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Consumo responsável de pescados une cinco países


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consumo responsável de pescados é a receita secreta do chef Renato Caleffi, que apoia a campanha do WWF. Foto: Rodrigo Sodré e Dudu Contreras

consumo responsável de pescados é a receita secreta do chef Renato Caleffi, que apoia a campanha do WWF. Foto: Rodrigo Sodré e Dudu Contreras

Sobrepesca desestabiliza a cadeia alimentar marinha que sustenta toda a vida no oceano 

05/04/2018         

 

Empresas pesqueiras da América do Sul, entre elas as brasileiras, são um importante elemento da cadeia mundial de produção de pescados. Entretanto, alguns dos estoques pesqueiros se encontram sobrecarregados pela prática de empresas irresponsáveis.

A sobrepesca desestabiliza a cadeia alimentar marinha que sustenta toda a vida no oceano, por isso é imprescindível contar com empresas pesqueiras resilientes, embasadas em práticas sustentáveis. Afinal, protegendo os peixes, protegemos outras espécies e garantimos m meio ambiente marinho saudável.

Em articulação com a Fundação Vida Silvestre Argentina, WWF-Chile, WWF-Equador e WWF-Peru, o WWF-Brasil lança, neste sábado (7), a campanha ‘Consumo Consciente’, por meio de um almoço responsável de pescados e conteúdos digitais.

O evento será realizado simultaneamente no restaurante orgânico Le Manjue, em São Paulo (SP), e na Pasaje Abtao, Cerro Concepción, em Valparaíso - Chile. A ideia é sensibilizar as pessoas a respeito da importância de consumir localmente, escolher pesqueiras menos impactantes e espécies menos ameaçadas.

Como ser um consumidor consciente?

Significa conhecer de onde vem o peixe que está sendo consumindo, saber se ele está ameaçado ou não, se a pesca de onde ele vem impacta outros animais ou não.

Também significa valorizar pescadores locais e respeitar os períodos de defeso e tamanhos mínimos de captura e consumo, além de dar preferência a peixes que contenham selos de certificação sustentável.

No Brasil, a maior parte das espécies de pescados marinhos sofre com a sobrepesca, por isso, o WWF incentiva o consumo de artes de pesca tradicionais e menos agressivas ao meio ambiente, como o Cerco Flutuante, que permite devolver ao ambiente outras espécies que acabam se prendendo na armadilha, como tartarugas marinhas.

Em breve, o WWF-Brasil vai iniciar um Projeto de Melhoramento Pesqueiro (FIP) com os cercos flutuantes situados na Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Norte de São Paulo. Além de garantir que a pesca seja feita de forma responsável, o projeto terá como objetivo avançar com a certificação do Carapau (Caranx crysus), que pode agregar valor ao produto e diminuir a vulnerabilidade econômica e social das famílias envolvidas com essa pescaria.

 

Fonte: WWF


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