Segunda, 05 de junho de 2017

Temos de voltar a sonhar

Diplomático e equilibrado, Sergio Leite tem se amparado no diálogo, na reaproximação com as comunidades e na força do trabalho em equipe para fazer a Usiminas dar a volta por cima

Hiram Firmino e Luciana Morais - redacao@revistaecologico.com.br



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Sede da Usiminas na capital mineira

Sede da Usiminas na capital mineira

Da sacada de sua sala, no sexto andar, ele tem vista privilegiada de parte do campus da UFMG, do Mineirão, dos jardins, ipês e lago que emolduram a Praça Pedro Melo, principal cartão de visitas da empresa na qual ele trabalha há mais de 40 anos.

Erguida a partir de agosto de 1958, quando o então presidente da República, o também mineiro Juscelino Kubitschek, plantou a primeira estaca para a construção da Usina Intendente Câmara, em Ipatinga, no Vale do Aço, a Usiminas está superando um dos momentos mais turbulentos de seus 60 anos de história.

E novamente à frente da empresa, com o desafio não só de recuperar a sua saúde financeira, mas sobretudo de fazer os seus 12 mil funcionários voltarem a sonhar, está o belo-horizontino Sergio Leite. Diplomático e equilibrado – como convém a um bom libriano –, ele tem se amparado no diálogo, na reaproximação com as comunidades e na força do trabalho em equipe para fazer a Usiminas dar a volta por cima.

Otimista, Leite cita ações que estão sendo empreendidas em diferentes áreas da companhia e reafirma sua postura conciliadora, confiante na superação do impasse entre os principais acionistas da companhia, a japonesa Nippon Steel e a ítalo-argentina Ternium/Techint. “Aos 15 anos de idade, quando estava no curso científico, fiz um acordo comigo mesmo e por escrito: o de conduzir a minha vida sempre em busca da felicidade. E hoje, à frente da Usiminas, essa motivação se tornou ainda mais forte. A Usiminas é fruto de um sonho e nós temos de voltar a sonhar.”

É o que você confere a seguir, nesta entrevista exclusiva à Revista Ecológico.

 

Sergio Leite: “A Usiminas está no meu sangue, nunca trabalhei em outra empresa”. Foto: Usiminas/Divulgação

 

No último ano, a Usiminas enfrentou o momento mais turbulento de sua história, em 60 anos de fundação, em função de dívidas e de dificuldades de gestão de caixa. Quais foram as ações adotadas pela companhia para que esses desafios começassem a ser superados?

Na vida de qualquer empresa, duas vertentes são essenciais para a sua sobrevivência: uma é a financeira; a outra, a geração de resultados. Para resolvermos a questão de caixa, empreendemos duas ações básicas. A primeira delas foi o aumento de capital. Em julho do ano passado, conseguimos aprovar por unanimidade, junto aos nossos principais acionistas, um aporte de R$ 1 bilhão. Ou seja, essa foi a primeira e maior demonstração de confiança deles em nossa gestão. A segunda ação, finalizada também no ano passado, foi a renegociação da nossa dívida com os bancos. Desde então, estamos cumprindo com todas as cláusulas do acordo estabelecido com os credores, inclusive o acesso ao caixa da Mineradora Usiminas, efetivado em 11 de maio, que representa a injeção de mais R$ 700 milhões no caixa da Companhia.

 

Quais foram as bases dessa renegociação?

Nos foram concedidos três anos para dar início às amortizações dos R$ 6,3 bilhões, sendo que o primeiro ano vence em setembro. No balanço financeiro fechado em 31 de março de 2016, considerando os 12 meses anteriores, a Usiminas apresentava EBITDA negativo – com custos e despesas maiores que as suas receitas –, e não tinha, portanto, a menor condição de arcar com os compromissos de amortização da dívida. Conseguimos, então, um refinanciamento em 10 anos. Nos três primeiros, pagaremos apenas os juros. A amortização em si começará a partir do quarto ano.

 

E do ponto de vista da geração de resultados, o que foi feito?

