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ICMBio usa tecnologia nacional para rastrear peixes-bois


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O monitoramento contribuirá para a conservação do habitat do peixe-boi marinho e para as ações de gestão voltadas para proteção das áreas de deslocamento. Foto: ICMBio

O monitoramento contribuirá para a conservação do habitat do peixe-boi marinho e para as ações de gestão voltadas para proteção das áreas de deslocamento. Foto: ICMBio

Monitoramento via satélite brasileiro contribuirá para conservação do hábitat e proteção de áreas de deslocamento dos animais na APA e Arie de Mamanguape, no litoral da Paraíba


06/11/2017

A Área de Proteção Ambiental (APA) da Barra do Rio Mamanguape e a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) dos Manguezais da Foz do Rio Mamanguape, geridas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no litoral da Paraíba, acabam de realizar trabalho de pesquisa, manejo e monitoramento de cinco peixes-bois marinhos reintroduzidos nas unidades.

A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA), visa o uso de tecnologia genuinamente brasileira na transmissão de dados locais e satelitais de peixes-bois marinhos através de satélite brasileiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A pesquisa foi aprovada pela FMA junto à Fundação Grupo O Boticário. Até então, os dados de monitoramento eram obtidos de satélites norte-americanos.

Os animais receberam o equipamento que irá rastreá-los (acompanhamento remoto) e fornecer informações sobre os deslocamentos dentro e fora dos limites das unidades de conservação, os seus hábitos alimentares, as áreas de maior permanência, entre outros dados.

O monitoramento contribuirá para a conservação do habitat do peixe-boi marinho e para as ações de gestão voltadas para proteção das áreas de deslocamento. Vai permitir ainda acompanhar e identificar as principais enfermidades que atingem os animais no ambiente natural, assim como avaliar o crescimento e o ganho de peso, além de outras informações.

Durante o manejo, os peixes-bois foram capturados e transportados para um local apropriado em terra firme. Foram feitas avaliações clínicas, incluindo coleta de amostras de sangue, e efetuada a coleta de amostras biológicas, biometria e pesagem. Em seguida, os animais receberam o equipamento de rastreamento satelital, composto de cinto de silicone e rádio transmissor.

Para a realização dessa atividade, a APA, a ARIE e a FMA contaram com uma equipe de 14 pessoas, incluindo médicos veterinários, ecólogos, biólogo e tratadores de animais do ICMBio, além de pescadores locais, que deram importante colaboração.
 

Fonte: ICMBio


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