> Edições Anteriores > O impeachment natural > ECOLÓGICO NAS ESCOLAS

Segunda, 05 de junho de 2017

Cidade inteligente

Três perguntas para Isac Roizenblatt, mestre em energia pela Universidade de São Paulo (USP)

Luciana Morais - redacao@revistaecologico.com.br



font_add font_delete printer
Isac Roizenblatt, mestre em energia pela Universidade de São Paulo (USP). Foto: Abilux

Isac Roizenblatt, mestre em energia pela Universidade de São Paulo (USP). Foto: Abilux

Isac Roizenblatt é mestre em energia pela Universidade de São Paulo (USP), especialista em iluminação pela Technological University of Eindhoven (Holanda) e diretor-técnico da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux). 

 

A iluminação pública responde por cerca de 4% do consumo total de energia elétrica no Brasil. Quais são as vantagens do uso da tecnologia LED nesse segmento?

Esse percentual de 4% pode ser reduzido em mais da metade com modernas tecnologias de fontes de luz, luminárias e comunicação digital. Empregamos hoje fontes de luz de descarga com eficiências da ordem de 50 lumens por Watt, com as lâmpadas de mercúrio, e aproximadamente 100 lumens por Watt, com as lâmpadas de sódio. Já é possível também trocar ambas por LEDs com mais de 140 lumens por Watt e, num futuro próximo, com mais de 200 lumens por Watt. A iluminação antiga é ultrapassada. Caminhamos para a cidade inteligente ou “smart city” e para tal necessitamos da iluminação digital oferecida pelos LEDs com a telegestão. A cidade passa a contar com Wi-Fi, Wi-Gig, Li-Fi, comunicação pelos sistemas de telefonia existentes ou outros sistemas de comunicação para acender, apagar ou regular a iluminação das vias, controlar os semáforos em função do volume de pessoas e veículos trafegando, propiciando segurança às pessoas e boa iluminação ao comércio.

 

O que é a telegestão e quais os seus benefícios?

A comunicação pela telegestão propiciará a medição em tempo real do consumo do ponto de luz, e mesmo do consumo de energia, água e gás das unidades próximas, parquímetros e abastecimento elétrico de automóveis. Permitirá ainda o controle entre a alimentação da rede e os sistemas autônomos fotovoltaicos. A comunicação na cidade inteligente deve permitir a conexão wireless dos cidadãos nas vias públicas. É preciso que aqueles que instalam sistemas modernos e eficientes de iluminação pública com LEDs integrem – se possível e desde já – sistemas de comunicação provados em países tecnologicamente avançados e não tentem “reinventar a roda”. Isso só trará prejuízos aos cidadãos e ao país. “Smart city” é uma realidade que deve ser implantada com a telegestão de iluminação a LED, pois só traz benefícios.

 

Qual é a realidade atual e quais as expectativas da Abilux em relação à aceitação da tecnologia LED pelos brasileiros?

O consumo de lâmpadas LED no Brasil, em unidades, saltou de 27 milhões, em 2014, para 81 milhões, em 2015 (20% delas tubulares). Para este ano, a estimativa de crescimento é de 30% em lâmpadas LED, módulos e luminárias. As LEDs são a melhor opção em todas as aplicações, pois, quando de boa qualidade, oferecem alta eficiência, longa vida, acendimento instantâneo, regulagem de fluxo luminoso e qualidade de reprodução de cores, além de terem baixa depreciação e serem amigáveis ao meio ambiente. Suas vantagens energéticas, estéticas e ambientais têm motivado a transformação do mercado. Há uma quebra de paradigma. Segundo previsões, por volta de 2020, cerca de 70% do faturamento em iluminação no mundo virá de produtos com LED. 

 


Leia também:

Lâmpadas LED são mais eficientes e ecológicas

 

Compartilhe

Comentários

Nenhum comentario cadastrado

Escreva um novo comentário
Outras matérias desta edição