Foi realizado um intenso trabalho de equipe, focado na revitalização da Usiminas, que incluiu uma série de medidas para ampliar a nossa competitividade, desde diminuição de custos e controle de despesas até a priorização de investimentos, passando pelo incremento do volume de vendas e de preços. Esse trabalho desempenhado nos últimos doze meses possibilitou a reversão, entre abril de 2016 e março deste ano, do resultado negativo de EBITDA sobre o qual mencionei. Os principais reflexos foram percebidos nos números do primeiro trimestre deste ano. Voltamos a registrar lucro líquido depois de onze trimestres e alcançamos um resultado positivo de R$ 108 milhões. Da mesma forma, o nosso EBITDA Ajustado atingiu R$ 533 milhões, o melhor resultado desde o segundo trimestre de 2014.

 

“A conscientização ecológica tem avançado. Se fizermos a nossa parte, a natureza fará a dela. Nossa sobrevivência no planeta depende disso.”

 

Para que esses resultados continuem sendo alcançados, quais são as principais medidas em andamento?

Nosso desafio é construir o presente e o futuro, revitalizando a Usiminas para que todos, em especial os nossos funcionários, possam voltar a sonhar. Com os pés no chão e a consciência de que, para construir o futuro, é preciso investir em novos projetos, elaboramos um sólido plano de trabalho, que contempla ações em diferentes áreas da companhia. São cinco frentes de trabalho, com soluções voltadas para aumentar a competitividade e a geração de receita da empresa. Essas frentes são respaldadas por três grandes pilares: foco nas pessoas, foco nos clientes e geração de resultados.

 

Poderia detalhar esses projetos?

No projeto Cubatão, desenvolvemos um novo modelo de negócio para a unidade, a fim de torná-la sustentável por meio da laminação de placas. Para a frente Ipatinga, a meta é aumentar a eficiência e a rentabilidade da usina, alcançando resultados cada dia melhores. Já o Comercial é focado nas oportunidades de vendas, especialmente por meio do incremento do nosso portfólio, da agregação de valor aos nossos produtos, da presença em novos nichos de mercado e do atendimento de excelência aos clientes. Em Clima Organizacional, o objetivo é promover um ambiente propício para que os nossos empregados possam desenvolver o máximo de seus potenciais e se sintam motivados a inovar e a entregar resultados cada vez melhores. Por fim, no projeto Produtividade, vamos adotar mecanismos para reconhecer os empregados que desempenham um trabalho diferenciado, garantindo aos gestores maior autonomia para tomarem decisões nesse sentido.

 

No entorno da Usina de Ipatinga, a conservação de um cinturão verde de 377 hectares simboliza o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental. A Lagoa da Anta abastece a planta, que recircula 95% da água utilizada no processo industrial. Foto: Usiminas/Divulgação

 

O senhor falou em voltar a sonhar. Essa é uma referência à origem da Usiminas, que foi idealizada por estudantes, empresários e políticos na década de 1940, aqui em Belo Horizonte?

Exatamente. Cresci ouvindo essas e outras histórias contadas pelo meu pai, que também era engenheiro. Na época, BH tinha cerca de 200 mil habitantes e se restringia aos limites da Avenida do Contorno. Ainda assim, já era uma cidade vibrante, tanto do ponto de vista intelectual quanto do empreendedorismo, graças à forte presença estudantil. Foi assim que surgiu um movimento de estudantes, empresários e políticos, acreditando ser a hora de Minas ter uma siderúrgica de porte, capaz de agregar valor e gerar riquezas na cadeia do minério de ferro e do aço. O grande responsável por catalisar esse sentimento e transformá-lo em realidade foi o então prefeito da capital, Juscelino Kubitschek.

 

O presidente JK participou, inclusive, do lançamento da pedra fundamental da empresa...

Sim. A Usiminas foi oficialmente criada em 25 de abril de 1956. E em agosto de 1958, num momento histórico, registrado em uma foto especial de nossos arquivos, temos o JK, já como presidente da República, instalando a primeira estaca para a construção da Usina Intendente Câmara, em Ipatinga. A visão desenvolvimentista e o legado dele foram, sem dúvida, decisivos para o surgimento da empresa.

 

Estaca inicial da construção da usina, em 1958: a Usiminas completa 55 anos de operação no Brasil em 2017. Foto: Usiminas/Divulgação

 

Além dos desafios financeiros e de gestão da empresa, o senhor também enfrenta um impasse com a Nippon Steel, que move uma ação na Justiça, pedindo a sua destituição da presidência, por considerar ilegal a decisão do Conselho de Administração da Usiminas em reconduzi-lo ao cargo. Qual tem sido a sua postura diante dessa situação?

