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Grupo da Unesp identifica bactérias capazes de matar larvas do Aedes


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Resultados deste e de outros estudos voltados ao combate da dengue, Zika e chikungunya foram apresentados durante Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Foto: NIAID / Wikimedia

Resultados deste e de outros estudos voltados ao combate da dengue, Zika e chikungunya foram apresentados durante Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Foto: NIAID / Wikimedia

Seis espécies pesquisadas têm potencial para eliminar entre 60% e 90% das larvas

1/12/2017

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, identificaram seis espécies de bactérias com potencial para serem usadas como biolarvicidas no combate ao mosquito Aedes aegypti – vetor de doenças como dengue, Zika, febre amarela e chikungunya.

Dados preliminares da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram apresentados por Jayme Souza-Neto, coordenador do Laboratório de Genômica Funcional & Microbiologia de Vetores (Vectomics) do Instituto de Biotecnologia (IBTEC), durante o segundo encontro do Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação, que ocorreu em 27 de novembro na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

“Isolamos cerca de 30 diferentes bactérias encontradas no intestino de mosquitos coletados em Botucatu e as colocamos, uma a uma, em contato com as larvas desses insetos. Observamos em seis espécies bacterianas a capacidade de matar entre 60% e 90% das larvas, dependendo do isolado, em até 48 horas”, conta Souza-Neto.

Segundo o pesquisador, serão necessários novos estudos para caracterizar melhor o potencial larvicida dos microrganismos: avaliar as concentrações necessárias para que a ação ocorra, o período mínimo de exposição e o tempo que as bactérias permanecem ativas, entre outros fatores.

Trabalhos anteriores do grupo de Souza-Neto haviam mostrado que o Aedes encontrado em Botucatu é menos suscetível à infecção pelo vírus da dengue do que insetos oriundos das cidades de Neópolis (SE) e Campo Grande (MS) – locais onde a incidência da doença é maior.

Segundo Souza-Neto, o mesmo tipo de ensaio será feito com o vírus Zika em breve. “Se conseguirmos identificar uma bactéria capaz de neutralizar esses patógenos, ela será uma potencial fonte para novos fármacos”, afirmou.

Benefícios à sociedade

Resultado de parceria entre o Instituto do Legislativo Paulista (ILP) da Alesp e a FAPESP, o objetivo do Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação é divulgar estudos de relevante impacto social e econômico realizados por pesquisadores do estado de São Paulo.

Com o tema “A ciência no combate à dengue, Zika e chikungunya”, o segundo encontro da série trouxe, além de Souza-Neto, os pesquisadores José Luiz Proença Modena, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Maurício Lacerda Nogueira, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), e Alexander Roberto Precioso, diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan.

Modena apresentou estudos em andamento no Instituto de Biologia da Unicamp, cujo objetivo é caracterizar fatores essenciais para a replicação de vírus emergentes tanto em hospedeiros invertebrados como vertebrados.

O grupo também descobriu que crianças com complicações neurológicas graves da infecção congênita pelo Zika apresentavam baixos níveis sanguíneos de uma substância conhecida como HGF (Fator de Crescimento do Hepatócito).

“O teste que avalia o genoma viral custa aproximadamente R$ 100 por paciente e demora cerca de três dias para ficar pronto. Já o método que usa espectrometria de massas custa R$ 1,50 e fica pronto em 20 minutos”, disse Modena.


Fonte: Agência Fapesp


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