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Expedição mostra belezas, ações de conservação e ameaças ao Pantanal


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O grupo, composto por pesquisadores, jornalistas e celebridades, além da equipe do WWF-Brasil, iniciou a trajetória no dia 5 de março, saindo de Cuiabá (MT), rumo a algumas importantes nascentes, cujas águas ajudam a formar o majestoso Rio Paraguai. Foto: WWF

O grupo, composto por pesquisadores, jornalistas e celebridades, além da equipe do WWF-Brasil, iniciou a trajetória no dia 5 de março, saindo de Cuiabá (MT), rumo a algumas importantes nascentes, cujas águas ajudam a formar o majestoso Rio Paraguai. Foto: WWF

Grupo composto por especialistas percorreu mais de mil quilômetros por terra, água e ar

13/03/2018

 

A Jornada da Água, evento promovido pelo WWF em várias partes do mundo, aconteceu pela primeira vez no Brasil, e foi encerrado em 8 de março. A expedição percorreu mais de mil quilômetros por terra, água e ar, acompanhando a trajetória das águas do Pantanal, desde as nascentes, no Planalto do Alto Rio Paraguai, até as planícies.

O grupo, composto por pesquisadores, jornalistas e celebridades, além da equipe do WWF-Brasil, iniciou a trajetória no dia 5 de março, saindo de Cuiabá (MT), rumo a algumas importantes nascentes, cujas águas ajudam a formar o majestoso Rio Paraguai.

Os participantes conversaram com produtores rurais e moradores que conservam as nascentes de maneira exemplar, assegurando o fluxo da água que irriga lavouras e mata a sede dos moradores e de seus rebanhos. Também foi possível observar vastas plantações de soja e algodão, que podem colocar em risco o equilíbrio dos ecossistemas locais e a disponibilidade dos recursos hídricos.

No segundo dia, a Jornada da Água pegou estrada rumo a Cáceres (MT). Os participantes desceram o Rio Paraguai e se encantaram com as belezas ímpares da região: pássaros, árvores enormes, vitórias-régias, casas de ribeirinhos, canoas de pescadores e, naturalmente, por se tratar da época das cheias, muita água.

Porém, a expedição também presenciou graves ameaças à biodiversidade, aos recursos hídricos e, principalmente, às comunidades que dependem dos rios, da fauna e da flora para sobreviver. O descarte de esgoto e de lixo no leito do rio, visto em algumas localidades, bem como o despejo de agrotóxicos nas águas preocupou os participantes.

Lei do Pantanal

Durante os dias das visitas de campo e nas dezenas de conversas com pesquisadores, produtores, pescadores e lideranças locais o grupo viu de perto a necessidade de mudanças no texto da Lei do Pantanal.

Ficou clara a necessidade de que o texto inclua, em seu escopo, a região das cabeceiras do Rio Paraguai. É lá que se encontram as nascentes que fornecem as águas do Pantanal. “O Pantanal tem que ser tratado como um todo. É importante incentivar quem protege aqui em cima”, reivindicou o produtor rural Mário Antunes, fazendeiro no município de Diamantino (MT).

O projeto da Lei do Pantanal prevê, acertadamente, mecanismos que incentivem aqueles que protegem o bioma. Mas, atualmente esse benefício atinge apenas produtores, extrativistas e comunidades que protegem a chamada planície pantaneira, ignorando a região das nascentes, indispensáveis para a conservação do Pantanal.
 

Fonte: WWF


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