Em primeiro lugar, quero esclarecer que respeito a decisão da Nippon, com a qual tenho uma relação de mais de 35 anos, assim como também tenho um relacionamento profissional de mais de 25 anos com o grupo Techint. Porém, o meu foco tem sido trabalhar de maneira conjunta, integrada, de forma a encontrar saídas para resolver esse conflito, que é de conhecimento público. A minha prioridade é a Usiminas e o meu compromisso é com a união das três forças que compõem a companhia: brasileiros, japoneses e ítalo-argentinos. Dentro da empresa, somos todos Usiminas.

 

A que fatores ou iniciativas o senhor atribui a confiança do Conselho de Administração da Usiminas?

Parte dessa confiança advém do fato de termos apresentado um plano de trabalho sólido, logo que assumimos. Também criamos, como uma de nossas primeiras iniciativas, o chamado Grupo dos 10.

 

Quando esse grupo foi criado e quais são os seus objetivos?

Esse grupo começou a trabalhar em junho do ano passado. Ele reúne executivos e técnicos de todas as vice-presidências, com representantes das três forças sobre as quais falei anteriormente, e foi criado para conceber e implementar projetos que viabilizem a retomada da companhia. E, para minha felicidade, no ano passado, a Usiminas viveu mais um de seus momentos históricos com esse Grupo dos 10 e, eu, um dos dias mais emocionantes da minha carreira profissional...

 

Que momento foi este?

O ano de 2016 não poderia ser mais emblemático para a Usiminas. Foi quando comemoramos 60 anos de fundação e 54 anos de operação em Belo Horizonte. E para vencer os obstáculos que existiam, decidimos buscar referências em nosso próprio passado. Entre as homenagens pelo sexagésimo aniversário da empresa, promovemos na sede o encontro entre os “Sete Samurais” – equipe de notáveis engenheiros enviados ao Japão, em 1958, para conhecer técnicas de siderurgia que alavancaram a implantação da empresa – e os integrantes do Grupo dos 10. Do grupo original de samurais, apenas quatro estão vivos e foram homenageados. Com todos eles reunidos aqui nesta sala, assumi o compromisso de trabalhar para que a Usiminas se apresentasse ainda mais forte e vibrante nos próximos anos. E um dos  samurais me emocionou de modo muito especial, ao dizer, do alto de seus quase 90 anos que, após a homenagem recebida, estava pronto para viver mais 10 anos, porque sentia-se revigorado. Foi emocionante.

 

E do ponto de vista tecnológico: a Usiminas está atualizada? Algum tipo de defasagem ou a ausência de investimentos contribuiu para agravar a crise enfrentada pela empresa?

Posso afirmar com total segurança que não. Pelo contrário. Além de pessoal altamente qualificado, somos referência de qualidade em nível mundial. Estamos no estado da arte, ou seja, no mais alto nível de desenvolvimento tecnológico e, portanto, totalmente atualizados. Entre 2008 e 2014, investimos cerca de R$ 14 bilhões em projetos de modernização e ampliação de nossas principais unidades, metade deles com recursos próprios. É claro que não prevíamos uma crise econômica tão impactante como a atual, mas o potencial de retorno desses investimentos no futuro é enorme. Isso sem contar a confiança de nossos clientes. A Usiminas continua sendo um ícone: somos os líderes na produção de aços planos no Brasil.

 

A Usiminas está presente em 28 cidades, de seis estados, nas quais têm grande influência econômica. As relações com o poder público, comunidades e demais entidades foi de alguma forma abalada, diante do momento turbulento vivido pela empresa?

Felizmente, não. O diálogo, a confiança e a proximidade têm norteado todos os contatos com os nossos principais públicos de relacionamento, que incluem, além de nossos 12 mil funcionários, os clientes, fornecedores, comunidades, poderes públicos e acionistas. Em relação às comunidades, mesmo sem a pujança econômico-financeira do passado, temos procurado apoiá-las ao máximo, em tudo o que podemos.

 

A Usiminas está presente em seis estados brasileiros, contemplando toda a cadeia produtiva do aço – da produção do minério até as grandes estruturas metálicas. Foto: Usiminas/Divulgação

 

O senhor tem visitado as usinas e se reunido também com o pessoal do chão de fábrica?

