Quarta, 18 de abril de 2018

FAS 10 anos

Fundação Amazonas Sustentável completa uma década fazendo a floresta valer mais em pé do que derrubada

Hiram Firmino de Manaus- redacao@revistaecologico.com.br



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Sediada em Manaus, capital do Amazonas e coração pulsante da maior floresta do planeta, a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) comemorou, com muita emoção e números positivos, seu décimo aniversário. Eleita a melhor ONG da Região Norte do Brasil em 2017 pelo Instituto Doar, a FAS celebrou a redução do desmatamento de 58% na sua área de atuação, graças às iniciativas de geração de renda para quase 40 mil pessoas, moradores ribeirinhos de 16 Unidades de Conservação (UCs ) no Estado.

Desde sua criação em 2008, fruto de um acordo entre o Banco Bradesco e o Governo do Amazonas, a fundação já estabeleceu 189 parcerias, entre elas uma com a Coca-Cola Brasil, mantenedora do Fundo Amazônia/BNDES, que financia o Programa Bolsa Floresta (PBF), e outra com a Samsung Brasil, parceira do Programa Educação e Saúde (PES). Juntas, as organizações ajudam a levar ações de empoderamento e cidadania socioambiental para uma área de 10,9 milhões de hectares, equivalente ao tamanho de Portugal.

“Chegamos até aqui com a sensação de termos feito um trabalho com resultados significativos, com impactos concretos sobre a melhoria da qualidade de vida das comunidades à beira dos nossos rios e a conservação das nossas florestas. Isso é possível, sim. É garantir cidadania, reduzir desigualdades e valorizar a maior riqueza em biodiversidade que só a Amazônia e o Brasil, com sua imensidão de água, têm”, destacou Virgílio Viana, superintendente-geral da FAS.

 “Melhorar a qualidade de vida dos ribeirinhos é a nossa missão maior. Fortalecidas e organizadas, essas comunidades evitarão o desmatamento e protegerão a Floresta Amazônica, que é fundamental para as chuvas que chegam ao Sudeste e Centro-Oeste e, portanto para a economia do país”, enfatizou o presidente do Conselho de Administração da Fundação, Benjamin Sicsú.

 

Inspirar soluções

Nessa década, promover soluções inovadoras para a conservação da floresta tem sido o eixo principal de atuação da FAS. Seu programa pioneiro, Bolsa Floresta, já saltou de quatro para 40 mil beneficiários, que fortalecem suas práticas participativas e incrementam sua atuação com quatro subprogramas responsáveis por geração de renda, melhoria de qualidade de vida e empoderamento para ribeirinhos moradores de UCs.

“O objetivo é assegurar a eles condições de atuação mantendo a floresta em pé, por meio da geração de renda sustentável, da valorização do saber tradicional e do fortalecimento de lideranças da floresta”, completou a coordenadora-geral da iniciativa, Valcleia Solidade.

Segundo ela, isso tornou possível o apoio da Fundação em 16 cadeias produtivas prioritárias, como cacau, castanha, manejo sustentável de madeira de pequena escala, óleos vegetais, açaí, artesanato e turismo. Fornecer, de forma participativa, investimentos em ações estruturantes, além de formação e capacitação. Investimentos que mudaram a vida de pessoas que desmatavam a floresta há décadas, como Roberto Brito, 37, morador da comunidade Tumbira. Foi como ele agradeceu, durante a solenidade simples, mas emotiva, acorrida na sede da fundação, inclusive regada a lágrimas: “A gente não sabia o que era sustentabilidade. E os projetos trouxeram uma visão nova e que a gente se abriu para ouvir. A partir disso, eu mesmo nunca mais derrubei um pé de árvore para vender. E hoje me orgulho de mostrar as árvores que eu cuido e preservo para quem visita a nossa comunidade”.

Roberto é gerente da Pousada Garrido, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, cuja comunidade passou a contar, em 2010, com escola, alojamento para alunos e professores, laboratório de informática e biblioteca, incluídos no Núcleo de Conservação e Sustentabilidade (NCS) Agnello Uchôa Bittencourt. Desde a criação, seus moradores passaram a receber visitantes de 20 países, como uma das atividades de renda mais importantes hoje do Rio Negro.

Educação cidadã

Reduzir as desigualdades e promover o direito à educação, saúde e cidadania em comunidades ribeirinhas se tornou um dos objetivos estratégicos da FAS para o alcance do desenvolvimento sustentável na Amazônia. Por isso, desde 2012, a fundação também desenvolve o Programa de Educação e Saúde (PES), que leva educação formal adaptada à realidade amazônica para 622 estudantes de áreas remotas, por meio dos nove Núcleos de Conservação e Sustentabilidade (NCS) construídos em parceria com Samsung Brasil, Marriott International, Coca-Cola Brasil e Bradesco.

Saiba mais: fas-amazonas.org.br

 

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