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Microchipagem resguarda segurança e saúde de animais


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Só em 2017, quase 24 mil cães e gatos foram microchipados. No município, todos os cães resgatados e os que são levados para serem castrados nos centros de esterilização recebem o implante.

Só em 2017, quase 24 mil cães e gatos foram microchipados. No município, todos os cães resgatados e os que são levados para serem castrados nos centros de esterilização recebem o implante.

Em BH, todos os cães resgatados e os que são levados para serem castrados nos centros de esterilização recebem o implante


16/04/2018

 

O implante de microchip em cães e gatos é uma das ferramentas mais eficazes de monitoramento sanitário. Por meio desse pequeno dispositivo, é possível monitorar as condições de saúde dos bichos em situação de rua e, consequentemente, das doenças que estes podem transmitir a outros animais e humanos.

O implante faz toda a diferença também em casos de perda, abandono ou roubo, uma vez que se o animal for encontrado e levado ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura de Belo Horizonte ou clínica veterinária, o mesmo pode ser identificado imediatamente.

A microchipagem teve início em Belo Horizonte somente em cães da raça pitbull.  Posteriormente, a ação foi ampliada e atualmente cerca de 65 mil animais já receberam o implante.

Só em 2017, quase 24 mil cães e gatos foram microchipados. No município, todos os cães resgatados e os que são levados para serem castrados nos centros de esterilização recebem o implante. Todos os animais que estão para adoção no CCZ também saem de lá com microchip.

O dispositivo tem duas partes: um chip eletrônico e a cápsula que o envolve. A cápsula é feita com vidro biocompatível, que não provoca alergias e é quase do tamanho de um grão de arroz. Ele é inserido com uma agulha hipodérmica debaixo da pele do pescoço do animal, com aplicação rápida e indolor. O dispositivo armazena um número de cadastro do animal, e emite uma frequência de rádio que pode ser lida por meio de um leitor específico.

Com o número de cadastro do animal, é possível acessar o banco de dados, que é sigiloso e contém todas as informações do responsável pelo animal: nome, identidade, CPF, telefone e endereço. E os dados do animal: idade, data da castração, data da vacinação, vermifugação, se foi feito exame de leishmaniose, quando foi feito e resultado. “A identificação eletrônica permite fazer uma leitura da situação sanitária, evitando procedimentos e cirurgias desnecessárias, e permitindo uma atualização da condição vacinal do animal”, explica a gerente do CCZ, Silvana Tecles.

Nos casos em que o CCZ identifica um animal microchipado tutelado, o mesmo entra em contato para tentar entender como a situação ocorreu, certificando-se sempre de que não se trata de um caso de abandono ou maus-tratos. Estes casos estariam sujeitos a punições previstas na lei sobre a guarda responsável de animais.

Todos os animais recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonoses aguardam o período de dois dias após a captura, para ser reclamado por seu tutor. Expirado o prazo, eles são destinados à adoção em feiras de instituições parceiras onde permanecem de 15 a 20 dias, na tentativa de encontrar um lar, evitando que eles retornem às ruas.
 

Fonte: PBH


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