Quarta, 18 de abril de 2018

Seremos nós os degredados filhos de Eva?

Hiram Firmino - redacao@revistaecologico.com.br



font_add font_delete printer

Segundo o livro “Os Exilados da Capela”, de autoria do escritor espírita Edgard Armond, publicado em 1949, há uma tribo rudimentar na África  na qual os moradores acreditam que seus ancestrais não nasceram na Terra. Mas, sim, vieram rebaixados de um outro planeta mais evoluído.

Mesmo sem qualquer instrumento óptico, eles veneram o céu estrelado e apontam uníssonos, com os dedos, onde fica esta outra sua casa de origem. É Capela, perto da Constelação de Órion. 

Pois essa história, se verdadeira, pode ser a história espiritual da humanidade que ainda não foi contada.

Segundo Armond, havia uma civilização adâmica muito mais desenvolvida que a nossa, em termos morais e intelectuais, que habitava o quarto planeta em órbita de Capela. Nem corpo físico esses seres tinham mais, tamanha sua evolução espiritual. Só corpo etéreo e energia. Um tipo de humanidade em paz consigo mesma e com a natureza do planeta em que vivia. Até que surgiu uma minoria desses seres meio “fora do eixo”.

Espíritos amorais e de índole má, corruptos e sem ética que, ao longo do tempo, foram crescendo em números cada vez maiores, a ponto de desestabilizar o equilíbrio energético do planeta.

A turma do bem, comandada por espíritos mais iluminados, interveio e não deixou que isso acontecesse. Realizou uma eleição geral e, em nome da harmonia defendida pela maioria, decidiu-se democraticamente pela eliminação dessa ameaça real.

Degredados, aqueles seres contrários foram despachados para uma esfera  terrestre menos evolutiva de aprendizado. Algo como repetirem de ano, no Planeta Terra, onde estamos desde então.

Sem corpos físicos para se reproduzir aqui e enfrentar a adversidade da natureza hostil, cheia de feras e climas mutantes, seus espíritos tiveram de encarnar nos primatas mais evoluídos que existiam no planeta: nos macacos, gorilas e chimpanzés. Isso também explicaria o nosso elo perdido, como espécie Homo sapiens que somos hoje.

Seríamos então, todos nós, descendentes de Capela, vide o nosso lado obscuro no paraíso? Vide o que estamos fazendo cada vez mais de ruim, de corrupto, de antiético, de ignorante e de criminoso com a natureza do planeta?

Com a água, o bem mais valioso que mantém a vida na Terra? E com o próximo, igualmente sedento e sem amor ao nosso lado?

Melhor rezarmos a oração da “Salve Rainha” que nossos pais nos ensinaram e não prestávamos atenção nas palavras, enquanto crianças: 

“Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida (água), doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas...”

Salvemos, portanto, o 8o Fórum Mundial da Água, o maior evento ambiental pós Eco/92, pela primeira vez realizado no Hemisfério Sul do planeta, mais precisamente no coração do planalto central do Brasil, junto às últimas águas de março fechando o verão.

É o que a Revista Ecológico reporta nesta sua edição especial, úmida de informação e esperança, de modo a evitar que sejamos exilados pela segunda vez, por ainda não termos aprendido a lição nem agradecido pela biosfera celeste maravilhosa que nos abriga.

Este planeta Terra não por acaso chamado “Água”. Água amazônica e franciscana que, aos poucos, se escasseia, respondendo, em desertos, aos nossos pecados hídricos de cada dia.

Nem tudo, caros leitores, está perdido. Segundo apontou o Fórum, que teve a participação de cientistas e representantes hídricos de 172 países, ainda existe água nas lágrimas da natureza.

Boa leitura!

Até a próxima lua cheia.

Compartilhe

Comentários

Nenhum comentario cadastrado

Escreva um novo comentário
Outras matérias desta edição