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Quarta, 14 de dezembro de 2016

Verde e produtivo

Criação de corredor agroecológico reforça compromisso da Anglo American com a sustentabilidade ao longo do Minas-Rio, no Espinhaço. Foco é voltado tanto para a proteção da natureza quanto para a melhoria da qualidade de vida dos produtores locais

Bia Fonte Nova - redacao@revistaecologico.com.br



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O corredor tem mais de 11 mil hectares, sendo aproximadamente 3.000 ha contando apenas as propriedades que estão participando - Imagem: Geonature Serviços em Meio Ambiente

O corredor tem mais de 11 mil hectares, sendo aproximadamente 3.000 ha contando apenas as propriedades que estão participando - Imagem: Geonature Serviços em Meio Ambiente

Uma das funções de um corredor ecológico é reduzir e/ou prevenir a fragmentação das florestas existentes em determinada região. Por meio da conexão entre as unidades de conservação e áreas protegidas existentes, é criado um mosaico de sustentabilidade capaz de assegurar a conservação de toda a biodiversidade local.

Em Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas, essa estratégia de conservação ambiental já está sendo colocada em prática por vários produtores rurais, com a adoção de práticas agroecológicas voltadas para o uso responsável e inteligente dos recursos naturais.

O eixo de condução das ações, capitaneadas pela mineradora Anglo American, é um corredor agroecológico: são mais de 11 mil hectares, sendo 3.000 deles relativos às propriedades aderentes. Seu objetivo é preservar e conectar dois importantes atrativos naturais e paisagísticos da região: o Monumento Natural da Serra da Ferrugem e a Serra de São José. Elas integram a porção meridional da Serra do Espinhaço – que é tombada como Reserva da Biosfera pela Unesco desde 2006 – e são consideradas hotspots de biodiversidade, ou seja, têm grande relevância ecológica e ambiental, abrigando vegetação diferenciada, como campos rupestres, e centenas de espécies de animais.

Até o momento, 17 produtores rurais já aderiram de forma voluntária à iniciativa. A Anglo American, além de apoiar a regularização ambiental das propriedades participantes, também está atuando na capacitação dos agricultores.

A ideia é fomentar o desenvolvimento sustentável de toda a região, apoiando os produtores no seu dia a dia para que eles potencializem as boas práticas e identifiquem novas oportunidades para aumentar a produtividade de suas lavouras e também a geração de renda. Tudo sempre em sintonia com a conservação do solo, da água e protegendo a fauna e a flora locais.

Manejo correto

O coordenador de Desenvolvimento Sustentável da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American, Tiago Alves, explica que a iniciativa foi idealizada pela própria mineradora. E, aos poucos, vem conquistando a confiança e também o interesse de novos produtores. São famílias que mantêm pequenas lavouras de milho, feijão, mandioca etc., sendo boa parte delas de subsistência.

“Com a criação desse corredor agroecológico, trabalhamos em conjunto com os proprietários para que as práticas agrícolas sejam aprimoradas e assim, seja feito o manejo sustentável do solo, da água e da vegetação. Dessa forma, todos contribuem para a manutenção do equilíbrio de todos os serviços ecossistêmicos locais.”

Segundo Tiago, a empresa conta com um técnico agrícola e com um engenheiro agrimensor exclusivamente dedicados a apoiar os produtores. Eles vão visitar todas as propriedades participantes, repassando orientações sobre o ciclo agrícola, técnicas de fomento produtivo e outras medidas destinadas a incrementar a produtividade dos pequenos negócios existentes na região. Entre elas, vale destacar a tradicional produção do queijo minas artesanal, por exemplo.

Olhar diferenciado

A Anglo American também vai auxiliar os produtores na elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Obrigatório para todas as propriedades rurais do Brasil e previsto no novo Código Florestal, o CAR é fundamental para que os agricultores tenham acesso a financiamentos e possam investir na melhoria da infraestrutura de suas propriedades e também na gestão de sua produção.

Para Tiago, que é antropólogo, a criação do corredor agroecológico demonstra o compromisso da Anglo American com o desenvolvimento e a conservação da região e se destaca, sobretudo, por ter um forte viés socioambiental. Afinal, é uma iniciativa que tem um olhar diferenciado, voltado para o bem-estar das famílias e não apenas para a proteção ambiental em si.

“Com diálogo e parcerias fortes, todos sairemos ganhando: os produtores, a empresa e, em especial, a natureza, que é o nosso patrimônio mais valioso.”

Conhecimento aprimorado

Em paralelo às iniciativas de implantação do corredor agroecológico, a Anglo American também segue investindo em estudos e monitoramentos da fauna existente em toda a região de influência do Minas-Rio.

“A produção de conhecimento é, sem dúvida, um importante legado do nosso empreendimento. Desde que iniciamos os levantamentos, em 2009, estamos ampliando gradativamente o nosso banco de dados e, acima de tudo, aprimorando o nosso conhecimento sobre os hábitos e as dinâmicas das espécies existentes na região”, explica o biólogo e analista ambiental da empresa, Josimar Gomes.

Nos estudos feitos pela mineradora há registro de mais de 300 espécies de aves. Uma delas é o carcará (Caracara plancus), da família dos falcões, avistado pela reportagem da Ecológico durante visita a uma área próxima ao corredor. Vale ressaltar, ainda, a grande diversidade de anfíbios, com cerca de 50 espécies já registradas, incluindo duas recentemente identificadas por pesquisadores.


Entenda melhor

Os corredores ecológicos se destinam a conectar porções isoladas de floresta nativa, facilitando o deslocamento de animais e a propagação de sementes. Com a recuperação das matas, conservam-se também as aves, os insetos, os frutos e a madeira, além de outros serviços ambientais essenciais, tais como a produção de água e a regulação do clima.

Um dos pontos fortes da atuação da Anglo American em Minas Gerais é o seu empenho em salvaguardar áreas representativas de Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos e ameaçados do Brasil. Toda a atenção e cuidado demonstrados pela empresa se justificam. Afinal, o Minas-Rio está inserido numa região delicada e altamente estratégica para a formação de mosaicos de unidades de conservação.

São áreas que também incluem formações vegetais de campos rupestres ferruginosos e cerrado. Por meio da integração de projetos de locação de áreas de compensação florestal, regularização de Reservas Legais e criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), a empresa vem investindo de forma maciça no aumento da cobertura vegetal da região.

A proposta de criação de aproximadamente 10 mil hectares de áreas verdes – que estão sendo instituídas sob a forma de RPPNs –, comprova esse compromisso da empresa. E o conceito-base que norteia todo o processo de criação e conservação dessas áreas é exatamente o da conectividade.

Assim, a cada proposta de regularização de Reserva Legal ou de compensação florestal que a companhia faz, o principal critério de escolha das áreas é a possibilidade de conectá-las a outras unidades de conservação existentes, fomentando a criação de corredores ecológicos e, consequentemente, a proteção da fauna e da flora.

 


Saiba mais
www.angloamerican.com.br

A Estação Ciência Anglo American é aberta gratuitamente ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Para visitas de grupos acima de 15 pessoas, é preciso agendar com antecedência pelo e-mail educacao.ambiental@angloamerican.com

 

 

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