Domingo, 09 de julho de 2017

Itaipu na biosfera

Primeira usina a integrar a Rede Mundial de Reservas da Biosfera, Itaipu Binacional também se destaca com planta inédita para a produção de biometano

Luciana Morais - redacao@revistaecologico.com



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Vista aérea do Refúgio Biológico Bela Vista: biodiversidade preservada. Foto: Divulgação/Itaipu

Vista aérea do Refúgio Biológico Bela Vista: biodiversidade preservada. Foto: Divulgação/Itaipu

Avançar na geração de energia elétrica de forma limpa e parceira, comprometida com o desenvolvimento de seu entorno e disposta a contribuir para a conservação da biodiversidade. Essa tem sido a tônica das ações da Itaipu Binacional, que fecha o primeiro semestre de 2017 com novas conquistas a comemorar.

A mais recente delas foi a incorporação das áreas preservadas do lado paraguaio da hidrelétrica ao programa Man and the Biosphere (MAB), da Unesco, aprovada durante reunião ocorrida em meados de junho, em Paris. A Rede Mundial de Reservas da Biosfera reúne áreas destinadas à pesquisa cooperativa, à proteção do patrimônio cultural e à promoção do desenvolvimento sustentável em 120 países.

Esse reconhecimento internacional é fruto de esforços empreendidos por Itaipu, especialmente nas últimas décadas, visando à recomposição de áreas nas duas margens da hidrelétrica. Na próxima reunião do MAB, em 2018, a ideia é apresentar uma proposta de extensão da reserva da biosfera, de forma a abranger também as áreas protegidas pela companhia no lado brasileiro.

Atualmente, Itaipu mantém sete reservas e refúgios biológicos, totalizando 41 mil hectares protegidos. No Brasil, estão os refúgios Bela Vista e Santa Helena. No Paraguai, as reservas Itabó, Limoy, Carapá, Tati Yupi e Yui Rupá. A empresa atua ainda na difusão da aquicultura e da piscicultura em seu reservatório, além de apoiar práticas de produção agropecuária mais amigáveis ao meio ambiente nas comunidades do entorno.

 

Até restos de poda de grama são usados como matéria-prima na produção de biometano. Foto: Divulgação/Itaipu

 

Inovação

Vencedora do “Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza 2016”, na categoria "Homenagem do Ano", graças ao programa “Cultivando Água Boa”, Itaipu segue investindo também em projetos voltados para o aproveitamento de insumos e recursos com base no conceito da economia circular.

A Binacional inaugurou, em dois de junho, uma planta inédita de biometano no complexo de sua usina, em Foz do Iguaçu (PR). Desenvolvida em parceria com o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), a unidade inova ao usar como matéria-prima poda de grama, esgoto e restos orgânicos de restaurantes gerados na própria hidrelétrica.

Com tecnologia 100% nacional, a produção da nova planta é estimada em 4.000 m3 de biometano/mês, volume suficiente para abastecer 80 dos 250 veículos da frota interna de Itaipu. Outra vantagem da iniciativa é o menor custo do biometano: R$ 0,26/m³ contra R$ 0,36 do etanol, o que resultará numa economia mensal de R$ 15 mil.

Otimista, o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Vianna, frisou que o objetivo é replicar esse modelo país afora, comprovando a viabilidade ambiental, econômica e social da produção de biocombustível com o uso de resíduos urbanos em empresas, cooperativas e municípios.

“Conseguimos fechar o ciclo da produção do biogás e isso é motivo de grande orgulho para todos nós. Temos uma planta que foi concebida em módulos e, portanto, pode ser adaptada às diferentes escalas de produção. Queremos seguir avançando e fortalecendo a nossa vocação maior, que é a geração de energia limpa e renovável.” 

 

Fique por dentro:

O biogás é uma mistura de gases composta principalmente por metano e dióxido de carbono. É normalmente obtida através do tratamento de resíduos domésticos, agropecuários e industriais, por meio de processo de biodegradação anaeróbia, ou seja, na ausência de oxigênio. Já o biometano é resultado do processo de purificação do biogás e tem características similares ao do gás natural.

 

Saiba mais:

www.itaipu.gov.br
www.cibiogas.org

(*) A repórter viajou a convite da empresa.

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