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Humor Veríssimo


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Luís Fernando Veríssimo: humor e literatura - Imagem: Divulgação

Luís Fernando Veríssimo: humor e literatura - Imagem: Divulgação

16/03/2017 – por Cristiane Mendonça, Revista Ecológico

Fui apaixonada por ele durante um bom tempo. Afinal, sempre gostei de homens bem humorados e ele é um expert no assunto! Mas, como toda paixão, a minha também se transformou um dia. E hoje está guardada na estante das minhas boas memórias. Vez ou outra retorno para matar a saudade.

Foi assim que me tornei leitora assídua do escritor Luís Fernando Veríssimo, gaúcho, nascido em Porto Alegre, no dia 26 de setembro de 1936, e filho do grande escritor Érico Veríssimo. Apesar da fama de extremamente tímido e da aparência bonachona, Luís Fernando fez da ironia e do humor seus traços mais marcantes na literatura, nos cartuns e na televisão brasileira. Jornalista, começou sua carreira no Jornal Zero Hora, na capital gaúcha, no final de 1966. Mas foi como escritor que ficou conhecido nacionalmente.

Autor de dezenas de livros, entre eles, “Comédias para se ler na escola”, “Para gostar de ler”, “As mentiras que os homens contam”, “Sexo na cabeça”, “Todas as histórias do analista de Bagé”, criador de quadros para o programa “Planeta dos Homens”, da TV Globo, na década de 1970, além de crônicas que inspiraram séries de TV, como “A comédia da vida privada”, nos anos 1990, também na Globo, e “Amor Veríssimo”, mais recentemente, no canal GNT. E, ainda, criador de cartuns como “Aventuras da família Brasil” e “As cobras”.

Com 80 anos de idade, casado, pai de três filhos e avô, Veríssimo consegue inclusive ser um dos escritores mais citados na internet, recebendo a autoria, às vezes, de textos que nem foram escritos por ele. No entanto, como literatura e humor são uma mistura para bons e poucos, a Revista Ecológico separou algumas frases verdadeiras para você se deliciar e descontrair um pouco. Confira:

 

Tempos Modernos

“Uso o computador como uma máquina de escrever com memória, uso bastante o Google, que fornece erudição instantânea, e não poderia mais viver sem o e-mail. Mas não frequento muito a internet. E participaria de qualquer passeata contra o telefone celular.”

 

Carreira

“Até os 30 anos, fora umas traduções do inglês, eu nunca tinha escrito nada e não tinha intenção alguma de ser escritor. Muito menos jornalista. Foi quando eu comecei a trabalhar em um jornal, com mais de 30 anos, e me deram um espaço assinado para fazer. Foi aí que eu descobri que sabia fazer aquilo.”

Livros de Luís Fernando Veríssimo

 

Americanos

"É bom ser americano. Você ganha em dólar, não tem nenhuma dificuldade para dizer o “th” em inglês e, o melhor de tudo, nunca precisa crescer."

 

B

“É a primeira letra de Bach, Beethoven, Brahms, Béla Bartók, Brecht, Beckett, Borges e Bergman. Mas também de Bigorrilho, o que destrói qualquer tese.”

 

Casamento

“O casamento foi a maneira que a humanidade encontrou de propagar a espécie sem causar falatório na vizinhança.”

 

Selfie

“Tirar a própria fotografia é a terceira coisa mais íntima que uma pessoa pode fazer com ela mesma, depois da masturbação e do suicídio.”

 

Ler

“De certa maneira, livro é melhor do que sexo. Você pode tomar um uísque antes, depois e durante. Livro é sempre com a luz acesa. E livro nunca está com dor de cabeça.”

 

Política

“A desmoralização da política e dos políticos deve preocupar a todos, porque a falência da política é a falência da democracia. A conclusão de que o que não está funcionando é a própria democracia é perigosa. O que falta é mais democracia. Mais liberdade, igualdade e fraternidade, o trio maravilha.”

Melhores frases de Luís Fernando Veríssimo

 

Liberdade

“Eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.”

 

Humor

“Só acredito naquilo que posso tocar. Não acredito, por exemplo, em Luiza Brunet.”

 

Mídia

“Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data.”

 

Autoconhecimento

“O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença.”


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