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Áreas de manguezais são recuperadas no Rio


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APA conseguiu-se recuperar fragmentos de vegetação, graças à resiliência do ecossistema, mas outras áreas não conseguiram se reerguer.

APA conseguiu-se recuperar fragmentos de vegetação, graças à resiliência do ecossistema, mas outras áreas não conseguiram se reerguer.

Parceria entre associações assegura restauração ecossistêmica de cerca de 100 hectares na região da Baía de Guanabara

11/04/2018

 

A associação dos Protetores do Mar, a Cooperativa Manguezal Fluminense, o Instituto Nacional de Tecnologia e Uso Sustentável (Innatus), o Núcleo de Gestão Integrada da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim e a Estação Ecológica da Guanabara são parceiros em defesa da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

As ações são desenvolvidas por meio de uma boa prática que tem como principal objetivo recuperar áreas de manguezal degradados antes da criação da Unidade de Conservação de Guapimirim, em 1984. Quando chegaram os colonizadores, a região costeira da Baía era majoritariamente ocupada por restingas, lagoas, brejos e manguezais.

Com o processo de ocupação da área, a vegetação nativa foi extinta para diferentes cultivos e a madeira das árvores era usada sobretudo para construção civil e como lenha para olarias. Somente após a criação da APA, conseguiu-se recuperar fragmentos de vegetação, graças à resiliência do ecossistema, mas outras áreas não conseguiram se reerguer.

De acordo com Juliana Cristina Fukuda, do ICMBio, considerando o papel dos manguezais para a sobrevivência da própria Baía, a recuperação das áreas degradadas nesse tipo de ecossistema é de grande importância.

"A prática foi iniciada em 2016 e a parceria entre várias instituições continua até hoje. O foco é aumentar a biodiversidade na Baía, melhorar a qualidade de vida das pessoas e também a da água dos rios, além de gerar renda para a população por meio de plantios. Algumas dessas ações foram realizadas por parceiros, que buscaram recursos para tal, e outras foram feitas por meio de determinações judiciais ou administrativas impostas a empresas", explica.

O resultado mais evidente dessa prática foi a recuperação de aproximadamente 100 hectares de áreas degradadas, onde pode-se perceber o desenvolvimento e a ocupação própria das espécies vegetais, e a reocupação do ambiente pela fauna local.

Também influenciou a dinâmica social das comunidades. “Há alguns anos os catadores de caranguejo tinham que viajar para outros estados do Brasil, em uma determinada época do ano, para continuar trabalhando. Hoje, isso não acontece mais”, destaca Juliana.

Sobre o Seminário e Fórum

O III Seminário de Boas Práticas na Gestão de Unidades de Conservação e I Fórum Internacional de Parcerias na Gestão de Unidades de Conservação ocorreu em Brasília de 27 a 29 de novembro de 2017. Ao todo, 46 boas práticas realizadas em UCs federais e estaduais foram apresentadas, com objetivo de difundir experiências bem-sucedidas na gestão de unidades de conservação com potencial de replicação.
 

Fonte: ICMBio


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