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Serra da Calçada e Rola-Moça em alerta


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Fogo na Serra da Calçada: ainda não há uma estimativa de quantos hectares foram queimados. Foto: Fernanda Mann

Fogo na Serra da Calçada: ainda não há uma estimativa de quantos hectares foram queimados. Foto: Fernanda Mann

Ainda que controlado, o incêndio que atingiu as duas áreas próximas a Belo Horizonte deixou um rastro de destruição ambiental

 

Fernanda Mann - 06/09/2017

A baixa umidade do ar, os focos criminosos de incêndio e a irresponsabilidade humana vêm destruindo importantes áreas de preservação ambiental de Minas Gerais. Foi o que a reportagem da Ecológico conferiu ontem (05/09), acompanhada do Corpo de Bombeiros, na Serra da Calçada.

O incêndio que atingiu a área e também o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça pode ter começado no bairro Jardim Canadá, após a soltura de fogos de artifício em uma quadra de futebol local.

O ato imprudente anunciou a chegada de uma primavera de poucas cores: 1.452 hectares do parque agora estão totalmente queimados. Mais de 90 bombeiros, militares e brigadistas foram mobilizados, durante cinco dias, para a contenção do fogo. E ainda foram utilizados mais de dez caminhões-pipa, um helicóptero e três aviões de lançamento de água.

O biólogo e gerente do parque, Marcos Vinicius de Freitas, chama a atenção para os severos danos provocados pelo fogo ao Cerrado e à Mata Atlântica locais. Esses biomas são considerados hotspots, ou seja, são áreas que detêm as maiores diversidades de espécies do planeta. “As queimadas geram graves perdas ambientais, de difícil e demorado reparo. Sem contar que provocam o empobrecimento do solo, provocam erosões e interferem na atmosfera e no microclima.”

Mais de 90 bombeiros, militares e brigadistas foram mobilizados, durante cinco dias, para a contenção do fogo. Foto: Fernanda Mann

 

Atitude criminosa

Segundo Edson Aguiar, tenente do Corpo de Bombeiros, 88% dos incêndios florestais são causados pela ação humana. “Fazemos nosso trabalho com muita boa vontade e trabalhamos de coração aberto quanto à prevenção. Mas as pessoas insistem em queimar lixo nessa época do ano, acender fogueiras e não construir aceiros ou preservar a mata de resíduos e descartes que possam iniciar um foco de incêndio.”

Além de todo o trabalho de conscientização ambiental realizado pelos órgãos ambientais e parceiros com a população para a prevenção de incêndios florestais, Minas Gerais também conta com uma base de monitoramento em Curvelo, no norte do estado. O telefone do Disque Alerta de Incêndios Florestais é 0800-28-32-323.

 

Saiba mais: www.ief.mg.gov.br

 


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