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Pesquisadores adaptam tecnologia espanhola para combater praga em parreirais


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O controle da espécie tem sido desafiador, tanto para produtores que adotam o sistema convencional, com a aplicação de inseticidas sintéticos, quanto para os orgânicos, pois a mosca-das-frutas é uma das principais pragas associadas à cultura da videira, que também tem outros hospedeiros, o que garante a sua reprodução ao longo do ano. Foto: Divulgação

O controle da espécie tem sido desafiador, tanto para produtores que adotam o sistema convencional, com a aplicação de inseticidas sintéticos, quanto para os orgânicos, pois a mosca-das-frutas é uma das principais pragas associadas à cultura da videira, que também tem outros hospedeiros, o que garante a sua reprodução ao longo do ano. Foto: Divulgação

Conhecimento foi adaptado pela Embrapa Uva e Vinho para o manejo da mosca-das-frutas sul-americana


15/12/2017

Uma tecnologia limpa empregada na Espanha e em Israel para controle de pragas tem sido usada com sucesso contra o ataque da mosca-das-frutas nas uvas. A chamada captura massal apresenta o simples princípio de disponibilizar uma fonte de alimento que seja mais atraente ao adulto do inseto do que a uva no parreiral.

O conhecimento foi adaptado pela Embrapa Uva e Vinho (RS) para o manejo da mosca-das-frutas sul-americana (Anastrepha fraterculus) e já está à disposição dos produtores. “O método garante a produção sem resíduos de inseticidas, pois o produto não é aplicado nos frutos: apenas é colocado numa armadilha que atrai os insetos adultos, evitando que eles danifiquem os frutos”, esclarece Marcos Botton, que coordenou as pesquisas.

O controle da espécie tem sido desafiador, tanto para produtores que adotam o sistema convencional, com a aplicação de inseticidas sintéticos, quanto para os orgânicos, pois a mosca-das-frutas é uma das principais pragas associadas à cultura da videira, que também tem outros hospedeiros, o que garante a sua reprodução ao longo do ano.

Além da busca por métodos mais limpos e sustentáveis, a equipe da Embrapa Uva e Vinho optou por uma alternativa para substituir os tradicionais inseticidas organofosforados, que não estão mais autorizados para uso no cultivo de videiras no Brasil.

Os danos causados pela mosca-das-frutas geralmente começam com lesões decorrentes de um ferimento na baga da uva, feito pela fêmea para depositar seus ovos. Depois, em função do desenvolvimento das larvas, surgem as galerias, que geralmente estão associadas às podridões causadas por microrganismos que infectam as bagas e aumentam as perdas no período da pré-colheita. Segundo a equipe de pesquisadores, em muitos casos a perda pode ser de algumas bagas ou até de todo o cacho.

A Embrapa Uva e Vinho, com apoio de instituições parceiras, tem feito diversas pesquisa visando desenvolver tecnologias limpas para o manejo da praga, e a captura massal foi uma das que apresentou melhores resultados.

Segundo Botton, a técnica já é usada há vários anos na Espanha e em Israel para o controle da mosca-das-frutas do mediterrâneo (Ceratitis capitata), inseto que também ocorre na região Nordeste do Brasil e ocasiona danos similares aos da Anastrepha fraterculus, principal espécie de mosca-das-frutas que ocorre na região Sul do Brasil.

O pesquisador relata que já houve tentativas no Brasil de uso dessa técnica para o controle da mosca-das-frutas em diferentes cultivos. No entanto, não houve sucesso uma vez que os atrativos empregados, principalmente sucos de frutas, eram pouco eficientes e tinham de ser repostos semanalmente nas armadilhas.
 

Fonte: Embrapa


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