Segunda, 06 de novembro de 2017

Star Trek

Roberto Francisco de Souza (1) - redação@revistaecologico.com.br



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O que fazíamos antes, continuamos a fazer, só que muito mais rápido e de forma mais global. Nesta última, estamos revolucionando o futuro!

O que fazíamos antes, continuamos a fazer, só que muito mais rápido e de forma mais global. Nesta última, estamos revolucionando o futuro!

Quem hoje não sente o tempo e o espaço deslocarem se à sua volta? Tudo é novo, quase nada compreendemos. A história começa em 1965, quando o químico Gordon Moore escreve: “A complexidade para custos mínimos de componentes tem aumentado a uma taxa de aproximadamente dois para um a cada ano. Certamente, a curto prazo, não se pode esperar que esta taxa permaneça, se não aumentar.

A longo prazo, a taxa de aumento é um pouco mais incerta, embora não haja razão para acreditar que não vai permanecer quase constante durante pelo menos 10 anos”. Moore era fundador da Intel e tinha 36 anos. Hoje tem 88 e não consta que tenha desejado formular uma lei sobre o futuro da informática de sã consciência, mas acabou por fazê-lo. E, tendo feito - olha que sua lei vale ainda hoje -, em julho de 2015 a IBM deu sinais de que vai estender sua validade por mais um tempo.

Mas não se engane ou pense que a Lei de Moore era mesmo dele ou, sendo mais exato um pouco, disesse respeito só a chips de computador. Na biologia, há um conceito de crescimento biológico exponencial que diz assim: “Quando a disponibilidade de recursos é ilimitada no hábitat, a população de um organismo que vive no hábitat cresce de forma exponencial ou geométrica”.

Tudo cresce hoje exponencialmente, de populações a debates sobre política e sexualidade, amplificado pelas revoluções de nossa história. De verdade, não gosto do termo “Revolução Industrial”. Primeiro, porque há mais revoluções significativas na história da humanidade que ficaram menores diante da técnica. Segundo, porque chamá-la de “industrial” é trocar a causa pelo efeito. Foram, na verdade, revoluções do conforto ou das facilidades humanas. Mostro isso na tabela abaixo.

Repare na quinta coluna. O que há de comum entre as três primeiras revoluções do conforto (pode chamá-las “industriais” se quiser...) e que na quarta é diferente?

As três primeiras revolucionaram coisas que nós compreendíamos. O que fazíamos antes, continuamos a fazer, só que muito mais rápido e de forma mais global. Nesta última, estamos revolucionando o futuro!

Por mais que nossa capacidade de projetar o futuro tenha nos tornado diferentes das outras espécies, podemos apenas projetá-lo, não o certificar. Pela primeira vez na história da humanidade estamos fazendo algo que nunca fizemos e cujo resultado não será óbvio. Desta vez, tememos o futuro que estamos construindo tanto quanto o bendizemos.

Tememos o que os destinatários dessa inteligência, algoritmos não biológicos, poderão fazer com a tal inteligência que dermos a eles. Estamos “deslocados” em um mundo que não compreendemos mais! É por isso que precisamos conversar, reunirmo-nos em torno da fogueira digital que se tornou a internet e entender o novo mundo à nossa volta. Quem compreender primeiro, terá vantagens. 

É possível que nós descubramos que há limites, que “para o homem não existe nada melhor do que comer, beber e se alegrar no trabalho que realiza.

(Eclesiastes 2:24)”. Ou não: talvez descubramos que podemos mais, não que possamos mais que Deus, o “Antes”, como gosto de chamá-Lo, mas que, exatamente por causa Dele e em respeito a Ele, qualquer que seja a forma que tome, seguiremos em frente “audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve”.

Saiba mais

TECH NOTES

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l Como a biologia também pode ser exponencial
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