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Veadeiros assegura título de patrimônio mundial


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Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Foto: Leonardo Milano/ICMBio

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Foto: Leonardo Milano/ICMBio

Reconhecimento estava em risco por causa das ameaças à integridade do parque, mas Unesco afastou de vez os temores tendo em vista a decisão do governo brasileiro de ampliar a unidade

 

07/07/2014 

A 41ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), realizada nesta quarta-feira (05/07), em Cracóvia, na Polônia, afastou o risco que o Brasil corria de perder o título de patrimônio mundial do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Goiás.

O diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial em Unidades de Conservação do ICMBio, Cláudio Maretti, que estava na reunião, comemorou a decisão. “Graças ao fundamental processo de ampliação dessa unidade de conservação, conseguimos o reconhecimento do Comitê do Patrimônio Mundial”, ressaltou. Segundo ele, o Comitê, órgão decisório da Convenção sobre o Patrimônio Mundial, felicitou o Brasil pela ampliação do parque.

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi criado em janeiro de 1961 (Decreto Presidencial N ° 49.875), mas teve sua área significativamente reduzida por três vezes. Com isso, corria o risco de perder o título de patrimônio natural da Unesco.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, entretanto, a UC foi ampliada de 65 mil hectares para 240 mil hectares, ou seja, quase quatro vezes o seu tamanho atual, por decreto assinado pelo presidente da República, Michel Temer.

Além de Alto Paraíso, Cavalcante e Colinas do Sul, que já eram abrangidos pelo parque, os novos limites incluem parte dos municípios de Teresina de Goiás, Nova Roma e São João da Aliança, formando com outras áreas protegidas da região – APA estadual do Pouso Alto e 22 reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs) – e mais o território quilombola Kalunga, um vasto mosaico de unidades de conservação.

O parque é refúgio de espécies ameaçadas de extinção ou endêmicas (só existem no local), como o cervo-do-Pantanal, lobo-guará, pato-mergulhão e a onça-pintada, maior mamífero carnívoro da América do Sul.

 

Fonte: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade


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