Quinta, 22 de março de 2018

"Minas Gerais avançou"

Entrevista: Marília carvalho, diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam)



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Marília:

Marília: "A experiência de Minas no enfrentamento da crise hídrica será apresentada no Fórum"

Quais são as expectativas do IGAM para o Fórum Mundial da Água?

Este é o maior evento global sobre a temática água e reunirá em Brasília, um número expressivo de pessoas, de diversos países, que vivenciam múltiplas experiências com o uso e a gestão de recursos hídricos. Paralelamente, haverá o “Fórum Alternativo Mundial da Água”, que também discutirá o tema em escala global, reforçando a visão da água como um direito elementar à vida. Conhecer, debater e interagir com toda essa diversidade de saberes, práticas e opiniões será extremamente rico e estratégico para se aprimorar a gestão dos recursos hídricos no âmbito local e regional. Será ainda um momento para estabelecer parcerias e cooperações, que são fundamentais em se tratando de um recurso que ultrapassa as fronteiras políticas.

O Igam também irá compartilhar as suas experiências no evento. É importante destacar que o Estado, embora enfrente importantes desafios, também registra avanços significativos na implementação da política de recursos hídricos, sendo referência no país. No evento, por exemplo, será apresentada a experiência do governo no enfrentamento da escassez hídrica no Estado no período de 2015 a 2018 e a gestão compartilhada da água com São Paulo e Rio de Janeiro, em um painel promovido pelo governo paulista.

 

Que exemplos de gestão e preservação hídrica Minas Gerais levará para o Fórum?

Com objetivo de ampliar a contribuição de Minas Gerais para os diálogos do evento, o Igam produziu, de maneira coletiva, a publicação “Compartilhando experiências das Águas de Minas Gerais”, que será lançada durante o Fórum. Em dois volumes, a obra reúne 63 artigos de governos, universidades, organizações não governamentais e empresas. E apresenta estudos e boas práticas que promovem o uso sustentável de recursos hídricos no Estado. Os autores foram selecionados a partir de um chamamento público. A publicação estará disponível também em formato digital, no site do Igam (www.igam.mg.gov.br).

Por meio do documento, o Igam também apresentará um breve panorama da gestão das águas no Estado, com enfoque na implementação dos instrumentos de gestão e nas ações realizadas para o enfrentamento da escassez, integrando instrumento de regulação e fiscalização. Nesse tema, será destacada uma experiência bem-sucedida na bacia do rio das Velhas, nos anos de 2015 a 2017. Ressalta-se, ainda, o esforço no aprimoramento na gestão de dados e informações, com a construção de novas ferramentas como a Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE), que traz melhorias no acesso aos dados geográficos do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), e o sistema de Cadastro de Uso Insignificante de Recursos Hídricos, que tem como objetivo estimular a regularização dos pequenos usos.

 

A publicação também levará experiências locais?

Sim. A exemplo de programas de produção e conservação de águas desenvolvidas por municípios como Igarapé e Bom Despacho. Outro destaque é o programa “Pró-Mananciais”, em implementação pela Copasa, que se propõe a recuperar e preservar as bacias hidrográficas e as áreas de recarga de mananciais superficiais e subterrâneos onde a Companhia capta água para o abastecimento público. Mostrará, ainda, experiências de instituições de ensino e pesquisa no desenvolvimento de estudos e novas tecnologias que possam contribuir para a melhoria ambiental. Um exemplo é o Centro de Pesquisa e Treinamento em Saneamento (CePTS) da Universidade Federal de Minas Gerais e a Copasa, que desenvolveram uma tecnologia mais simples e eficiente para o tratamento de efluentes e a recuperação de subprodutos do tratamento, lodo e biogás.

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