Sim. Em Ipatinga, fui o único presidente a me reunir, às 23h, com operadores que trabalham em revezamento de turno. Até então, as reuniões só aconteciam durante o expediente convencional. Em maio, fui novamente a Ipatinga e a Cubatão e realizei encontros com os empregados para agradecer o empenho da equipe, que se traduziu nos melhores resultados alcançados, e falar sobre temas como os focos de gestão e as perspectivas tanto para a Usiminas como para o mercado siderúrgico. Também promovemos, junto a diretores da Usiminas, uma intensa agenda de encontros para reforçar o diálogo com os nossos principais públicos de relacionamento. Somente em Ipatinga, realizamos 18 encontros em apenas dois dias.

 

Em dezembro de 2015, o senhor completou 40 anos de Usiminas, numa trajetória profissional que inclui a passagem por diferentes setores. Se fosse para sintetizar o seu estilo de gestão em uma única palavra ou mote qual seria?

A busca da felicidade. Aos 15 anos de idade, quando estava no curso científico, fiz um acordo comigo mesmo e por escrito: o de conduzir a minha vida sempre em busca da felicidade, daquilo que me trouxesse realização plena em todas as atividades desenvolvidas. E hoje, novamente à frente da Usiminas, essa motivação se tornou ainda mais forte. Não sou um sonhador. Mas, sim, um homem movido a sonhos. É diferente. Acredito em sonhos que são capazes de nos levar à ação e a construir projetos importantes, sempre com metas claras e meios para alcançá-los. Meu maior sonho é tornar a Usiminas uma empresa de pessoas cada vez mais realizadas e motivadas. Tudo isso reforça a cultura de pertencimento, renovando o entusiasmo das equipes. A Usiminas está no meu sangue, nunca trabalhei em outra empresa. E tenho convicção de que, ao reconhecermos as pessoas que trabalham nela e por ela, ao colocarmos a equipe como um dos focos da nossa gestão e darmos ferramentas para que cada um ofereça o melhor de si, os resultados que precisamos conquistar para garantir a sustentabilidade da empresa virão como uma consequência.

 

Por falar em felicidade, a Fundação Dom Cabral fez um estudo que resultou no livro ‘A (in) felicidade dos executivos’. Nessa pesquisa, foi constatado que 87% deles estavam infelizes e, 13%, felizes no mundo corporativo. Além da infelicidade crescente, eles também tinham a sensação de que seu trabalho estava desalinhado em relação aos seus valores e crenças mais íntimos. O senhor se considera, então, parte da minoria citada na pesquisa?

Com certeza, e me orgulho muito disso. Afinal, é exatamente o que estamos fazendo na Usiminas: apostando em princípios e valores nos quais mais acreditamos – a começar pela nossa gente, assim como na união e na busca da realização individual – para reerguermos juntos a empresa. Sei que ainda há muito a ser feito, mas sigo tranquilo e confiante. Diante das circunstâncias atuais, não nos é dado o direito de trilhar outro caminho, senão esse. Por isso, repito: estou convicto de que a Usiminas vai se revitalizar, porque temos nas pessoas o nosso grande valor.

 

O senhor é belo-horizontino, mas tem forte ligação com o Rio de Janeiro, onde se formou. Ainda divide a sua rotina entre as duas cidades? Quais são as suas paisagens preferidas aqui e lá?

BH e o Rio são duas cidades que amo e fazem parte da minha vida. Enquanto viver, quero manter as duas casas que tenho: uma aqui e outra lá, na Praia da Bica, na Ilha do Governador. Ambas têm natureza privilegiada, como as montanhas e o verde que avisto da varanda da minha sala aqui. No Rio, tenho paixão por Copacabana e pela Baía de Guanabara, uma das mais belas paisagens do Brasil, que espero, em vida, ver despoluída e revitalizada.

 

Gostaria de deixar alguma mensagem diante do estado atual e planetário de
degradação ambiental?

A minha mensagem é a da união e do respeito às pessoas. Por isso, ando sempre de mãos estendidas e de braços abertos. Mesmo diante de todas as adversidades, nunca fiz qualquer declaração acusando ou criticando alguém. Para mim, fazer o bem é sempre a melhor escolha. É assim que procuro viver e, se Deus quiser, pretendo chegar aos 100 anos. Sou otimista. Sigo acreditando no ser humano e em nossa capacidade de preservar as riquezas naturais que nos cercam. A conscientização ecológica tem avançado e precisa se traduzir cada dia mais em práticas reais. Se fizermos a nossa parte, a natureza certamente fará a dela. Nossa sobrevivência no planeta depende disso.

