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Quarta, 22 de março de 2017

Verdades oceânicas

O início, o meio e o fim da vida?

Eloah Rodrigues e Hiram Firmino - redacao@revistaecologico.com.br



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A Ecológico foi até o Oceanário de Lisboa, à beira do Rio Tejo, em Portugal, um dos aquários mais visitados do planeta, não apenas para conhecer as espécies marinhas que ainda sobrevivem nos nossos mares nunca antes tão poluídos. Mas para também receber uma verdadeira aula de educação ambiental por meio de informação simples e direta. Este instrumento revolucionário de conscientização se multiplica através de sucessivos cartazes expostos na entrada do aquário, por onde passam milhares de visitantes, todos os dias, ao longo do caminho. São frases curtas e fortes, ilustradas com fotos lindíssimas e jornalísticas. Verdades, enfim, oceânicas, capazes de mudar o nosso modo de ser e agir no planeta. Confiram – nossos caros leitores, professores e alunos - algumas dessas informações que selecionamos e ainda podem nos salvar junto com os seres que habitam ¾ da Terra:

Fundo do oceano - Shutterstock

Imagem: Shutterstock

1 - A vida começou no oceano
Os primeiros seres vivos surgiram no oceano, há 3,5 milhões de anos.

2 - O oceano é, ainda, um mistério
Apesar das 1,8 milhão de espécies marinhas conhecidas, estima-se que 91% das espécies que existem no oceano ainda não foram descritas.

3 - Planeta Oceano
O oceano cobre 70% da superfície da Terra e representa 97% do espaço disponível para a vida.

4 – O oceano é vital para as nossas vidas
O oceano produz 70% do oxigênio, absorve o calor e redistribui-o por todo o planeta.

5 - O oceano e a humanidade estão ligados
200 milhões de pessoas dependem diretamente do oceano para a sua sobrevivência.

6 - O oceano fornece-nos pescado acima do seu limite
Neste momento, estamos a retirar 2 a 3 vezes mais peixe do que aquele que o oceano pode fornecer de forma sustentável.

Poluição marinha

7 - O oceano fornece-nos pescado
Cada pessoa consome, em média, 19 kg de peixe por ano, quase o dobro de 50 anos atrás.

8 - Os recursos do oceano são finitos
A sobrecarga é a segunda maior ameaça aos oceanos, a seguir às alterações climáticas.

9 - Nós podemos fazer a diferença
Ao consumir peixe de forma sustentável, pode influenciar melhores práticas de consome e garanta que não é demasiado pequeno vais estar a contribuir para o futuro dos pesca e aquacultura.

10 - O oceano está sobre-explorado
70% das populações de pescado do mundo estão totalmente exploradas, sobre-exploradas ou esgotadas.

11 - A biodiversidade marinha precisa de proteção
40% das capturas mundiais de pescado são acidentais e incluem golfinhos, tartarugas e aves marinhas.

12 - O oceano tem de ser protegido
Apesar das 148.000 áreas marinhas protegidas, menos de 2% do oceano está livre de ameaças.

13 - O oceano é a farmácia da humanidade
18.000 moléculas com interesse farmacológico foram descobertas em organismos marinhos, nos últimos 40 anos.


Mensagem final

Peixes

Imagem: Shutterstock

Na saída do superaquário, já maravilhados com tamanha beleza e informação, a gente se depara com os três últimos cartazes. Nada de novo, mas não custa lembrar. Vale a pena, se “a alma não é pequena”,  como disse o poeta Fernando Pessoa. O primeiro cartaz se refere ao que os portugueses chamam de “Salva-vidas” da espécie humana:

Faça escolhas para um planeta saudável

Reduza, reutilize e recicle. Viva responsavelmente. Consuma de forma sustentável.

Poupe água

Só 0,6% de toda a água doce do planeta está disponível para consumo humano.

O segundo cartaz mostra as logomarcas juntas das WWF com o seu urso panda, e do Oceanário de Lisboa, com seus cardumes de peixes. E dá o recado final, tipo a missão maior da educação ambiental:

 

Juntos é possível

Promover o conhecimento dos oceanos, sensibilizando os cidadãos em geral para o dever da conservação do patrimônio natural, através dos seus comportamentos.

Coincidentemente é também o que diz (e muito nos emocionou, nos mostrou estarmos na rota certa) a missão institucional do GRUPO ECOLÓGICO, formado pela Revista Ecológico, a Ecológico Consultoria e Comunicação Ambiental, o Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza e o Movimento Sou Ecológico, voltado para as redes sociais: “Formar opinião de qualidade sobre sustentabilidade, para a ampliação da consciência e mudança de comportamentos das pessoas e organizações”.

Estamos, enfim, todos juntos mesmo. E teremos o mesmo destino com base no que fizermos ou não mais fizermos com os nossos oceanos. A esperança, através da informação e educação ambiental, relevantes e necessárias, continua lançada. Em todos os oceanários, mares e rios da nossa aldeia global.

Que todos os dias, desejamos, sejam dias mundiais da água!

 

 

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