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Brasil tem boas práticas contra desperdício de alimento, mas perdas chegam a 40%


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O grande desafio, segundo o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, é que o país ainda tem entre 10% e 30% de alimentos desperdiçados desde a colheita até o consumidor, chegando a 40% em alguns casos. Foto: Domínio Público

O grande desafio, segundo o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, é que o país ainda tem entre 10% e 30% de alimentos desperdiçados desde a colheita até o consumidor, chegando a 40% em alguns casos. Foto: Domínio Público

Seminário reuniu especialistas de vários países, além de pesquisadores brasileiros e representantes do varejo e indústria nacionais


1/11/2017

O Brasil está em posição mediana no panorama da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) sobre perdas e desperdício na América Latina, mas apresenta boas práticas, como as centrais de abastecimento (ceasas) e bancos de alimentos, que fortalecem e integram a atuação das unidades de segurança alimentar e nutricional.

O grande desafio, segundo o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, é que o país ainda tem entre 10% e 30% de alimentos desperdiçados desde a colheita até o consumidor, chegando a 40% em alguns casos.

“É ao longo da cadeia que acontecem distintas porcentagens [de desperdícios]”, afirmou Bojanic, que participou do seminário ‘Sem Desperdício – Diálogos Brasil e União Europeia’, promovido no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR). O seminário reuniu especialistas da Dinamarca, Espanha, França, Holanda e Suécia, além de pesquisadores brasileiros e representantes do varejo e indústria nacionais.

Alan Bojanic disse que experiências internacionais bem-sucedidas podem ser adotadas no Brasil para que haja redução substantiva dessas perdas. “Não é só uma questão ética, há também uma dimensão ambiental muito forte como, por exemplo, as elevadas emissões de gases de efeito estufa para a produção dos alimentos que são desperdiçados.”

Segundo o representante da FAO no Brasil, as campanhas de comunicação bem financiadas e de longo prazo existentes na França, com a meta de mudar a atitude dos consumidores, poderiam ser adaptadas ao Brasil. Esse marketing objetiva mostrar à população que o país está enfrentando um problema muito grande e, ao mesmo tempo, como é possível ir mudando o comportamento para tornar realidade a redução do desperdício de alimentos.

Bojanic considerou importante a experiência que vem sendo desenvolvida pela Embrapa no sentido de desenvolver embalagens que protejam e aumentem a vida útil dos alimentos. “As embalagens estão no centro da discussão”, garantiu.

Fonte: Agência Brasil 


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