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Unidades de Conservação mineira têm novas normas para uso público


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Os Parques Estaduais abrigam importantes áreas de preservação ecológica em Minas Gerais. Divulgação: Semad

Os Parques Estaduais abrigam importantes áreas de preservação ecológica em Minas Gerais. Divulgação: Semad

Geridas pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), 92 UCs ganham regras que visam melhorar preservação, regulamentando a observação da vida silvestre e o uso por visitantes


15/12/2017

Exuberância cênica e relevância ecológica, científica e turística: as 92 unidades de conservação (UCs) e manejo de Minas Gerais, incluídos os 11 parques abertos à visitação, ganharam atualizações em suas normas para uso público e a prática de observação de vida silvestre.

Com a finalidade de preservar a fauna e a flora nativas do Estado, principalmente as espécies ameaçadas de extinção, as nascentes, os rios e as cachoeiras, além das formações geológicas e os valores culturais, históricos e arqueológicos as UCs também promovem pesquisas científicas, educação e turismo ecológico.

Assim, as regras dispõem sobre proibições, tais como a retirada de qualquer recurso natural ou recurso mineral, salvo, quando pertinente, para a realização de pesquisa, com prévia autorização da Gerência de Projetos e Pesquisas ou para a produção de mudas pelo IEF.

A medida também atualiza os valores de entrada cobrados para visitação. A nova tabela, que passa a vigorar em 1º de janeiro de 2018, pode ser consultada clicando aqui.

"Quanto à visitação, havia algum tempo que reajustes de valores de manutenção e reestruturações administrativas não eram feitos. Foi, portanto, uma readequação à situação financeira dos parques", diz Henri Dubois Collet, diretor de Áreas Protegidas do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais.

As novas normas de uso contribuem para orientar os visitantes sobre os procedimentos que devem ser adotados para o bom usufruto e contemplação dos parques.

Conduta e segurança

Já atividade de observação de vida silvestre vai contar com apoio da administração dos parques ao visitante. As informações sobre a unidade de conservação, recomendações para o trajeto de trilhas e as regras de conduta e segurança serão instruídos. É recomendado o cadastramento dos observadores de vida silvestre na UC que pode ser acessado aqui.

“Era preciso regulamentar a observação de pássaros porque havia gerências enfrentando dificuldades no controle dos visitantes e pesquisadores. Agora temos uma padronização e fazemos o cadastramento desses observadores, fotógrafos e pesquisadores", explica Collet.

Turismo e esportes

Os tipos de usos nas unidades de conservação também estão previstos na portaria. As normas incluem atividades diversas, tais como visitação para lazer e recreação, esportes e turismo de aventura, ecoturismo, visitas educacionais e pesquisas científica.

As regras tratam, ainda, da introdução de espécies animais ou vegetais, domésticas ou silvestres, nativas ou exóticas, sem a devida autorização; bem como outras proibições. Para conhecer as normas na íntegra, acesse: Portaria nº 119 e Portaria nº 120.

Atrativos aberto aos visitantes

A Região Metropolitana de Belo Horizonte concentra seis unidades de conservação. No Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, nos municípios de BH, Nova Lima, Ibirité e Brumadinho, o turista encontra vegetação de transição de Cerrado para Mata Atlântica e pode observar espécies como orquídeas, bromélias, jacarandá, jequitibá, arnica e a canela-de-ema, que se tornou símbolo do parque.

Além de abrigar os importantes mananciais de água, o Rola Moça é hábitat natural de espécies da fauna ameaçadas de extinção, como a onça-parda, a jaguatirica, o lobo-guará, entre outros.

Outra opção para os aventureiros, também próxima a Belo Horizonte, é o Parque Estadual do Sumidouro, que está situado em Lagoa Santa e Pedro Leopoldo. No local, o visitante encontra a Gruta da Lapinha e o Museu Peter Lund, onde estão expostos diversos fósseis.

Interior

Na região do Alto Jequitinhonha estão localizados três parques: o do Rio Preto, do Biribiri e o do Pico do Itambé. Em São Gonçalo do Rio Preto, a 70 Km de Diamantina, está o Parque Estadual do Rio Preto, que tem área total de mais de 12 hectares. Entre os atrativos turísticos destacam-se as cachoeiras do Crioulo e da Sempre Viva, as pinturas rupestres e os mirantes naturais, que permitem aos visitantes observar toda a área da unidade e o entorno.

A Zona da Mata abriga o Parque Estadual do Ibitipoca. No local, o turista pode fazer trilhas e visitar mirantes, grutas, piscinas naturais e cachoeiras. O Pico da Lombada, também conhecido como Ibitipoca, com 1.784 metros de altitude, oferece linda vista panorâmica.

Outras cinco unidades de conservação estão distribuídas por cinco regiões de Minas Gerais: Noroeste, Norte, Sul, Triângulo Norte e Vale do Aço. São elas o Parque Estadual do Rio Doce, o Parque Estadual do Nova Baden, o Parque Estadual da Serra das Araras, o Parque Estadual Pau Furado e o Parque Estadual da Lapa Grande. Este último, aberto para visitação em 2014, conta com mais de mil pinturas rupestres e aproximadamente 60 grutas.
 

Fonte: Agência Minas


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