 

Quem é ele:

Diretor comercial na gestão dos últimos quatro presidentes da Usiminas, Sergio Leite tem 63 anos e um casal de filhos. É graduado em Engenharia Metalúrgica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e mestre em Engenharia Metalúrgica pela UFMG. Ocupou, ainda, os cargos de diretor-vice-presidente de Negócios e diretor-vice-presidente de Siderurgia; engenheiro pesquisador; engenheiro do Controle Integrado de Chapas Grossas; chefe da Unidade de Metalurgia de Aciaria e Laminação de Placas; chefe da Unidade de Padronização e Coordenação; presidente da Comissão de Qualidade e superintendente de Marketing. É cidadão honorário de Ipatinga.

 


 

Fique por dentro

- Com operação iniciada em 1962, a Usiminas atua em diversos segmentos da cadeia de valor do aço, como mineração e logística, bens de capital, centros de serviços e distribuição e soluções customizadas para a indústria.

- Privatizada em 1991, é líder do mercado de aços planos do Brasil. Seus produtos e soluções estão presentes nos segmentos de: automóveis e autopeças, eletrodomésticos, energia, máquinas industriais, construção civil, etc.

- Em 2016, as empresas Usiminas investiram R$ 8,5 milhões por meio das leis de incentivo/benefícios fiscais (Leis de Incentivo à Cultura, ao Esporte e Sociais), atuando em cerca de 60 projetos incentivados, todos sob a gestão do Instituto Cultural Usiminas. A Companhia direcionou seus investimentos para ações que promovem a participação social, a democratização da cultura e do esporte, além do desenvolvimento social e humano.

- Instituída pela Usiminas em 1969, a Fundação São Francisco Xavier (FSFX) atua nas áreas de saúde e educação e mantém esforços constantes pela excelência na prestação de serviços, a partir de ações que extrapolam os limites do Vale do Aço. Atualmente, é composta por cinco unidades: Hospital Márcio Cunha (HMC), Colégio São Francisco Xavier, planos Usisaúde, Centro de Odontologia Integrada e Serviço de Segurança do Trabalho, Saúde Ocupacional e Meio Ambiente, além de ser responsável pela gestão do Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC), em Itabira (MG). Em maio, a entidade inaugurou novas instalações do HMC. Foram investidos R$ 25 milhões na estruturação da primeira unidade de Oncologia Pediátrica do Leste de Minas, na ampliação e modernização da Unidade de Oncologia e do Centro de Terapia Renal Substitutiva, e na criação do Centro de Reabilitação e da Casa das Mães.

 


 

Cultura e Meio Ambiente

Com mais de 20 anos de história, o Instituto Cultural Usiminas gerencia projetos de apoio à cultura e ao esporte, com foco na garantia dos direitos sociais das pessoas e das comunidades onde a companhia atua. Contribui, assim, para o desenvolvimento dessas regiões, gerando soluções, experiências, aprendizagens e conhecimentos.

O uso consciente e eficiente dos recursos naturais é outra prioridade da empresa. A Usiminas foi a primeira siderúrgica do Brasil a receber a certificação ambiental ISO 14001. Outro exemplo prático desse esforço pela sustentabilidade é o foco na redução do consumo e no reaproveitamento da água em seus processos produtivos. Em 2016, o índice médio de recirculação de água nas usinas foi de 95,6%.

O Xerimbabo, programa de educação ambiental criado em 1984, que está em sua 33ª edição, já recebeu mais de 2,4 milhões de visitantes. O Projeto Caminhos do Vale, por sua vez, é voltado para o reaproveitamento de resíduos siderúrgicos na pavimentação de vias em cidades do Vale do Aço. Foi vencedor, ano passado, do “VII Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza” na categoria “Melhor Projeto de Parceiro Sustentável”. Até agora, mais de um milhão de toneladas desses materiais pavimentaram cerca de 700 km de estradas rurais e 50 km de vias urbanas, beneficiando mais de meio milhão de moradores.

A Usiminas desenvolve, ainda, os programas "Áreas Verdes" e "Mata Ciliar". Em seu viveiro, são produzidas mudas para plantio e revitalização do Cinturão Verde da Usina de Ipatinga e de áreas degradadas, além de parques e margens dos rios Piracicaba e Doce. No total, são mais de 249 hectares de área reflorestada, o equivalente a 230 campos de futebol.

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