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Segunda, 05 de junho de 2017

Revitalizando Nascentes

Restauração da capacidade hídrica em olhos-d’água da Bacia do Rio Manhuaçu vai beneficiar a saúde do Rio Doce e garantir oferta de água a produtores rurais



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Técnicos realizaram mapeamento e diagnóstico dos olhos-d’água em propriedades rurais. Foto: Instituto Terra/Divulgação

Técnicos realizaram mapeamento e diagnóstico dos olhos-d’água em propriedades rurais. Foto: Instituto Terra/Divulgação

 

Com o apoio do Projeto Plantando o Futuro, o Instituto Terra está recuperando 1.000 nascentes de afluentes da Bacia Hidrográfica do Rio Manhuaçu, que banha 28 municípios e deságua no Rio Doce. A iniciativa, que é chamada de “Programa Olhos D’Água”, vai beneficiar inicialmente 500 proprietários rurais da região, e está sendo executada por meio do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (Fhidro).

Os recursos do fundo foram liberados a partir da assinatura de convênio entre o Instituto Terra e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). O termo prevê o investimento de R$ 5,7 milhões para restituir a Bacia do Rio Doce, o que beneficia diretamente o Rio Manhuaçu, que nasce na Serra da Seritinga, na Zona da Mata. A empresa ArcelorMittal Brasil também está apoiando as atividades, ao doar parte dos materiais usados para cercar os olhos-d’água.

Após o cadastramento inicial de 1.043 nascentes, técnicos do Instituto Terra realizaram, ao longo de 2016, os diagnósticos ambientais para determinar as unidades rurais participantes, bem como os olhos-d’água que necessitam de intervenção.

 

O Instituto Terra também vai doar mudas de espécies nativas da Mata Atlântica para os plantios ao redor dos olhos-d'água

 

A maioria das nascentes mapeadas está em áreas degradadas, assoreadas e cobertas por gramíneas. A partir do diagnóstico, o programa entrou na fase de finalização do projeto técnico, que vai apontar as ações de proteção necessárias em cada nascente, bem como delimitar a área que será isolada ao redor do ponto de recarga hídrica.

 

Participação direta

A partir do envio dos estudos finais ao Fhidro, será apresentado um plano de trabalho para dar início à distribuição dos insumos para construção das cercas, tais como estacas, grampos e arame. A construção das cercas é feita pelos próprios produtores rurais, com o apoio de técnicos do Instituto Terra. Os proprietários têm participação direta em todas as etapas do projeto.

“Desde o momento da mobilização, para garantir a adesão ao programa, eles tornam-se parceiros estratégicos do Instituto Terra. Recebem capacitação e assistência técnica para unir produção e conservação, com a devida gestão dos recursos hídricos”, destaca a diretora-executiva do Instituto Terra, Isabella Salton, lembrando que, nesse projeto, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Manhuaçu foi um importante parceiro, atuando na mobilização dos produtores.

O Instituto Terra também vai doar mudas de espécies nativas de Mata Atlântica para os plantios ao redor dos olhos-d’água, visando à proteção das Áreas de Preservação Permanente (APPs), e garantindo, assim, a manutenção das condições hidrológicas na região.

O plano do trabalho vai contemplar ainda a instalação de fossas sépticas biodigestoras nas propriedades rurais selecionadas, contribuindo para o enfrentamento de outro grave problema que atinge as águas do Rio Doce e de seus afluentes: a contaminação por esgoto doméstico não tratado.

A falta de saneamento é uma realidade que ainda afeta quase 80% da área rural da bacia. Para mensurar os resultados alcançados com a proteção de nascentes, será realizado o monitoramento dos recursos hídricos, com avaliação dos ganhos obtidos em relação à vazão e à qualidade da água.

 

Saiba mais:
www.codemig.com.br
www.plantandoofuturo.mg.gov.br

 


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Melhoria ambiental e competitividade industrial

 

 

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