos. Um milhão de aves marinhas e mais de 100 mil mamíferos marinhos morrem anualmente por interação com plástico.

“O problema do plástico é que ele demora cerca de 400 anos para se decompor e, no oceano, pode se tornar uma verdadeira epidemia, como estamos vendo acontecer. A ilha de lixo que flutua hoje no Oceano Pacífico já tem tamanho equivalente ao do estado do Texas, nos Estados Unidos. Precisamos agir com urgência”, alerta Gabriela.

Em meio à campanha Oceano sem Plástico, foi aprovado no último dia 17, pela Comissão de Meio Ambiente (CMA), um projeto de lei (PLS 92/2018) que prevê a retirada gradual do plástico em bandejas, pratos, talheres e copos descartáveis. A proposta sugere que, no prazo de 10 anos, o plástico seja substituído por materiais biodegradáveis nos itens destinados a alimentos prontos para consumo.
 

Fonte: WWF


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