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Impactos da Samarco sobre tartarugas vão ser monitorados


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Tamar irá monitorar como a lama tóxica afeta as tartarugas. Foto: Outras Palavras.

Tamar irá monitorar como a lama tóxica afeta as tartarugas. Foto: Outras Palavras.

Pescadores e moradores tradicionais vão ser mobilizados para encontrar e acompanhar fêmeas, ninhos e filhotes de tartarugas-marinhas, no litoral do Espírito Santo.

 

03/07/2017

O contrato para o estudo foi assinado na semana passada entre a Fundação Pró-Tamar e a Fundação Renova, responsável por restaurar os danos provocados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.

O monitoramento vai avaliar os impactos da lama despejada pela Samarco no Rio Doce sobre os animais e orientar ações de reparação e compensação. Entre os aspectos a serem avaliados estão a reprodução e alimentação das tartarugas.

“O monitoramento vai se estender por cinco anos, em 156 quilômetros de praias, de Aracruz a Conceição da Barra”, explica a bióloga Andréia Azevedo, diretora de Desenvolvimento Institucional da Fundação Renova.

Os primeiros resultados deverão ser apresentados em seis meses. O levantamento será feito ao longo de todo o ano, dia e noite, mas reforçado entre setembro e março, período de desova das tartarugas. A expectativa da Fundação Renova é que, além de apresentar informações sobre a conservação das tartarugas, o estudo também gere novas oportunidades de emprego e aumento de renda para a população da região.

 

Painel

A Fundação Renova já havia anunciado, no início deste mês, uma parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês), que vai liderar o Painel Independente de Assessoramento Científico e Técnico (Istap, em inglês). 

A missão desse painel é acompanhar as ações de recuperação na região do Rio Doce pelos próximos cinco anos. A presidente do WWF Internacional, Yolanda Kakabadse, será a coordenadora do trabalho.

A composição do painel, bem como sua agenda, conclusões e recomendações dos especialistas envolvidos serão públicas e divulgadas periodicamente, inclusive pela internet.

O painel será formado por outros seis integrantes, escolhidos por meio de edital público. A atuação será dividida inicialmente em seis eixos temáticos: vida terrestre, marinha e ribeirinha; estratégia, toxicologia; impactos sobre ecossistemas, remediação dos ecossistemas; gestão de água, resíduos e rejeitos; e práticas sustentáveis.

 

Fonte: O Eco


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