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Segunda, 06 de novembro de 2017

Do produtor de água ao Jesus hídrico

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A última reportagem da série “A Serra pede Paz”, sobre o falso dilema envolvendo a construção de um novo hospital de câncer pela Oncomed, onde funcionava o Instituto Hilton Rocha,na Serra do Curral, será  publicada em nossa próxima edição, lua
cheia de novembro.

A última reportagem da série “A Serra pede Paz”, sobre o falso dilema envolvendo a construção de um novo hospital de câncer pela Oncomed, onde funcionava o Instituto Hilton Rocha,na Serra do Curral, será publicada em nossa próxima edição, lua cheia de novembro.

Do produtor de água ao Jesus hídrico

Recém-eleito em chapa única, com 99% dos votos válidos, à presidência da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões mostrou por que ganhou mais três anos de mandato e confiança do setor. Foi na abertura do seminário “Minas no Caminho das Águas”, realizado pela Fiemg no último dia seis, lua cheia de outubro, na capital mineira. Ele mostrou, com muita informação, que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) espera que o Brasil aumente em 40% a sua produção agrícola para ajudar o mundo a alimentar nove bilhões de  habitantes. E que os produtores rurais não são apenas “usuários” das águas, as quais, em grande parte, retornam naturalmente ao sistema hídrico. Mas, sim, e cada vez mais, seus “produtores” estratégicos, por serem os principais interessados em preservá-las.

Os últimos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), comprovados por imagens de satélite da Embrapa, em 620 mil propriedades rurais de Minas, mostram a preservação de 33%, em média, de suas vegetações nativas: “Mais que os 20% de reserva legal, exigidos pela legislação brasileira”– disse Roberto, lembrando que mais de mil cursos técnicos sobre proteção e recuperação de nascentes foram realizados pelo Serviço Nacional de Aprendizado Rural (Senar) em 350 municípios mineiros. Engenheiro Agrônomo e mestre em Economia Rural pela UFV, ele defendeu ser plenamente possível tornar sustentável o trinômio lavoura-pecuária-florestas e sua relação com os recursos hídricos:

“Eu mesmo virei pregador. Venho pregando isso, a todos os ventos, para os nossos associados. Afinal, dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) lançado em 2015, pela ONU,

13 estão ligados diretamente à agricultura, a esse recurso valioso que são as nossas águas. Se de um lado aumenta a nossa preocupação, de outro, também, a nossa esperança.”

 

Jesus ecológico

O recado de esperança de Roberto Simões foi elevado, em seguida, com a fala surpreendente do advogado e ambientalista Mário Werneck, secretário municipal de Meio Ambiente de BH. Primeiro ele compartilhou com a plateia um ensinamento de seu primo emblemático, o amoroso ambientalista Hugo Werneck (in memoriam), a quem a Revista Ecológico é dedicada em todas as luas cheias: “Antes de revitalizarmos o planeta” – ele me ensinou na beira do Velho Chico - “temos de revitalizar o homem”. E pediu licença para falar de um outro homem, filho de um carpinteiro, que dividiu a história recente da humanidade, antes e depois Dele: “Quero lembrar de Jesus, que também foi ambientalista. Seu primeiro milagre foi transformar água em vinho. Andava sobre as águas e só pregava nas montanhas, em Áreas de Proteção Permanente (APPs). A última caminhada de Jesus partiu de uma Unidade de Conservação (UC), o Jardim das Oliveiras. E quando O espetaram, do seu corpo saiu... água!”. E concluiu:

“Se a gente ainda não consegue ouvir a natureza e respeitar a questão hídrica, o que ela está nos dizendo, pelo menos nos lembremos de Jesus. Temos de aceitar, como Ele demonstrou, que a água e a natureza do planeta têm uma ligação direta com Deus. Esse grande ser humano gostava muito de água. O nosso caminho em comum, o caminho de Minas como a caixa d'água do país, passa pelas águas. A nossa esperança e saudação a elas também passa por Deus”.

Avanço histórico

Durante a 97ª Reunião Plenária do CBH Rio das Velhas, o governo estadual anunciou o investimento de R$ 530 milhões, nos próximos cinco anos, em obras de saneamento nos municípios de concessão da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) que integram a Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas.

Segundo Sinara Meireles, presidente da Companhia estão contempladas obras de ampliação da coleta, interceptação e tratamento de esgoto, bem como investimentos em programas ambientais, mobilização social e conservação de mananciais desses municípios. Marcus Vinícius Polignano, presidente do Comitê e que também assinou o Termo de Adesão da Copasa ao Programa Revitaliza Rio das Velhas, afirmou que o ato é um “avanço histórico”.

 

 A serra pode esperar

A última reportagem da série “A Serra pede Paz”, sobre o falso dilema envolvendo a construção de um novo hospital de câncer pela Oncomed, onde funcionava o Instituto Hilton Rocha, na Serra do Curral, será publicada em nossa próxima edição, lua cheia de novembro.

 

Aconteceu

SARNEY FILHO, ministro do Meio Ambiente, Suely Mara, presidente do Ibama, Alexandre Sion, da Sion Advogados, e Luiz Fernando Barreto, presidente da ABRAMPA, na 129ª Reunião do Fórum Permanente da EMERJ, no Palácio de Justiça, Rio: por um Ministério Público mais verde.

 

Reflexão

“Compliance não é requisito competitivo de mercado; mas uma mudança de cultura. Um instrumento necessário de sobrevivência ética e moral. E uma resposta real do mundo corporativo ao clamor social contra a corrupção.”

Renata Willens, diretora jurídica da CBMM, durante palestra no "XXII Congresso Nacional do Ministério Público", na capital mineira.

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