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Energias renováveis empregam 9,8 milhões de pessoas no mundo


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Relatório da IRENA mostra ainda que a energia solar fotovoltaica (PV) foi a maior empregadora em 2016, com 3,1 milhões de empregos. Foto: Envolverde

Relatório da IRENA mostra ainda que a energia solar fotovoltaica (PV) foi a maior empregadora em 2016, com 3,1 milhões de empregos. Foto: Envolverde

Novo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável mostra números melhores do que os gerados pelo setor de combustíveis fósseis

 

08/08/2017

As energias renováveis empregavam mais de 9,8 milhões de pessoas em 2016, segundo o mais recente relatório “Energia Renovável e Emprego – Revisão Anual 2017” da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) que acaba de ser divulgado na 13ª reunião do Conselho da IRENA e traz os dados mais recentes sobre empregos e análises sobre os fatores que afetam o mercado de trabalho em energias renováveis.

“A queda dos custos e políticas facilitadoras têm impulsionado o investimento e, por consequência, os empregos em energias renováveis em todo o mundo desde a primeira avaliação anual da IRENA em 2012, quando pouco mais de cinco milhões de pessoas trabalhavam no setor”, destaca Adnan Z. Amin, diretor-geral da agência. “Nos últimos quatro anos, por exemplo, o número de empregos nos setores solar e eólico mais do que dobrou. As energias renováveis estão apoiando diretamente objetivos socioeconômicos mais amplos, com a geração de empregos cada vez mais reconhecida como um componente central da transição energética global. À medida que a balança continua a pender em favor das energias renováveis, esperamos que o número de pessoas trabalhando neste setor possa chegar a 24 milhões até 2030, mais do que compensando as perdas de postos de trabalho com combustíveis fósseis e se tornando um grande motor de desenvolvimento econômico em todo o mundo”, acrescentou.

O relatório mostra que as energias renováveis empregavam 8,3 milhões de trabalhadores em todo o mundo em 2016, excluindo-se as grandes hidrelétricas. Se contabilizarmos os empregos diretos gerados por elas, o número total de empregos em energias renováveis no mundo sobe para 9,8 milhões. A maior parte deles se concentra na China, no Brasil, nos Estados Unidos, na Índia, no Japão e na Alemanha. Na China, por exemplo, 3,64 milhões de pessoas trabalharam em energias renováveis em 2016, um aumento de 3,4% em relação ao ano anterior.

O relatório da IRENA mostra ainda que, nesse setor, a energia solar fotovoltaica (PV) foi a maior empregadora em 2016, com 3,1 milhões de empregos – 12% a mais em relação a 2015 – principalmente na China, Estados Unidos e Índia. Nos EUA, os empregos na indústria solar aumentaram 17 vezes mais rápido do que a economia como um todo, crescendo 24,5% em relação ao ano anterior para mais de 260 mil. As novas instalações eólicas contribuíram para um aumento de 7% no emprego eólico global, que alcançou a marca de 1,2 milhão de postos de trabalho. O Brasil, a China, os Estados Unidos e a Índia também se revelaram mercados-chave de bioenergia, com os biocombustíveis respondendo por 1,7 milhão de empregos, a biomassa por 700 mil e o biogás 300 mil.

“Ao incluir dados de grandes hidrelétricas, este ano a agência traçou um quadro mais completo sobre os empregos no setor das energias renováveis. É importante reconhecer esses 1,5 milhão de trabalhadores, pois eles representam a maior tecnologia de energia renovável por capacidade instalada”, disse Rabia Ferroukhi, chefe da Unidade de Política da IRENA e diretora-adjunta de Conhecimento, Política e Finanças.

O relatório também informa que, globalmente, 62% dos postos de trabalho em renováveis estão localizados na Ásia. Empregos em instalação e manufatura continuam a migrar para aquela região, especialmente para Malásia e Tailândia, que se tornaram centro mundial de fabricação de energia solar fotovoltaica.

Na África, os avanços no uso das energias renováveis em concessionárias de serviços públicos foram grandes, gerando 62 mil empregos no continente. “Em alguns países africanos, com recursos e infraestrutura adequados, estamos vendo postos de trabalho surgirem em fabricação e instalação para projetos com escala de serviços públicos. Para grande parte do continente, entretanto, as energias renováveis distribuídas, como a energia solar fora da rede, estão trazendo acesso à energia e desenvolvimento econômico. Estas soluções de mini-grid e off-grid estão dando às comunidades a chance de superar a falta de infraestrutura de energia elétrica tradicional e criar novos postos de trabalho no processo”, disse Ferroukhi.

 

Fonte: Envolverde

 


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