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Em Carajás, jaborandi gera saúde e renda


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A colheita do jaborandi em Carajás tem história. Foto: ICMBio

A colheita do jaborandi em Carajás tem história. Foto: ICMBio

Manejo da planta garante o sustento de inúmeras famílias na floresta nacional


06/11/2017

É do jaborandi (Pilocarpus microphyllus), espécie existente na Floresta Nacional (Flona) de Carajás, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Pará, que se extrai os sais de pilocarpina, importante componente de fórmulas usadas no tratamento do glaucoma, maior causa de cegueira do mundo.

Para transformar essas folhas em uso medicinal, 47 pessoas da Cooperativa Coex-Carajás passam o dia dentro da floresta colhendo, secando e ensacando as folhas do jaborandi. O trabalho é executado durante seis meses no ano – começa em julho e termina em dezembro. Anualmente, são colhidas de 40 a 50 toneladas de folhas do jaborandi.

E o melhor: tudo é feito com manejo sustentável para que todos os anos os extrativistas possam continuar a gerar o sustento de suas famílias e da mesma forma conservar o recurso natural, importante tanto para o consumo da sociedade quanto para o equilíbrio ecossistêmico das áreas naturais.

História

A colheita do jaborandi em Carajás tem história. A planta já esteve na lista de espécies ameaçadas de extinção. Tudo em razão da forma de coleta e das condições de trabalho. A retirada das folhas se dava de forma clandestina, indiscriminada e de maneira errada. A planta era arrancada sem critérios técnicos ou boas práticas de produção.

Além disso, os folheiros acampavam dentro da floresta para fazer a colheita em condições precárias e ilegais, vendiam as folhas para atravessadores e obtinham pouco retorno financeiro com o pesado esforço realizado.

A partir do ano de 2000, o governo federal começou a apoiar a organização social dos extrativistas. Com isso, eles foram se articulando e, assim, nasceu a cooperativa, por fim à ação dos atravessadores. Os associados também aprenderam o uso sustentável do jaborandi, com o uso de equipamentos apropriados para a coleta das folhas.


Fonte: ICMBio


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